Canto do leitor

Um amor diferente

Fael Lima : 10 de fevereiro de 2012 17:27 : Canto do Leitor 10 de fevereiro de 2012 17:27

Amor tem de vários tipos, cores, gêneros e jeitos, mas o amor por um time é o mais difícil de descrever. Se tratando do amor pelo Atlético, aí temos algo indescritível, é mais que amor, não tem como explicar, é sentir cada segundo de jogo como um batimento cardíaco acelerado. É esperar ansiosa pelo próximo gol, é arrepiar ao ouvir tocar o hino, é, após uma derrota, vexaminosa vestir a camisa e sair para a rua defendendo que o Atlético não é o time atual, presidente ou técnico, mas que o Clube Atlético Mineiro são os milhares de torcedores apaixonados que passam esse sentimento pelo alvinegro de geração em geração.

Um dia me fizeram a seguinte pergunta: “O que te faz amar o Atlético depois de tanto tempo sem conquistar um título importante?”. Fui obrigada a responder que o meu amor não é pela sala de troféus que tem na Sede e Cidade do GALO, nem pelo número de taças que tem por lá. Meu amor está no grito de amor na garganta de cada atleticano a cada jogo, por cada lágrima de felicidade ou tristeza que molha a camisa do atleticano, por todos os torcedores que, faça frio, chuva ou sol, estão indo aos campos, viajando, seguindo seu time para mostrar o que é de verdade amar um time. E isso não é amar pedaços de metal banhados a ouro, prata ou bronze com nomes gravados.

O amor puro que nada pede e nada quer, ainda assim o amor. Infinito por ser amor, belo por ser verdadeiro e, sendo verdadeiro, livre de qualquer outra compreensão. Obrigado Deus, pois sou Clube Atlético Mineiro.

Enviado por Júlia Viana

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Teófilo Otoni contra o vento

Fael Lima : 6 de fevereiro de 2012 3:48 : Canto do Leitor 6 de fevereiro de 2012 3:48

O domingo amanheceu diferente e alvinegro em Teófilo Otoni. Pouco a pouco as ruas foram se enchendo de camisas, sentimentos e expectativas. Dezenas, talvez centenas de Alvinegros ostentando, orgulhosos, a velha camisa guardada na gaveta à espera de 105 minutos tão ansiosamente esperados.

No gesto de emoção que não conseguimos conter, no andar acelerado, no suor das mãos, a tradução de uma longa saudade traduzida em “Há quanto tempo eu te espero, Galo!” No olhar distante de cada torcedor Atleticano, o desejo e a realização de reencontrar um grande amor que há tanto tempo esperava.

Sim! Porque é assim que se sente o “Atleticano do interior”: como um apaixonado que anseia pelo reencontro.  Nós, Atleticanos do interior, vivemos um “namoro à distância”. De longe, enviamos nossa fé, nosso apoio e nossa alegria. Mas é no dia em que o amor é correspondido de perto, diante dos nossos olhos, é que nos sentimos completos. Pequenos Atleticanos que nunca viram o Galo ou muitos outros que, como eu, idealizam, sentem e desfrutam de cada segundo deste dia inesquecível.

Da confiança plena às primeiras broncas e receio ainda que provisório com o gol inesperado do América, nos sentimos intrusos num mar vermelho de gente que cantava e desafiava a esperançosa e inabalável torcida do Galo. Mas no segundo tempo ficamos à vontade, renovamos a fé, aumentamos o volume dos cantos e fizemos das arquibancadas a nossa casa.

O gol chegaria e com ele, a vitória. Nem mesmo o gol anulado poderia nos tirar a esperança no time que teve cara e alma de Galo. O fatídico pênalti, a pequena e incômoda maldição da marca do penal que insiste em nos tirar a tranquilidade. Esbravejamos, encolhemos, mas como bons Atleticanos, de memória curta e fé enorme, voltamos a nos levantar. E como um prêmio a tanto amor vindo das arquibancadas, a explosão do Gol da vitória! Deixamos de ser intrusos pra nos tornar legítimos moradores. Se a arquibancada já era nossa casa, o campo também se tornou inteiramente Galo. Alegria completa, numa noite para Atleticanos de coração forte.

O domingo anoiteceu diferente e alvinegro em Teófilo Otoni. No coração e na lembrança destes apaixonados quase platônicos do interior, muito mais do que gols e uma vitória. A renovação de um Amor maior que a espera e mais forte que a saudade.

Até breve, Galo!

