Orgulho ferido é a nossa arma
Fael Lima : 19 de abril de 2012 15:11 : Canto do Leitor 19 de abril de 2012 15:11
Vanderlei Luxemburgo chegou ao Galo como um Moisés. Não levaria nosso povo a sua terra prometida, mas seria o técnico que levaria toda a Massa aos títulos prometidos, nos colocaria novamente em nossos tempos auges de glória.
De Moisés para Judas, a era Luxa foi de erros e desacertos, e desta era nos restou inúmeras desculpas esfarrapadas, uma vasta experiência em Departamento Médico e algumas frases filosóficas. Dentre as referidas frases, uma em especial me veio em mente nestes últimos dias: “O medo de perder tira a vontade de ganhar”.
E não é que aquele carioca marrento, ganhador de cinco Brasileiros, que não fez nada de bom no Galo, tinha razão. Notei que cobrado pela torcida, os jogadores atleticanos estão acometidos por um grande medo de perder. O empate no clássico e o jogo de compadres contra o Tupi foi uma nítida atitude de covardes, mas este medo não é do time adversário, é medo da sua própria torcida.
O time atleticano ao atingir uma zona de conforto, por um placar favorável durante uma partida, ou a garantia da classificação, se limita apenas a se defender tentando resguardar a situação favorável e não parte para cima dos seus adversários. Após o fatídico 04 de dezembro de 2011, o torcedor alvinegro mudou de postura. Uma torcida que se contentava com qualquer jogadorzinho “bom de bola” e três resultados positivos, era sinônimo de campeão de tudo no ano, mudou!!! Melhor, mudamos!!!
Não aceitamos mais jogadores medianos e primeira fase de Campeonato Mineiro não vale mais nada (nunca valeu). A linha tênue que separa o orgulho do amor próprio, se encontra turva. Uma mistura de indignação, raiva, amor e orgulho ferido inunda o coração atleticano.
Entretanto, nossas cobranças devem ter o objetivo de cobrar raça, empenho e profissionalismo por parte dos jogadores. Uma pressão sem limites, cobrar futebol de quem não tem ou quem ainda esta aprendendo a ter, não vai nos levar a lugar nenhum. Devemos cobrar respeito por parte dos jogadores para com o alvinegro, e respeito não se conquista com medo. A caminhada rumo às conquistas é obtida quando time e torcida estão no mesmo diapasão. Todos buscando a vitória.
Na fantástica entrevista do ídolo Marques ao jornalista Roberto da WebRadioGalo, o craque nos relatou algo que retrata esta sintonia de time e torcida em 2001, in verbis:
“…ali na saída de bola, a gente sempre escolhia a bola, eu sempre combinava com o Guilherme: Guilherme vão pra frente, já conseguia um escanteio e a Massa vinha junto…”
O time jogava pra ganhar, e ganhar de muito. Bem diferente é o discurso do zagueiro Atleticano Luiz Eduardo à Globo.com que retrata muito bem a atual situação do time:
“O time deles não fez pressão em cima da gente, nada melhor para nós do que tocar a bola ali atrás sem ser ameaçado.”
Quem dá alma ao time é a torcida, temos que transmitir e ditar a batida deste GALO em 2012. Cobrança nos momentos que o time merece ser cobrado e aplausos quando o time merece ser aplaudido, protestos à diretoria por sua inércia na busca por reforços e aeroporto lotado por em boas contratações.
Que a derrota do dia 4 de dezembro simbolize o início dessa nova era e não o fim dos tempos. Vamos cobrar respeito ao manto Atleticano e apoiar o time. Ele é o nosso exército, esta é a nossa luta. Temos que lutar juntos, SEMPRE GALO.
Miniatura do Mineirão
Fael Lima : 12 de abril de 2012 19:44 : Canto do Leitor 12 de abril de 2012 19:44Quando o Zeca, do Galocast, tinha 4 anos, em 1982, ele ganhou uma miniatura do Mineirão feita por seu pai. Após muitos anos, o Zeca achou a foto da miniatura que mostrava o Galo em campo contra seu maior rival, o Flamengo. Dá para perceber que na época o time azul já não tinha muita tradição e por isso um simpatizante reforça a torcida carioca, lamentando não ter um bom time para torcer.
Pra finalizar, o placar aponta – Galo 3 a 1 na urubuzada.
