A incógnita Robinho

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08/09/2017 - 13:28

Robinho tem alternado entre a titularidade e o banco de reservas. (Foto: Bruno Cantini/Atlético)

Cercado de muita expectativa, Robinho chegou ao Atlético em fevereiro do ano passado. Contratado inicialmente por dois anos, o ex-jogador do Real Madrid chegou à BH com a missão de ser a grande figura de uma equipe que buscava reconstruir sua identidade.

Na mente de todo torcedor atleticano, Robinho atuaria pelo lado esquerdo, formando um forte trio com Lucas Pratto e Luan. A ideia, porém, foi logo abortada por Diego Aguirre, primeiro técnico do camisa 7 com a camisa alvinegra. Em pouco tempo o uruguaio percebeu que Robinho teria grandes dificuldades na recomposição, utilizando-o preferencialmente na faixa central do campo.

Marcelo Oliveira também tentou jogar com Robinho na ponta, mas a irregularidade de Cazares contribuiu para que o treinador passasse a escalá-lo por dentro. Encostando em Fred, o atacante teve o seu melhor momento no Galo. Robinho contribuiu com vários gols e assistências no segundo semestre de 2016, terminando o ano com 25 gols, 12 deles no Campeonato Brasileiro.

Veio então Roger Machado, que escalou Robinho prioritariamente como extremo. Apesar de algumas boas atuações, como contra o Cruzeiro, no jogo de volta da final do Campeonato Mineiro, o jogador de 33 anos entrou em um profundo declínio técnico. A excelente fase de Cazares tornou impossível o deslocamento de Robinho para o meio, “agravando” ainda mais o momento ruim do “Pedalada”.

A demissão de Roger e a chegada de Rogério Micale não alterou o rumo das coisas. Micale utilizou Robinho até mesmo como “falso nove”, mas a experiência durou apenas 45 minutos. Relegado ao banco de reservas, ele passou a ser acionado somente nos momentos finais das partidas. Em outras ocasiões, como contra a Ponte Preta, sequer entrou em campo.

Nos últimos dois jogos, válidos pela Copa da Primeira Liga, Micale utilizou Robinho na posição de Cazares, que estava com a seleção equatoriana. Apesar de ter feito jogos razoáveis, o atacante não conseguiu quebrar a marca de 20 jogos sem marcar. O último gol de Robinho foi em maio, no segundo jogo da final do Mineiro.

Boa fase em 2016 levou Robinho de volta à Seleção. (Foto: Bruno Cantini/Atlético)

Neste momento, é difícil enxergar Robinho como jogador do Atlético no próximo ano. Com o vínculo próximo do fim e sem entregar aquilo que pode, manter o camisa 7 na equipe parece ser uma decisão bastante arriscada.