GALO PODE ALCANÇAR MARCA HISTÓRICA PARA O CLUBE NA COPA LIBERTADORES 2016

Foto: Bruno Cantini (Atlético)
Foto: Bruno Cantini (Atlético)

Campeão da Libertadores da América em 2013, o Atlético foi eliminado nas oitavas de final em 2014 e 2015. Em 2016, o time de Diego Aguirre quer ir além, com classificação para as fases seguintes e título. Para que isso aconteça, o Galo terá que melhorar os números do ataque em relação aos últimos dois anos, o que pode render uma marca histórica para o clube.

Caso balance as redes adversárias por, pelo menos, 9 vezes na edição 2016, o Atlético chegará aos 100 gols na Copa Libertadores desde sua primeira participação, em 1972.

Nos anos de 1978, 2000, 2013 e 2014, o Galo conseguiu atingir essa “meta” mínima de 9 gols. Até a conquista de 2013, quando Leo Silva anotou o 29º gol Alvinegro no torneio sul americano daquele ano, o melhor ataque era o de 1978, com 19 gols. A equipe de Diego Aguirre terá que superar os 8 gols da edição 2015, caso queira alcançar os 100 gols ainda em 2016.

Dos 91 gols feitos até o momento, os jogadores do atual elenco contribuíram com 10. Rafael Carioca, Douglas Santos e Carlos comemoraram apenas uma vez, Luan e Leo Silva possuem 2 gols cada um e Lucas Pratto anotou 3 gols.

Em 2016, a estreia do Atlético será no dia 17 de fevereiro, contra o Melgar, no Peru. O Galo enfrenta ainda o Colo-Colo e o vencedor de Guaraní, do Paraguai, e Independiente del Valle, do Equador.

Confira abaixo o número de gols marcados pelo Atlético nos anos em que disputou a Copa Libertadores da América.

1972: 5 gols

1978: 19 gols

1981: 8 gols

2000: 13 gols

2013: 29 gols

2014: 9 gols

2015: 8 gols

FAEL LIMA

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9×2 NO MARKETING

Fael Lima

Não foi o Tinocão da Massa quem deu o primeiro passo. Durante toda a história, jogadores e dirigentes do outro lado da lagoa rasgaram elogios à torcida Alvinegra. Seja pela vibração do Atleticano na arquibancada, pela fidelidade nos momentos difíceis do clube, pelo barulho no estádio, pela paixão assustadora por esse Atlético, enfim, por variados motivos, as canetas e microfones da imprensa registraram declarações onde a vaidade dos rivais deu lugar à inveja.

Mas a gota d’água foi o Tinoco. O “parça” do Luxa fez um departamento de marketing inteiro se reunir com a intenção de apagar a declaração sincera – “Dizem que não é a maior de Minas” (sobre a torcida do clube em que trabalhava). – O Tinocão só queria dizer que prometeram uma China e lhe deram algo menor que o Vaticano.

E qual foi a grande ideia do “mega marketing ultra power moderno”? Vazar um áudio de WhatsApp, algo que culminou em dez folhas de papel A4 pregadas na rodoviária de Belo Horizonte. Na fértil imaginação do lado de lá, aquilo era uma voadora no pescoço do Clube Atlético Mineiro, afinal, roubariam a identidade de time do povo daqueles que sempre foram chamados de “cachorrada” e “favelados”. Foi no máximo um leve esbarrão na entrada da área. Mas foi falta.

Daniel Nepomuceno sofreu a falta, Adriana Branco ajeitou a bola e o Cacá Moreno meteu no ângulo. Qualquer pessoa que chegasse ao Aeroporto Internacional de Confins passaria a ver o Manto Alvinegro exposto de ponta a ponta. A reação do marketing azul foi imediata. Não se classificaram para a Libertadores 2016, assim não seria preciso utilizar avião por um ano. Ir de ônibus para Varginha economizaria uma grana e ainda os deixaria perto das folhas de papel A4 pregadas na rodoviária.

Agora o cruzeirense vê o nome e as cores do Atlético tomando toda a entrada da rodoviária. – O VERDADEIRO TIME DO POVO. Pegar carona não vai adiantar muito, pois o caminhoneiro provavelmente será Atleticano. Aliás, o dono da agência de marketing bateu no braço e disse “aqui é Galo”, mesmo trabalhando para os dois clubes, até então. Romperam com a agência e começam uma interminável busca por algum escritório sem o pôster do Ronaldinho na sala de reunião.