Um dia de Atleticanismo em Manaus
Fael Lima : 12 de abril de 2012 5:59 : Canto do Leitor 12 de abril de 2012 5:59
Na terça-feira, ao comprar ingresso para o jogo do Atlético, encontrei poucas pessoas na bilheteria do Sesi. Pensei que seria um jogo vazio e esquecido, mas na quarta feira, logo de manhã, pude ver algumas pessoas com a camisa do GALO circulando pelo centro da cidade. Quando se aproximavam das 17 horas (horário local, 18 horas horário de Brasília) vesti minha camisa e peguei um taxi rumo ao estádio.
No caminho até o estádio, o taxista puxou conversa comigo e me perguntou se eu era mineiro e se morava aqui em Manaus. Respondi que não, estava na cidade a trabalho e iria aproveitar para ver o jogo, pois iria ser o primeiro jogo do GALO no ano que tive oportunidade de ir, já que fico no norte do país a maior parte do ano.
Aí ele começou a contar umas histórias que eu já sabia, mas achei interessante por ser um cara da cidade e saber histórias do futebol e do GALO, já que, geralmente, o pessoal de Manaus torce para times do Rio de Janeiro.
Fiquei surpreso quando ele começou a falar que em meados dos anos 70 o GALO tinha uma parceria com o Nacional de Manaus e que o alvinegro de Minas chegou a emprestar jogadores como Toninho Cerezo, Campos, Ângelo e Paulo Isidoro para o Nacional. O senhor até tinha mais histórias para contar, mas já estávamos próximo ao estádio e tivemos que encerrar a prosa.
Chegando ao estádio parei para fazer um lanche e me deparei com 4 malucos em um carro, chegando com o hino do GALO no volume máximo. Nesse momento deu até uma leve lembrança do clima em dias de jogos do GALO em Minas.
Intruso do jeito que sou, pensei – Vou lá colar com os caras. – Chegando perto, nem precisei me apresentar, já fui recebido com gritos de GAAAAAAAAAAAAAAAAALO, e começamos a fazer nossa pequena farra lá mesmo, enquanto chegavam outros atleticanos. Quando assustei, já eramos uns 20, então entramos para o estádio cantando.
Fiquei sem palavras ao ver algumas bandeiras da torcida ‘GALO Manaus’, algumas outras faixas. Materiais que ficam na maior parte do tempo guardadas, esperando o dia de encontrarem o Atlético.
Conversei com alguns torcedores antes da bola rolar e a maioria eram mineiros que se mudaram para Manaus na época da abertura da Zona Franca. Também conheci alguns que nasceram lá, mas torcem para o Glorioso. Até um cara com a camisa do ‘Mequinha’ vi no meio da torcida.
Começou o jogo e antes mesmo de aquecer a garganta, Soutto abriu o placar. O jogo estava na normalidade esperada, o time mandante com uma ou outra chance de perigo, mas o GALO era superior. Pouco tempo depois do Penarol atacar com perigo, André ampliou o placar. Após o segundo gol, o time do Penarol abriu muitos espaços e se o Atlético colocasse o pé no acelerador faria uns 5 no primeiro tempo. Guilherme ajudou a se aproximar disso, marcando o terceiro. Classificação na mão, aí que o pé saiu do acelerador mesmo, e só voltou quando Berola deu assistência para André marcar o quarto.
A galera ainda comemorava o gol, quando Berola daria outra bola para André fazer uma pintura, de bicicleta, no ângulo e sem chances para o goleiro, que só foi na bola para sair no quadro, pois foi uma pintura.
Inclusive, após o apito final do juiz, alguns torcedores invadiram o campo e como eu estava próximo ao alambrado fiquei observando. Enquanto André dava entrevistas para a imprensa local, um cara ficou aguardando para tirar uma foto com André, até aí normal, mas o curioso é que este cara provavelmente estava torcendo para o Penarol, já que estava vestindo uma camisa do Flamengo.
Ao sair do estádio fui chamado pelos malucos que havia encontrado antes do jogo, ouvindo o hino no carro; após um lanche, ainda ganhei uma carona até o hotel.
No caminho do estádio até o hotel, uma trilha regrada a músicas do GALO em alto e bom som pelas ruas de Manaus. Do hino do Galo às músicas da Galo Rock Band, som que eles não conheciam e gostaram. O cartão de memória com os arquivos ficou como presente pra turma!
As ruas de Manaus jamais serão as mesmas, após serem contaminada pelo som do GALO e do Rock’n Roll.
