VOU DE CARAVANA – O MENDIGO A CAMINHO DE SÃO PAULO

torcida anos 70 VOU DE CARAVANA   O MENDIGO A CAMINHO DE SÃO PAULO

Imagem: Internet

O ano era 2000 e o Atlético enfrentaria o Palmeiras em São Paulo, pela Copa Mercosul. Foram disponibilizados vários ônibus pelo clube e em um deles estavam as torcidas Máfia Atleticana, Dragões da FAO, Galo Prates e Galo Metal.

Por ser gratuito, apesar do ônibus velho, com motor ao lado do motorista e sem banheiro, ninguém reclamou. Todos entraram e uma poltrona ficou vazia até baterem na porta pedindo para ocupar o lugar e acompanhar os Atleticanos até Sampa. Um mendigo com o corpo coberto por um cobertor cinza recebeu o ‘não’ unânime de todos os passageiros. Bastou abrir o cobertor e mostrar a camisa velha, toda furada, mas com o escudo do Atlético no peito para autorizarem sua entrada no busão.

Se soubessem quantas dores de cabeça viriam, talvez teriam tomado outra decisão, mas estavam todos bêbados demais e a presença do morador de rua poderia reforçar o barulho da Massa no Palestra Itália. Nos primeiros minutos, o calçado furado já exalava um odor que alcançava até a última poltrona e retornava ainda mais forte até o motorista.

Após a primeira parada para lanche, o mendigo chamou um dos responsáveis pelo ônibus e pediu ajuda para abrir uma sacola. Sem entender nada, o Atleticano abriu a sacola e percebeu que havia uma panela de pedra cheia de frango com quiabo no chão. Era o ‘rango’ garantido até São Paulo para o morador de rua. Além do chulé, agora havia o cheiro de gordura de frango no cobertor.

Por não haver banheiro, foram várias paradas até São Paulo para que todos pudessem colocar para fora as dezenas de cervejas ingeridas durante a viagem. O único que não descia era o mendigo, preocupado somente em fazer um baseado perfeito com a ajuda de ferramentas do ônibus. Foi preciso segurança reforçada nas panelas de frango com quiabo na última parada antes de São Paulo, mas o mendigo nem passou perto. Todos pagaram a conta e do caixa já era possível vê-lo tentando colocar uma carranca enrolada no cobertor cinza pela janela do ônibus. Sem a permissão para transportar a carranca, ele a devolveu antes de seguirem viagem.

Dos mais de trinta ônibus, aquele foi o último a chegar no Palestra Itália. Ninguém aguentava mais parar, o cheiro, a fita K7 dos Racionais que o mendigo colocou no toca-fitas, entre outros fatores que tornaram a viagem estressante.

O Atlético sofreu uma goleada que o tirou da competição. Todos estavam revoltados, exceto o mendigo, após pular a corda que dividia as torcidas com um sanduba de calabresa na mão.

- Peguei dos manos da Mancha para vingar a derrota. – comemorava o dono do cobertor cinza.

Seria difícil voltar para casa após aquele resultado, pois, além da preocupação pelo fato do motorista não conseguir ficar de olhos abertos, ainda tinha o maluco do sapato furado. O alívio veio quando ele entrou no ônibus, pegou seu cobertor, frango com quiabo, fita dos Racionais e avisou que ficaria em São Paulo. O coração da turma pesou nessa hora e até tentaram convencê-lo a voltar, mas ele já havia recebido a informação sobre o luxo das praças paulistas.

Antes de virarem a esquina, a última visão foi a do cobertor cinza se abrindo e a camisa do Atlético furada com o mendigo gritando – GAAAALOOOOOOO!

Fael Lima

ABRAÇO NAÇÃO!

Twitter | Facebook

Youtube 1 | Google +

O DIÁLOGO ENTRE VICTOR E A ARQUIBANCADA

1891085 10152269459876565 648462025 n O DIÁLOGO ENTRE VICTOR E A ARQUIBANCADA

Foto: Centim Vicentim

Bastaram poucos segundos de silêncio na arquibancada durante o segundo tempo da partida entre Atlético e Cruzeiro para que o goleiro Victor fizesse sinais em direção à Massa pedindo barulho. A cena foi rotineira na Libertadores, inclusive com troca de informações entre o jogador e Atleticanos sobre os minutos restantes nas partidas decisivas.

- O torcedor no estádio acaba jogando junto. Ele que nos incentiva e a gente tenta tirar informações também, às vezes até na questão do tempo (de jogo), então o torcedor acaba entrando em campo com a gente.

Ao entrar no gramado para o aquecimento ou quando retorna do intervalo, Victor sempre acena para a arquibancada, enquanto os devotos repetem os gritos de ‘São Victor’. Quando deixa o estádio, o ídolo faz questão de parar o carro e abaixar o vidro da janela para conversar com os fãs que o aguardam na porta.

- Não tem preço que pague esse reconhecimento e esse carinho. Essa marca de santo, de ‘são’, ser conhecido como milagreiro para um goleiro realmente é fantástico. Vou procurar fazer a cada dia o melhor para valer esse apelido carinhoso que o torcedor colocou.

