O MELHOR FILME DE TODOS OS TEMPOS (PARTE 2)

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Talvez o piso desconhecido tenha contribuído para o primeiro susto. Foi o terreno mais longínquo que pisamos até então. A ansiedade com a novidade da grama, a estranheza do lado de lá da linha do equador, tudo isso contribuiu para que o roteiro mudasse drasticamente sua trama para o terror. Uma cidadezinha mexicana, próxima à fronteira com os Estados Unidos. Mais uma bela escolha do diretor.

A cena seguinte é difícil de ser compreendida ou narrada. Tudo que for dito é pouco, vazio, não caberia em uma tela, não deve ser medida em megapixel. Nunca o drama e o terror zombaram tanto do espectador, rindo do lado de lá da tela como se tudo aquilo fosse uma grande comédia. Foram noventa minutos entediantes e de dar sono até mesmo à morte. Técnicas de cinema para te despertar de uma vez quando o fim chegasse sem que ninguém esperasse.

Um fim trágico, melancólico e sem trilha sonora. O silêncio foi a melhor forma de encarar novamente que aquele era mais um roteiro de Átila, com a tragédia ignorando o ícone principal da trama, uma peça de Shakespeare onde todos morrem e não importa se alguém esperava pelo final feliz. Riascos. Não lembro de qualquer ator ou personagem com esse nome. Poderia ser o tradicional Juan ou Pablo, o mexicano que saca a arma e fuzila a vítima, levando todo o ouro da cidade de volta ao México. Mas foi Riascos quem partiu para o gatilho.

O flashback de segundos que antecede a morte é mais divertido quando assistimos em blockbusters. Quando nos tornamos a vítima, não existe elegância na plástica da cena que descreve a dor.

Do outro lado não estava o gênio ou seu jovem aluno. Não estava o soldado que retornou para a farda preta. O figurante sequer aparecia na lista dos prováveis heróis, principalmente usando os pés e não as mãos. Eu não sei o motivo, mas essa não seria a última vez que veríamos um Sancho Pança roubando a cena na terra dos mineiros.

Fosse no início da batalha, talvez não seria tão heroico. Fora tudo calculado e a bola não poderia estar 1 centímetro para cima ou para baixo. O caminho teria que ser aquele para bater no meio do pé e mandar para longe todos os finais que já se passaram por essas salas de cinema. Existem os heróis com visão de calor, sopro potente, força extraordinária, peitos que param balas, mas nem a Marvel ou a DC Comics, ninguém havia feito antes o herói capaz de mudar vidas com o pé esquerdo.

Acionaram o cronômetro. Era questão de tempo até que as pessoas esquecessem de vez aquela guerra civil do início para viver um novo período.

Todos caminhavam pelo túnel em direção à luz que quase os cegavam no fim do trajeto. Tentaram apagá-la novamente na Argentina, mas foi no Horto que a escuridão chegou. Com ares de suspense, ninguém sabia como ou quem havia apagado os refletores.

Foi assim que mais um Sancho Pança roubou a cena. Ninguém poderia deixar essa missão como vilão, por isso a luz no fim do túnel ressurgiu graças aos pés de quem sequer tinha o nome gritado em outras ocasiões.

O cronômetro continuava a girar.

Em um ritmo alucinante, a adrenalina aumentava em terras paraguaias. Briga entre os povos, propina para policiais e uma nova derrota.

“Que os jogos comecem”. “Eles podem tirar nossas vidas, mas nunca poderão tirar nossa liberdade”. “Não tente fazer, faça ou não faça.”. “Que dia excelente para um exorcismo” . “O que você faz nesta vida ecoa na eternidade”. – Seria difícil escolher uma frase marcante de filmes do passado para representar a última batalha, em julho de 2013, por isso foi “EU ACREDITO” que se espalhou pelas montanhas de Minas e ganhou o mundo.