Em uma noite, pude relembrar os jogos que viajava para ver o Atlético, reforçando a marca de ser pé quente, invicto em jogos fora de Minas.
GAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAALO!!!
Fotos: Arlesson Sicsú
Adelson na Arena do Jacaré
O Ser Atleticano é…

Muito mais do que torcer pelo Atlético,vem de dentro de nós , uma coisa que você é antes mesmo de saber.
Um amor que só quem sente pode TENTAR descrever !
Ser Atleticano é defender , sofrer , chorar e gritar , se emocionar com nossas inesquecíveis vitórias e nossas amargas derrotas.
Ser Atleticano é lutar , vibrar com raça e amor, é saber que precisamos lutar contra tudo , até contra o vento.
Ser Atleticano também é um amor que vem de pai, vem de avô, é um amor que vai para o filho, um amor que atinge a todos que estão à nossa volta.
Ser Atleticano é lotar os estádios em qualquer lugar, é pagar qualquer preço, independente da posição na tabela . Gritar ate perder a voz e nunca perder a esperança, é vestir a camisa preta a camisa branca ou até mesmo a rosa.
Ser Atleticano não é exigir inspiração ou dribles de cada jogador… Ser Atleticano é querer apenas ver o jogador atleticano transpirando a camisa , em cada jogada , lutando ate o fim…
O Atlético é uma Paixão, padecimento, sofrimento, sentimento intenso de amor.
Isso é ser Atleticano, reconhecer que o nosso maior título não é um Brasileirão, uma Libertadores ou muito menos um Mundial, mas o nosso maior título é essa paixão sem medida.
Paixão que é a nossa essência, nosso maior título!
Luis Felipe D’Alcântara
Imagem: Internet
Não se iludam com a “invencibilidade”
Fael Lima : 3 de abril de 2012 19:16 : Canto do Leitor 3 de abril de 2012 19:16Fotos: Bruno Cantini
Desde o início dos Estaduais neste ano, me pego vendo alguns torcedores se vangloriando ao ver seu time se dando bem. Seja no Carioca, no Paulista, Mineiro, Baiano… enfim, isso pouco importa. A questão vai mais longe. São os campeonatos estaduais em sua essência. Este é o ponto. Para os times que integram a primeira divisão nacional, se dar bem nessas competições não passa de um simples dever. É obviamente que um clube mais estruturado como um Coritiba, por exemplo, vai se sobressair diante de um Paranavaí. Até porque, se não conseguir este feito, é bom rever tudo que foi planejado no ano. Obviamente citei o Coxa como um exemplo ilustrativo. Mas isso se aplica a qualquer um dos 20 times da Série A.
Aqui em BH, mais especificamente, vejo a torcida do Galo encher a boca para falar da invencibilidade conquistada até então. Na verdade sequer houve um empate. Foram 10 jogos e 10 vitórias. Realmente é algo louvável, porém não heróico. Vejamos os adversários até então: Boa Esporte, América de Teófilo Otoni, Caldense, Guarani, América (da capital), Nacional de Nova Serrana, Vila Nova, Democrata de Governador Valadares, Uberaba e o Cene-MT, na Copa do Brasil. Sejamos frios e céticos, né? Que missão complicada, hein?! Só que não. Acontece que a torcida do Galo está mal acostumada com isso. Há quanto tempo não se via o Atlético iniciando um ano tão bem assim? Não estou aqui para jogar água fria na empolgação dos atleticanos. Muito pelo contrário. Quero é abrir o olho para a realidade. E ela se chama CAMPEONATO BRASILEIRO.
Do que adianta vencer o Mineiro? Seja invicto, seja perdendo vários jogos e empatando alguns, que seja no tapetão… Na realidade, isso tudo pouco importa! A torcida, a mídia, o mundo do futebol gira em torno do imediatismo. Quando chegar ao auge do Brasileirão, se o Galo não estiver correspondendo à altura, ninguém vai se espelhar na brilhante campanha do Mineiro para tentar arrumar a casa. A solução precisará vir dos céus. De maneira imediata! Podemos pegar um exemplo claro do Cruzeiro em 2011. Cuca foi bem no Mineiro. Chegou no Brasileiro e não correspondeu a altura. Resultado? Rua!! Aí você me pergunta: e se ele tivesse ganhado o Mineiro de forma invicta? Pouco importa. Seria demitido da mesma maneira. O Campeonato Brasileiro é o termômetro da temporada. Claro que a Libertadores também influencia (e muito), mas apenas para quem a disputa, e esse não é o caso em questão.