De restaurantes ao Hemominas, em um cadastro para doação de medula, é comum ver multidões formando filas para conseguir uma foto, autógrafo ou até mesmo um simples toque no pé esquerdo de Victor.

- Eu tento sempre interagir com o torcedor, na medida do possível. Às vezes é difícil dar atenção para todo mundo e eu até peço desculpa, mas é que são muitas manifestações de carinho.

Uma das metas do goleiro em 2014 é estar na lista de convocados para a Copa do Mundo no Brasil.

- É um objetivo de carreira que tenho. Você se destacando pelo clube, jogando regularmente, isso te credencia para uma convocação. O Felipão tem que fazer as escolhas dele e eu espero ter feito o meu trabalho da melhor forma possível até agora para que eu possa fazer por merecer uma convocação.

Fael Lima

ABRAÇO, MASSA!

Twitter | Facebook

Youtube | Google +

ÚLTIMOS DIAS DE VOTAÇÃO! Peço a força dos amigos para que o Cam1sa Do2e conquiste o segundo título do TopBlog. O lugar de votar é no topo da página. É possível votar uma vez por Facebook e um voto por cada endereço de e-mail. Quem votar por e-mail é só confirmar na caixa de entradas (ou spam).

CLIQUE AQUI PARA VOTAR

VAI PRA CIMA DELES, DOUTOR

IMG 20131116 WA0062 225x300 VAI PRA CIMA DELES, DOUTOR

Imagem: Internet

Os Atleticanos que estão à espera de um final feliz no episódio sobre o bloqueio do dinheiro envolvido na venda de Bernard ao Shakthar, estão convidados a assistir mais um capítulo na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, no dia 25, às 14h. O deputado petista, e Atleticano de arquibancada, Rogerio Correia, espera fazer um debate público e aberto com a presença de representantes do Galo e da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional.

O Presidente Alexandre Kalil publicou em seu Twitter alfinetando o PT e a PGFN. Houve novo bloqueio e nova reclamação. Caso o clube envie o time titular do departamento jurídico, teremos um clássico digno de cobrar ingresso na Assembleia.

Só não vale xingar a mãe dos governantes, fora isso, a Massa deve comparecer em peso. Não para apoio político ou defesa incondicional dos dirigentes Alvinegros, mas para saber por que caminho tem andado o nosso Clube Atlético Mineiro.

Fael Lima

ABRAÇO, MASSA!

Twitter | Facebook

Youtube | Google +

VIROU ZONA

autuori saindo centim vicentim VIROU ZONA

Foto: Centim Vicentim

Ninguém tem coragem de falar que pagou para assistir ao jogo entre Atlético e Tombense. O marido chegou em casa e quando a mulher questionou por onde ele andava até tão tarde, ele disse que estava na zona. Vai descrever noventa minutos de pura sacanagem na única zona onde ninguém cruza.

Ele prefere correr o risco, dormir no sofá, tomar uns tapas, que assumir os sessenta reais que pagou pelo ingresso. Não é mentira dizer que rolou sacanagem das grandes. A esposa terá o momento de fúria momentâneo, mas não deixará com que o homem saia de casa, pois PLANEJOU uma vida inteira. Se tomasse essa dura decisão, ela jamais pediria dica de novo marido para a vizinha por não ter bons nomes no mercado.

Hoje é dia do Atleticano recorrer aos antidepressivos que estavam guardados desde 2011. Claro que tivemos momentos ruins nesse intervalo, mas sempre com a esperança que em poucos dias tudo iria mudar, pelo time forte, firmeza nas palavras da diretoria e o conhecimento que Cuca tinha dos jogadores. Se o medicamento estiver vencido, vá ao médico e peça para dobrar a receita, pois a entrevista de Alexandre Kalil após a partida é desesperadora.

Voltei no tempo e revivi os dias de campeonato em Pingo D’água, cidade minúscula do interior de Minas, quando o Juping perdia e a gente indicava o sobrinho do açougueiro para o meio de campo.

Haja calmante! Aliás, por falar nos fármacos, a mansidão do Autuori passa a impressão que ele dobrou a receita. Técnico sem vibração na lateral do campo e um olhar vago, ou muda a postura ou muda de casa. O velho de guerra, Roberto Abras, da Itatiaia, com 430 anos de profissão, nunca ouviu tanto “dixcoordo de voicê” em uma só entrevista.

Difícil falar sobre treinador que não conheço, mas pelo jeito nem quem o contratou conhece. Sábado tem jogo e a Massa espera que os tempos de zona tenham ficado para trás.

Fael Lima

ABRAÇO NAÇÃO!

Twitter | Facebook

Youtube 1 | Google +

O ZAGUEIRO E O DUREPOXI

emerson zagueiro bruno cantini O ZAGUEIRO E O DUREPOXI

Foto: Bruno Cantini

Como a memória desse blogueiro não é das melhores, procuro fazer anotações curtas durante a partida para acrescentar nos textos pós-jogo. A primeira frase de hoje foi ‘Emerson não machuca’. Me referi às lesões que o tirou de campo por meses quando ainda vestia a camisa do Coritiba e que encabeçavam a lista dos argumentos de quem era contra sua apresentação na Cidade do Galo.