Quarenta e cinco minutos sem sucesso no desvio de rota do cometa. O armadegom era uma hipótese real. Guardem água e alimentos, mas deixem de fora bandeiras e a esperança. Os astronautas ainda lutam até o último segundo. Mesmo quando o herói do pé esquerdo ficou para trás e o fim era certo, eles continuaram lutando.

Os números já não eram tantos no cronômetro. Restava pouco tempo. Dez, nove… cinco… três… Cortaram o fio vermelho. Quem? Mais um Sancho Pança improvável na lista dos heróis. Alguém como o último samurai, que chegou a atirar contra nosso exército quando lutava por outra bandeira, mas que agora havia conhecido um novo ideal. Lutar, lutar, lutar.

Qual é o final desse filme? Quando soou o último apito ou no instante em que a taça é erguida para simbolizar a força de quem sobreviveu a uma guerra interna e ganhou a América? O diretor não sabe dizer ao certo. Foi marcante a multidão invadindo as ruas e cravando a bandeira na praça onde pulsa o coração da cidade. A fila quilométrica na Sede dos heróis para ver o metal reluzente, o sorriso no rosto de cada cidadão LIBERTADO. Milhões de Sancho Pança’s que vivem suas batalhas pessoais no dia a dia e ainda conseguem transformar o Clube Atlético Mineiro nesse universo único, mágico e especial. O local certo para o melhor filme de todos os tempos.

CONTINUA…

O MELHOR FILME DE TODOS OS TEMPOS (PARTE 1)

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Se lhe entregassem papel e caneta, o que você escolheria para desenvolver um roteiro que envolvesse milhões de pessoas? Alguém, em algum lugar, olhou para o Clube Atlético Mineiro e percebeu que ali existia algo especial para o projeto digno de dar inveja a Hollywood. Passo a passo, detalhe por detalhe, tudo foi se encaixando para a construção de um período que será lembrado por gerações. A escolha não poderia ser melhor – o clube dono de feridas que precisavam ser cicatrizadas e que sempre viveu cercado por paixão, tornando esse amor incondicional uma marca típica de sua gente.

Take 1… Gravando.

Sendo assim, naqueles dias, havia ares de guerra civil e o povo se rebelava como nunca havia acontecido. Muitos prometeram não pisar mais nos campos de batalha, acusando a própria bandeira de alta traição. Nem mesmo o título invicto pôs fim àquele ambiente desconhecido até então para os Alvinegros.

O diretor foi criativo ao buscar um dos melhores do mundo naquele momento. O herói bombardeado em todo o país, caindo com um simples par de chuteiras em uma verdadeira guerra e prometendo a paz. Talvez ele também estivesse vivento o roteiro inimaginável dele, aquele lema do herói que inflama a multidão com uma simples frase.

– Eu vou com vocês até o final!

A escolha do cenário seria fundamental para criar um ambiente único e com frases marcantes. “Horto”, para rimar com “morto”! O diretor não esqueceu de absolutamente nada.

Tivemos cenas clichês. O menino da casa que aprende com o gênio, injustiças que renderam uma vitória emocionante contra o adversário direto no campeonato para provar quem era superior sem a interferência do apito. Além de outra virada sobre o velho saco de pancadas para justificar o nome do filme em cartaz – “LIBERTADOS!”.

E quando o público achou que a obra terminava ali, veio a classificação para a principal missão do ano seguinte. Aplaudi de pé quando o soldado famoso por sua metralhadora vestiu a farda preta novamente e prometeu – “Agora o bicho vai pegar”.

Não havia ninguém melhor para invadir outros países do que aquela gente. O exército brasileiro invejou a multidão cravando a bandeira no centro do obelisco com tamanha facilidade, tomando o espaço aéreo, fronteiras e convertendo estrangeiros a soltarem o grito de “Galo”. Não era necessário legenda.