Não importa se você fez um Campeonato Mineiro impecável e uma Copa do Brasil decente. Se você não brigar na parte de cima da tabela do Brasileiro, o ano não vai ser positivo. Principalmente quando a corda apertar em algum momento da maior competição nacional, lá pra frente, em setembro e outubro.
Já se discutiu várias vezes a adaptação do calendário europeu no Brasil com a redução dos estaduais. Isso claramente seria uma ótima alternativa, mas creio que nunca sairá do papel. Pensando nisso, porque não mudar o “pensamento cultural” dos estaduais? Ao invés de entrar com o espírito de vencer a qualquer custo, porque não usá-lo como testes? O Mineiro seria ótimo como uma espécie de “super pré-temporada de luxo”. Seria o momento do treinador testar todas as alternativas possíveis em termos táticos, assim como utilizar os garotos da base para já irem ganhando experiência (quando falo utilizar, é utilizar DE VERDADE, e não colocá-los aos 30 minutos do segundo tempo).
E falando nisso, vamos pensar um pouco, com um questionamento no ar: quais foram as últimas grandes revelações da base atleticana? Às vezes me pego pensando em atacantes, por exemplo. Os dois últimos foram Éder Luis e Kléber. É provável que eu esteja me esquecendo de alguém. Mas certamente é preciso pensar nisso um pouco. O Atlético tem o melhor centro de treinamento do Brasil e não revela. A torcida também precisa ter paciência com os moleques. A cobrança sobre eles necessariamente tem que ser diferente senão realmente não deslancha.
Mas voltando a falar sobre a reconscientização do Campeonato Mineiro, obviamente que muitos jogos contra Democratas e Caldenses terminariam em um resultado não muito satisfatório. É aí que entro na questão de mudar o “pensamento cultural”. É preciso evitar cobranças nesse período de testes… Afinal de contas, são testes!! Entretanto, no Brasileiro e na Copa do Brasil, o jogo é de campeonato. Em outras palavras: agora o papo é sério. Ou seja, toda a experiência adquirida nesse estadual seria colocada em prática em prol de um Campeonato Brasileiro bem mais consistente. Com jogadores tomados de um espírito mais coletivo e um físico menos desgastado ao longo da temporada. Com um treinador ciente das opções que tem em mãos e com cartas na manga (jogadas ensaiadas, jogadores curingas, estratégias táticas).
Pode parecer um pensamento bastante ufanista, mas não deixa de ser algo ao menos a se pensar. Se for para fazer uma temporada realmente impactante, que seja impactante na competição que, de fato, importa. O termo invencibilidade no começo do ano é tão descartável que basta pegar os times que estão invictos em 2012 para ver que isso não significa nada. Além do Galo, no Brasil temos: Botafogo-RJ, Luziânia-DF, Guaraí-TO, Independência-AC, Rio Branco-AC e Atlético-AC. Pare e pense. E agora? Do que adianta essa invencibilidade toda? Vamos pensar naquilo que realmente vai fazer a diferença. Vamos pensar pra frente.
Fotos: Bruno Cantini
Gêmeos mandando um Chupa Bauxita
Fael Lima : 31 de março de 2012 16:06 : Canto do Leitor 31 de março de 2012 16:06O David e o Matheus são filhos da Andressa Brandão e estão comemorando mais um ano de atleticanismo. O maior presentes deles é mandar um “Chupa Bauxita” (radialista da 98fm).
Sobre Mantos e Batalhas
Fael Lima : 28 de março de 2012 2:02 : Canto do Leitor 28 de março de 2012 2:02De quantas alegrias se veste uma camisa,
de quantas armas se traveste uma dor?
Façamo-nos atletas sem chutar pra longe a razão e sem entrar de sola contra a arte e a paixão.
Uma escolha não pode escalar a crueldade nem a covardia pode desfilar sua cor. As cores de um manto não podem manchar o escudo da esportividade porque o infortúnio não escolhe camisa.
Em campo deve-se driblar a tristeza, tabelar com o respeito e vencer pela boa vontade aqueles que jogam pra escanteio o bom-senso, a dignidade e o caráter.
Não respeitar diferenças é torcer pra insanidade e fuzilar as próprias redes com a marca da ignorância.