Petronio Mendes

Imagem: Internet
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Preparando pra ver jogo no Independência

Fael Lima : 3 de fevereiro de 2012 4:09 : Canto do Leitor 3 de fevereiro de 2012 4:09

Enviado pelo Hugo Cordeiro, de Congonhas. SENSACIONAL!

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Isso é ser atleticano

Fael Lima : 27 de janeiro de 2012 4:50 : Canto do Leitor 27 de janeiro de 2012 4:50

Muito já se falou do torcedor do Galo, e muito ainda está por se falar. Tenho hoje 50 anos, mas ainda pequeno, em São João Del-Rei, com meus 4 anos aprendi a gostar de um time que se chamava Atlético. Minha família toda torcia por times cariocas, minha mãe era torcedora do Fluminense, meu irmão gostava do Botafogo, por causa de Garrincha, etc. Ninguém me induziu a ser atleticano. Já com 5 anos, vim com minha mãe passear na casa de meu irmão em Belo Horizonte, e em uma lojinha na avenida Paraná que nem sei o nome, vi uma camisa de malha branca, bem simples, com um escudinho do Galo no peito. Me lembro que fiz pirraça, esperneei, chorei, até que minha mãe comprou a camisa. Virou minha segunda pele.

Me lembro que a camisa acabou logo, mas com ela já em  frangalhos eu teimava em ajudar as missas na Igreja do Carmo em São João Del-rei vestido com o que restava da camisa. Até que um dia essa camisa desapareceu, com absoluta certeza da participação de minha mãe. Não adiantou. Aquele escudinho preto e branco da velha camisa já tinha entranhado no meu coração.

Aprendi que a maioria das pessoas que torcem pelo outro time de Minas, o fazem por raiva dos atleticanos. Isso acontece mesmo. Me lembro que meu irmão se casou com uma moça chamada Mercês, que detestava futebol. Depois de um certo tempo, ele se declarou torcedora de um outro time em Minas, de camisa azul,  sem nenhuma explicação. Aliás, segundo ela, pela raiva que sentia da “doença” dos atleticanos. É isso mesmo.

Não existe explicação para ser atleticano. O Atlético não é um time de futebol para se torcer. É uma religião, um estado de espírito, uma marca que não se apaga. E é por isso que dói ver esse bando de mercenários vestindo nosso manto sagrado. Se eles aprendessem um pouquinho a ter esse amor que temos, eles dariam sangue, comiam grama, mas honrariam nosso manto. Aliás, falo sempre que o Atlético não tem uma camisa. Camisa de time, têm os outros. Nós temos uma segunda pele, uma coisa que se confunde com nossos corpos, nossos músculos, nosso sangue.

Creio que muito da culpa do Galo estar nessa situação, nesse jejum de títulos, é da nossa torcida. Em 2005, no dia em que caímos para a segunda divisão, os jogadores saíram de campo vendo o estádio inteiro cantando o Hino. No ano em que disputamos a segunda divisão, fomos os primeiros em renda e público nas 3 divisões do futebol brasileiro. É essa torcida que carrega o time, e os jogadores precisam respeitar mais esse nome. Lembro de ver Cerezo, Reinaldo, Paulo Isidoro, Ortiz, Getúlio, Vantuir e Dario jogando e dá um vazio enorme ao ver tantos “pernas de pau” usando nosso manto sagrado hoje, sem compromisso, sem amor. O Galo é isso, e quem não sabe o que é amor, não sabe o que é ser atleticano.

LUIZ CARLOS TORTIERE FRAZÃO
Leitor de São João Del Rei 

*Imagem: Rafael Desoti
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Giovana cantando o hino

Fael Lima : 25 de janeiro de 2012 1:19 : Canto do Leitor 25 de janeiro de 2012 1:19

O Matheus Polastri nos enviou um vídeo da Giovana cantando o hino com direito a bandeira do Galo e camisa da Força Jovem ao fundo. Show de bola!

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Hino do Galo no piston

Fael Lima : 18 de janeiro de 2012 18:30 : Canto do Leitor 18 de janeiro de 2012 18:30

O Ricardo Vitor, que já dá uma mãozinha no Cam1sa D3las, agora contribuiu também com o Canto do Leitor. O filho manda bem demais na bateria da Galoucura e o pai mostra que a música está no sangue desses atleticanos. Confere aí um sambinha e em seguida o hino do Galão!

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Rafael é Caixa!

Fael Lima : 18 de janeiro de 2012 0:05 : Canto do Leitor 18 de janeiro de 2012 0:05


Vídeo registrado no primeiro clássico do ano, no Bar do Salomão. O atleticano Rafael Leal faz uma homenagem ao narrador Mário Henrique Caixa.

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