Estava fácil demais. Não havia resistência alguma. Então os responsáveis por tornar a jornada inesquecível se lembraram de que Rocky Balboa também precisa cair para que a vitória se torne diferenciada. E o cruzado de direita acertou o maxilar em cheio. Bastou apenas uma derrota, a primeira derrota, para que apontassem o adversário como favorito. Agora já não era permitido errar. Quem errasse, estava fora.

É verdade que as conquistas passadas do outro lado deviam ser respeitadas. Eles a exibiam como armas para intimidar os guerreiros que não possuíam tantas patentes, mas que estavam tomados por imensa coragem diante do sonho de serem libertados. Bastava um grito como o de William Wallace para que as patentes fossem engolidas por quem insistia em lutar com toda a raça para vencer. Nesse caso, o William tinha o rosto coberto pelas cores preto e branco e o grito de liberdade foi substituído por um “Aqui é Galo, porra!”. Nosso Wallace também não morreu. Não pediu clemência. Pediu apenas um gole d’água para levar seu exército até a próxima batalha.

CONTINUA…

O BRASIL PASSOU A ACREDITAR

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Foto: Daniel Teobaldo / Soul Galo

Sempre dissemos que a reunião de garotos no Parque Municipal, em 1908, criou algo que foi muito além do futebol. Surgiu o clima único das arquibancadas, grandes amizades se formaram, pessoas, muitas até mesmo analfabetas, conheceram outras cidades, estados e países para apoiar o Galo em campo. Pais e filhos que pouco se veem na vida corrida, se abraçam apertado na arquibancada, usam o balanço da rede para quebrar a timidez do dia a dia.

Agora o Atlético foi além. Ser Galo passou a ser um estilo de vida pelo país. Começou somente entre os Atleticanos, sempre citados como fiéis, apaixonados, que se entregam totalmente àquilo que faz bem ao coração. Hoje um cidadão comum enfrenta um problema em Manaus de cabeça erguida, afinal de contas, passou a noite arrepiado com o que viu na TV. No Nordeste, seja nos estádios ou na janela de uma casa qualquer, alguém solta o grito – EU ACREDITOOOO! – e dá início a um efeito dominó de pessoas que acreditam. Uns querem acreditar que o amanhã será melhor, acreditam que conseguirão uma chance no sonhado emprego, acreditam que a cura da doença virá antes do apito final. O vestibular que era impossível já não bota medo em mais ninguém. Basta repetir aquele grito que a voz sai e um sentimento único toma o peito.

Muitos sequer sabem o motivo da expressão rodar pelas ruas durante todo o dia. A dona de casa nem gosta de futebol, mas foi contagiada pela energia do filho que, como ele mesmo diz, agora se dedica como Victor, corre como Luan e tem a coragem de um Leo Silva.

Em breve veremos palestrantes mineiros rodando o mundo para falar sobre o significado do termo “é possível”.  Todos nós estamos propensos a sofrer um, dois, três golpes capazes de nos derrubar, nos deixar no chão. O corpo não sabe sequer qual será o próximo passo, tudo parece perdido, mas lá no fundo vem a voz daquele povo dizendo que ainda não acabou, que o milagre vai acontecer e a voz te pede para acreditar.

Faça bom uso do “EU ACREDITO”, Brasil. Nós não iremos patentear. Só pedimos que, onde você estiver, quando as coisas estiverem difíceis para o Galo em campo, nos ajude com o mantra. EU ACREDITO! EU ACREDITO! EU ACREDITO!

Fael Lima

ABRAÇO, MASSA!

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NÓS LEMBRAREMOS

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Foto: Bruno Cantini

Quatro a um ficará registrado na história. Porém, sempre que falarem sobre esses 90 minutos, o placar será a última coisa que o Atleticano irá se lembrar. Lembraremos do coração deixando o peito, como sempre, no último minuto. Dançaremos, pois foi uma dança que motivou Diego Tardelli a atravessar o mundo com uma faca entre os dentes para encontrar aqueles que zombaram do Manto Alvinegro e seu povo.