Faz gol-contra quem vai ao ataque sem entender as regras e não reconhece os limites do jogo. Digno de cartão vermelho que não por acaso tem cor de sangue. Sangue que é sinônimo de vida, mas que se derramado denota a selvagem fraqueza humana e merece penalidade máxima.
A vitória não merece a mácula da intolerância e muito menos a derrota merece a irascível justificativa da violência.
No campeonato da existência vencem mais aqueles que são comandados pela sabedoria e com técnica realizam suas jogadas, sempre pensando em equipe. Somos um só time na esfera do mundo, aos olhos do Criador.
Não se faz vencedores com armas e camisas; nascem perdedores com mediocridade e túmulos.
Torcer, vibrar, soltar o grito da garganta é pra extravasar a emoção do gol e corroborar o orgulho de ser campeão, nunca para desclassificar a paz coletiva.
A paz merece prorrogação. Benditos aqueles que torcem pela vida.
Por Wanderley Mendes da Fonseca
Imagem: Internet
Por isso eu O escolhi
Fael Lima : 26 de março de 2012 2:32 : Canto do Leitor 26 de março de 2012 2:32”Ao sofrêdor!!”
“Ao sem titulo”
“Ao segundino”
Etc…
Passei a vida ouvindo isso, mas garanto… Foi com orgulho.
“Orgulho?? Como??”
É, orgulho. Orgulho de daqueles pobres estudantes que num dia comum em 1908 resolveram fazer algo que mudaria a vida de uma nação. Uma nação cuja as cores sempre foi o preto e o branco, mesmo quando tentaram inventar algo diferente, outra cor, ou o que for, mas o preto e branco sempre prevaleceram.
O nome que lhe deram, continua o mesmo. Aconteça o que acontecer, será CLUBE ATLÉTICO MINEIRO.
Desde o dia 5 desse ano de 2012, depois de algo aconteceu nesse dia em minha cidade, venho sendo atormentado por um medo, que não está me fazendo bem.
O medo da perda. Talvez pelo fato deu nunca ter passado por isso na minha vida (ainda), mas ja estou sofrendo só de pensar no dia que isso acontecer.
Mas espere… Há alguns momentos que esse medo some, como assim??
Acho que sei… São durante 90 minutos de um domingo qualquer. Ou de uma quarta-feira talvez. Ou qualquer dia que seja, durante esses 90 minutos no qual eu paro pra te ver, muda tudo. Eu esqueço de tudo isso, e o meu único medo é de um dia não poder te ver mais, ouvir seu hino, ver um cidadão qualquer, pobre mortal como eu, passar na rua vestindo seu manto branco e preto, e do nada um sorriso aparecer no rosto e às vezes até lágrimas escorrerem.
Eu não sei explicar, apesar disso ser clichê, é realmente algo que não se pode explicar.
Lembro direitinho de quando era uma criança, lá pelos meus 7 anos. Eu “torcia” para três times: Santos, Flamengo e Atlético.
Santos pelos meus familiares de SP. Flamengo por causa de um tio. E o Atlético? Hehe, Qual o motivo??
Enfim, chegou uma certa idade na minha vida, que eu comecei a pensar melhor, ver como era essas coisas, e então tive que “escolher” um deles.
E qual eu escolhi? O Santos, Bi campeão mundial, Santos de Pelé e cia?
O Flamengo de Zico, grande “campeão” (enfase nas aspas!) em 81?
Não, eu fiz o que o coração mandou. Fui contra a lógica de poder escolher para outro visto como melhor, mas eu fui no que ja veio comigo, desde que nasci. Fui concebido assim, ATLETICANO.
Poderia passar horas aqui, relembrando de várias coisas que essa paixão me fez passar, mas só queria deixar claro o meu amo por essa instituição.
Minha nação, minha religião, minha vida.
Clube Atlético Mineiro, até no dia que todos se cansarem de esperar algo, se cansarem de humilhação, eu lhe garanto que EU estarei lá, pra te apoiar. Sempre sempre!
Eu te amo GALO!
Por Caíque Rocha
Recebemos um vídeo com o Andrezinho mostrando o que aconteceu com o Cruzeiro. Sabe tudo o garoto!
Galo 100%, como em 1942
Fael Lima : 12 de março de 2012 15:36 : Canto do Leitor 12 de março de 2012 15:36
A vontade é de fazer como Marty McFly em 1985 e voltar no tempo. O ano seria 1942 para contemplar um dos maiores esquadrões que já existiram nas Minas Gerais. Eram tempos de guerra em todo o mundo, mas tempos de ouro no Atlético.