Emerson chegou após a Libertadores e esperava conquistar um espaço maior em 2014, após a saída de Gilberto Silva. O zagueiro publicou uma foto com a perna imobilizada no hospital e com sorriso no rosto.

1622707 757723944255350 1840143309 n 211x300 O ZAGUEIRO E O DUREPOXI

Imagem: Reprodução Instagram

Como seria a foto de quem terá poucos dias para achar dois zagueiros no mercado em poucos dias?

Foi inevitável não se lembrar do, também zagueiro, Cápria, argentino que lesionou a tíbia dias após chegar ao Galo e só estreou oito meses após ser apresentado. Quando entrou em campo e mostrou serviço, o empréstimo chegou ao fim e ficou somente aquela sensação de ‘podia ter dado certo’.

Fica a torcida para que seja diferente com Emerson e tenhamos um final feliz com a passagem do jogador pelo Atlético. O cara é forte, pois enquanto Anderson Silva saiu gritando do octógono, Emerson deu um joinha para a Massa e talvez tenha pensado em voltar para o jogo após um breve Durepoxi no local.

Os dirigentes devem suar a camisa mais que os atletas na última semana antes da estreia na Libertadores. Além de um plástico bolha para embalar o time em jogos do Mineiro, o carrinho de compras precisa de dois zagueiros, volante e lateral esquerdo. Depois conferimos se outros itens encaixam no orçamento da casa. Anota também um Durepoxi, por favor.

Fael Lima

ABRAÇO NAÇÃO!

Twitter | Facebook

Youtube 1 | Google +

O GALO É A CURA

O Doutor Edson Libânio é pediatra em Baependi, interior de Minas Gerais, e além de ser referência na cidade pela profissão, basta falar no Tio Edson que a conversa parte para o Clube Atlético Mineiro, paixão do médico.

Além de construir um bar personalizado com objetos do Galo para reunir amigos e assistir aos jogos, o Tio Edson foi além no vício de estar ao lado das cores preto e branco todos os dias. Quem for ao consultório volta para casa com uma receita onde é possível ver o escudo do clube ao fundo.

“Tem 20 anos já, ou mais. Mas só uso para os Atleticanos ou cruzeirenses que se atrevem a ir no meu consultório.” – diz o Doutor Galo Doido.

Apesar de ser pediatra, o Tio Edson também atende a amigos, principalmente em período de jogos decisivos, e passa na receita o remédio de eficácia comprovada – Cantar o hino do Atlético três vezes ao dia.

Fael Lima

ABRAÇO NAÇÃO!

Twitter | Facebook

Youtube 1 | Google +

1625538 591627254250400 1139012027 n O GALO É A CURA

Lucas Perez, Mateus Perez e Edson Libânio

A BASE VAI BEM, OBRIGADO

Carlos Copa SP 2014 foto Ale Vianna A BASE VAI BEM, OBRIGADO

Foto: Ale Vianna/Brazil Photo Press/Folhapress

Foi uma semana movimentada na Cidade do Galo. Enquanto o time principal ia se apresentando aos poucos, as categorias de base do clube estão a todo vapor fora de Minas Gerais.

Para evitar uma crise de abstinência de jogos do Atlético, a Copa São Paulo de Juniores mostrou talentos como Carlos, Marquinhos, Eduardo, entre outras peças que merecem atenção especial. Se lapidadas corretamente, serão joias para brilhar no time principal em breve. A crônica esportiva do país foi surpreendida por um time entrosado e que repete o esquema tático que Cuca utilizou enquanto esteve por aqui.

O segundo tempo do jogo contra o Santos não pode apagar o que essa rapaziada fez na Copinha. Resta torcer para que subam na hora correta, tenham peito para encarar o peso da camisa e não achem que as câmeras o transformarão em Pelés. A transição mais difícil para um jogador nessa idade é não se preocupar mais com o cabelo do que com o futebol.

juvenil 2013 copa promissão 300x198 A BASE VAI BEM, OBRIGADO

Time Juvenil na Copa Promissão

O time juvenil está nas semifinais da Copa Promissão, também no interior de São Paulo, e sexta enfrenta o forte time do Grêmio. Além dos títulos que disputa em 2014, esse time terá a missão de, no futuro, chegar forte na Copinha como fez a atual geração.

Freguês não tem idade. Na Copa Brasil Sub-15, um golaço de Índio deu a classificação ao Atlético no fim da prorrogação contra o Cruzeiro. Cena mais bonita que o totozinho por cima do goleiro foi a molecada cantando o hino no círculo central após a partida. Sexta tem a semifinal contra o São Paulo, outro que está se tornando freguês.

Olho nos gols de Tardelli, milagres de Victor e canetas de Ronaldinho, mas olho também nessa turma que quer ter o nome ecoado nas arquibancadas do Horto.

Fael Lima

ABRAÇO NAÇÃO!

Twitter | Facebook

Youtube 1 | Google +