Alguém citará que, apesar do período sem chuva, as pessoas deixaram o Mineirão com o rosto molhado naquela noite. Aliás, que Atleticano, em qualquer lugar do mundo, não ficou pendurado na janela, saiu correndo sem direção pelas ruas enquanto secava o rosto ou soltou um grito digno de calar quem estava em São Paulo e não respeitou nosso terreiro.

Minha cidade não quer dormir. Preciso anotar esse detalhe para me lembrar no futuro, quando falarem somente do quatro a um. Bomba, buzina de adulto, grito de criança. Minha cidade é muito melhor quando o Atleticano mistura lágrimas e sorrisos.

Podem desfalcar um, cinco, quinze jogadores, mas não podem calar nossa voz na arquibancada. Ninguém pode frear o sentimento de crença que nos acompanha desde o ano de 2000eGalo. Se quiserem falar de placar no futuro, falem do “2 a 0” que virou nosso mantra, um maestro do “EU ACREDITO”.

Marinho, ex-funcionário, chegou a pedir para jogar, caso Tardelli não chegasse a tempo. Estava na arquibancada, onde sempre viveu e só desceu para ajudar o clube que ama. Euller, ex-funcionário, reencontrou o Mineirão e pediu a ajuda do vento para que o chute de Guilherme entrasse. E o vento perdeu mais uma vez. A paixão superou a arrogância.

Criticaram São Victor, duvidaram do potencial dos meninos criados na Cidade do Galo, fizeram um argentino explodir, o maluquinho ignorar as dores, o contestado ser idolatrado. Confirmaram mais uma vez que no Clube Atlético Mineiro você entra funcionário e sai com o Galo tatuado na alma.

Fael Lima

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EU SEI QUE VOCÊ TREME

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Foto: Gabriel Castro / Eleven Brasil

Uma pena enfrentarmos o cruzeiro apenas duas vezes no campeonato. A última vitória do outro lado foi quando escalamos o time dente-de-leite na ressaca pós-Libertadores. Claro que devemos muito aos próprios rivais pela preleção gratuita em cada pedra e latinha de cerveja arremessada na janela do ônibus Alvinegro.

O desespero azul chegou ao ápice quando cruzeirenses sacaram armas e atiraram na direção dos Atleticanos que estavam no centro da cidade. Felizmente eles continuam vivos e ainda testemunharão muitas vitórias em cima do velho freguês. Verão também a torcida adversária ser inocentada, independente do que fizerem pelas ruas.

Os jogadores do Cruzeiro passaram a semana planejando comemorações para provocar o Galo a cada gol. Carlos preferiu treinar, estava concentrado para repetir aquilo que havia dito aqui no Cam1sa Do2e no início do ano – “Minha vítima favorita é o Cruzeiro”! – Que o Fábio esteja preparado para os próximos que virão e encare isso de frente.

Vanderlei, Obina, Tardelli, Ronaldinho… de costas, três por jogo, gol de título. Comemoramos diversos gols e lances em cima do velho freguês, mas o Atleticano se orgulha ao ver um jogador que cresceu na Cidade do Galo trincando os dentes por uma vitória ao ver a camisa azul do outro lado.

Trincar os dentes, ignorar os problemas e lutar pela vitória com a velha raça Atleticana é algo que vinha faltando ao Galo em clássicos durantes alguns anos. Hoje vemos um Tardelli que acorda jogando dardos no escudo do rival, Leo Silva que há mais de três anos cala quem dizia que ele era ex-jogador e Leandro Donizete, o único volante da escalação jogando por cinco. Até o Marcos Rocha fez questão de lembram a maior goleada dos clássicos em Minas. O jogador do Atlético voltou a sentir prazer ao ver cruzeirense tremendo. E elas tremem. Eu sei que tremem.

