Diário do Torcedor – Grandes ídolos do Galo (parte 2)

fotocamisadoze1 Diário do Torcedor   Grandes ídolos do Galo (parte 2)Dando continuidade ao texto da semana passada, falarei hoje sobre os ídolos das décadas de 70 e 80.

Começando do início da década do nosso Campeonato Brasileiro, temos Dadá Maravilha como o grande ídolo do Atlético. O atacante, que teve três passagens pelo Galo, é o segundo maior artilheiro da história do Clube, com 211 gols em 290 jogos. Como ele mesmo diz até hoje, não era um jogador de futebol com muita técnica e não sabia driblar, mas, dentro da área, não tinha igual. Alguns dos gols mais importantes da história do Galo foram marcados por Dario, como o gol da única derrota da Seleção Brasileira para clubes, em 1969, e o gol no último jogo do triangular final do Campeonato Brasileiro de 1971, garantindo o título ao Atlético. Hoje em dia, Dadá continua defendendo as cores do Galo como integrante do Alterosa Esporte, programa da Tv Alterosa.

No decorrer da década de 70, nasce uma categoria de base de ouro se formava dentro do Clube. Jogadores como João Leite, Reinaldo e Cerezo despontavam como as maiores promessas do Atlético.

João Leite, goleiro, com sua altura de 1,87 m é um dos grandes vencedores dentro do Clube Atlético Mineiro. Tem a incrível marca de 413 vitórias em 684 jogos, além de 176 empates. Até hoje, é o atleta que mais atuou com a camisa do Galo. Outro dado importante é a marca de 118 jogos sem perder que João Leite alcançou pelo Galo, o que só reforça a colocação de ser um dos maiores vencedores com a camisa Alvinegra. Se destacou dentro do Clube por sua garra e dedicação aos treinos, além de sempre buscar conselhos com outro grande goleiro da história Atleticana, Ortiz.

Reinaldo dispensa qualquer apresentação. Maior artilheiro da história do Galo, oito vezes campeão mineiro, duas vezes vice-campeão brasileiro e Campeão dos Campeões do Brasil. O jogador ainda possui 475 jogos com o manto Alvinegro e disputou uma Copa do Mundo com a Seleção Brasileira, marcando um gol, contra a Suécia. O Rei do Mineirão marcou 255 gols com a camisa Alvinegra, superando Dadá Maravilha na artilharia do Atlético.

Antônio Carlos Cerezo, ou simplesmente Toninho Cerezo, conquistou nove títulos pelo Galo e disputou duas Copas do Mundo. Disputou 400 jogos com a camisa Alvinegra e participou dos grandes quadros Atleticanos do final da década de 70 e início da década de 80. Além disso, ganhou a Bola de Prata da Revista Placar por três vezes e a Bola de Ouro por duas, todas pelo Atlético. Cerezo era dotado de grande técnica e toque refinado, além de ser um jogador que coloca respeito quando entrava em campo. Somente sua presença era capaz de deixar os adversários com medo.

Éder Aleixo, o Bomba de Vespasiano, que já recebeu um texto da minha coluna, era conhecido pela incrível habilidade com a perna esquerda e pela potência de seus chutes. Teve três passagens pelo Atlético, conquistando seis títulos mineiros, além de um vice-campeonato brasileiro e inúmeros títulos de torneios amistosos. Quando atuava no Grêmio, Éder foi trocado por Paulo Isidoro e logo que chegou, bateu Reinaldo e Cerezo na popularidade com a Massa. Foi também um dos grandes nomes do Brasil na Copa de 1978, marcando dois gols. Em 368 jogos com a camisa Alvinegra, marcou 122 gols e ocupa a 13ª posição no ranking de artilheiros do Galo.

Na semana que vem, a terceira e última parte da série com os Grandes Ídolos do Galo, terminando a década de 80, completando com a de 90 e com os anos 2000.

Lucas Alves

@lucasalves32

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