Kafunga, Ramos e Evandro. Cafifa, Hemetério e Bigode. Hamilton, Baiano, Tião, Nicola e Resende: esquadrão de ouro do Galo que tomou conta do campeonato mineiro de 1942, quando o Glorioso não perdeu nenhum ponto durante todo o torneio.
Num campeonato em meio à tensão da Segunda Guerra Mundial, o Galo se mostrou acólito e emprestou seu estádio para a realização de eventos esportivos, buscando arrecadar fundos para comprar um avião bombardeiro para a FAB, que se encontrava em solo europeu, guerreando contra as forças do Eixo. Por alguns jogos ficamos sem nossa verdadeira casa, mas nada que detivesse a torcida alvinegra de lotar estádios adversários para empurrar o quadro atleticano.
O Atlético, que havia vencido o Campeonato do ano anterior, enquadrava medo nos rostos dos adversários que, atônitos, se esforçavam tentando parar o grande esquadrão de 42. Esforços em vão. Em apenas dois jogos o Galo venceu por menos de dois gols de diferença. O abismo entre quadro alvinegro e os demais times era colossal. Todos os defensores estremeciam ao ver Tião, Baiano, Hamilton, Nicola e Resende à sua frente. Os atacantes rivais tremiam ao lembrar que na defensiva alvinegra havia o grande ídolo Kafunga, protegido pela dupla Ramos e Evandro (ou Ewandro, como constam em alguns registros), que formavam uma grande muralha quase impenetrável como as linhas defensivas que atuavam na guerra. No meio, havia o trio Cafifa, Hemetério e Bigode, que juntos, levavam a gorduchinha à linha de frente alvinegra com maestria. Era um time completo.
A campanha 100% também é devida a Espanhol, Canhoto e Silva, que substituíram um dos onze titulares quando preciso. O primeiro substituiu Kafunga, quando este acabara de renovar contrato com o Galo, e não fora regularizado na FMF. Canhoto substituiu Evandro por conta de um problema estomacal. Silva entrou no lugar de Cafifa por uma lesão na panturrilha.
A torcida do Galo já fazia a diferença, sendo reconhecida e temida por todos adversários. No jornal Estado de Minas do dia 09 de junho de 1942, na reportagem “Tião, o Leônidas de Minas”, a torcida atleticana já era chamada de Massa, alcunha que permanece até hoje.
Ainda no campeonato de 1942, o time do Barro Preto adotou três nomes diferentes durante a competição. A primeira mudança ocorreu devido a um decreto do Presidente Getúlio Vargas, onde ficava proibida qualquer entidade ligada aos países inimigos. A segunda, devido ao Clube Atlético Mineiro. O Ipiranga (antigo Palestra) recebeu o Galo em seu estádio, no bairro Barro Preto no dia 4 de outubro de 1942. Uma vitória bastava para o Atlético se tornar campeão de 1942 por antecipação.
O clima na cidade era tenso e os jornais tratavam o jogo com o mesmo peso de uma batalha da Grande Guerra. Jogadores dos dois times evitavam se encontrar, agravando o clima já pesado que antecedia o clássico.
No jogo, vitória atleticana por 2 a 1, gols de Baiano (aos 42 do 1º tempo) e Evandro (aos 27 do 2º tempo). O quadro alvinegro ainda havia sofrido a perda de Hamilton, expulso aos 10 do 2º tempo.
Após o término do jogo, o Galo se tornava campeão mineiro por antecipação e comemorava em plena casa do rival. Dois dias depois, o Ipiranga anunciava a mudança de nome para Cruzeiro, devido à derrota histórica sofrida.
A última partida foi contra o Villa Nova em 11 de outubro de 1942. O quadro alvinegro venceu por 4 a 3 e se sagrou campeão com 100% de aproveitamento. Como era registrado na época, onde se contavam os pontos perdidos, o Atlético venceu o campeonato com 0 ponto.
Todos nós atleticanos devemos nos curvar sob esse grande esquadrão que defendeu as cores do nosso amado Galo com tanta dedicação. Hoje, poucos conhecem a história desse grande time que fez Minas Gerias render-se ao talento de jogadores que souberam sustentar o Atlético como o time mais temido das montanhas do território mineiro.
Lucas Alves
Galo Digital