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Fael Lima

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O FUTURO DO ATLÉTICO EM CAMPO (PARTE 2)

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Foto: Centim Vicentim

Entrei cedo para o estádio. Por ser o primeiro dia de uso do cartão Galo Na Veia como ingresso, não sabia se tudo funcionaria corretamente. Não podia me atrasar, pois queria registrar a entrada dos mascotinhos em campo. Tirei o GNV do bolso com comprovante de pagamento, documento com foto, cartão de vacina, carta da minha mãe e… APROVADO! Catraca sem fila, cartão no leitor e 2 segundos depois eu já descia as escadas do Independência.

Tão organizada quanto a entrada da torcida foi a entrada das crianças no gramado. Todas em fila, caminhando até o meio-campo ao lado dos funcionários que sempre têm muita paciência com a meninada. Utilizei o zoom da filmadora para conferir como seria a cena após a nova regra da CBF, que limita o número de vinte e duas crianças em campo. Quando o vigésimo segundo mascote passou pelo portão que dá acesso ao gramado, calculei que ainda havia aproximadamente outros trinta na fila.

Creio que o árbitro irá relatar na súmula que o clube dificultou o trabalho dos organizadores ao permitir a entrada de diversos indivíduos com excesso de paixão, apesar da pouca idade, e que os atletas correram risco de vida, inclusive quando uma garotinha foi retirada do pescoço do goleiro Victor. Como não existe nada no regulamento que proíba a entrada das crianças, o Galo mantém a tradição que alegra um pouco mais a ida aos estádios.

Aliás, após sermos prejudicados mais uma vez no campeonato, recomendo ao Presidente que passe na Praça Sete antes do próximo jogo e recolha toda criança que queira entrar em campo com o time do Atlético. Teremos vinte e dois mascotinhos para cada árbitro ruim, para cada decisão da CBF que não acrescente nada ao nosso futebol. Haja estádio!

Parabéns a todos os funcionários do Clube Atlético Mineiro que compraram essa briga e alegraram o domingo de dezenas de famílias no Independência.

Fael Lima

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SEM FINALIZAÇÃO, SEM VITÓRIA

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Foto: Bruno Cantini

Assim como empatar com o Coritiba no Couto Pereira, perder para o Flamengo no Maracanã, empatar com o Figueirense no Orlando Scarpelli, perder por um gol para o Corinthians no novo Itaquerão pode ser considerado algo normal para qualquer equipe do país. Porém, os resultados sempre deixam a sensação de que era possível trazer os três pontos para BH. Sempre o maldito ‘se’… se não fosse aquele pênalti, se não fosse o gol contra, se aquele jogador não estivesse lesionado, se aquela bola tivesse entrado…

Tardelli correu muito na Seleção, voltou e entrou em campo para enfrentar o Corinthians. É o mais lúcido no ataque Atleticano, mas não encontra ninguém para lhe acompanhar nas jogadas rápidas. Carlos foi quem mais tentou, quando errava e perdia a bola, voltava para ajudar a defesa. Saiu no intervalo e Guilherme não resolveu o problema da criatividade no meio.

Quando o time se aproximava da área corintiana e a jogada chegava nos pés de Jô, a zaga paulista não encontrava dificuldade alguma para recuperar a posse de bola. As finalizações que levaram maior perigo ao gol de Cássio partiram do zagueiro Leo Silva. Sem Dátolo e Maicosuel, Levir terá que rever a formação atual. Se Guilherme é a única opção no meio e Jô não dá sinais de que deixará a má fase para trás, que Carlos assuma a função de centroavante e Guilherme continue como titular.

A derrota é o retrato da oitava posição no campeonato. Não é o fim do mundo, mas o Atlético pode muito mais. Apesar de entrarmos em campo contra o Grêmio buscando uma vitória para continuarmos sonhando com o G4, será difícil não pensar nesse mesmo Corinthians, dessa vez pela Copa do Brasil. Quando tá valendo, tá valendo.

Fael Lima

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