Se cuida, América. Sem aeroporto e rodoviária depois da goleada do marketing Atleticano, o lado azul pode ir pra cima da sua Kombi. E, obviamente, com o Tinocão da Massa no volante.

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A PAIXÃO POR TRÁS DA LAMA

Após o rompimento da barragem em Bento Rodrigues, a lama que cobriu o distrito enterrou milhares de histórias de quem vivia na região. Onézio foi uma dessas pessoas. Perdeu amigos, a casa onde morava, perdeu os animais que criava e sequer sabe onde irá morar no futuro. Dentro da casa, mais especificamente no guarda-roupa, ficava a coleção de camisas do Galo.

Poderia ser algo supérfluo diante de tanta destruição no local, mas cada peça representava uma parte da vida de Onézio. Talvez fosse seu maior tesouro, sua única herança, um elo com dias felizes, dias de taça e dias em que a lama manchou a centenária história Atleticana.

Lá também estava a camisa de 2013, abençoada pela frase “eu acredito”. A camisa que ele vestia quando Bento Rodrigues ouviu o grito de campeão que saiu do fundo do peito. A lama não conseguirá esconder essas lembranças e isso é o que importa.

A paixão pela coleção cativou uma torcedora rival lhe presentou com uma camisa nova. Logo chegou outra, vinda de um Atleticano que ouviu falar sobre o homem que se emocionava ao lembrar das camisas do Galo.

Amante do futebol e treinador do time de garotos da cidade, Onézio luta também para continuar com o lazer diário da meninada. Ele sabe do poder que o futebol tem para cicatrizar corações.

Em breve, esse Atleticano terá a chance de adquirir novamente seu Manto favorito, a camisa de 97, a camisa de 2000, a camisa do Marques, do Ronaldinho e de São Victor do Horto.  Acredita, Onezio. Pra quem tem fé, a vida nunca tem fim.

Fael Lima

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A Gabriela e a Bárbara estão ajudando o Onézio a reconstruir essa coleção. Caso queira ajudar, entre em contato pelo telefone 31-98776-2775 (Gabriela) ou 31-97543-5325 (Bárbara)

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EU NÃO QUERO VER O VICTOR

Foto: Gabriel Castro / Eleven Brasil
Foto: Gabriel Castro / Eleven Brasil

Não havia outro assunto na escola. Funcionários e crianças só falavam naquela semana sobre o atleta que visitaria a meninada. Presença ilustre e que fora vista, até então, apenas pela TV e que, certamente, teria o mesmo impacto em qualquer outra escola de Minas Gerais. Quando Victor passasse pelos portões, parte dos pequenos corações iria balançar e a outra parte dos corações iria tremer.

Uma das crianças não via com bons olhos aquele encontro. Vestiu azul desde sempre e o pai era conhecido pelos amigos por ser um dos poucos que frequentava o Mineirão em jogos do adversário do Atlético. Victor era o culpado por fazer a família chorar em clássicos, impediu o estouro de centenas de foguetes estocados durantes dois anos e fez os coleguinhas se transformarem em goleiros nas brincadeiras do recreio, sempre repetindo o termo “São Victor”. A escola seria o pior local para estar presente naquele dia.

Bastou o pé esquerdo tocar o solo da escola para a meninada pular nos braços de São Victor do Horto. O goleiro Atleticano se transformou em uma verdadeira bola de crianças, mas os olhos perceberam apenas um menino afastado e com cara de poucos amigos. Quando atendeu a todos, Victor foi até a criança para saber o porquê de ele estar afastado. Resposta curta – “Sou cruzeirense”!

Já a resposta do camisa 1 veio com mais calma, naquele aspecto sereno que não muda nunca, nem com pênalti aos 48 do segundo tempo. Victor disse que não importava o time dele, que fazia questão do abraço. O garoto atendeu ao pedido do Santo e fez o que muitos fãs pelo mundo sonham diariamente. Abraçou São Victor do Horto!

Não foi o último encontro da dupla. Atualmente, a família faz um rodízio para levar a criança aos jogos do Galo, onde ele torce pelo time do coração. Mesmo tendo Victor como ídolo, o novo Atleticano admira todo o time. Ver a camisa Alvinegra passando pela casa corta o coração dos parentes, mas o pai sabe que o filho nunca foi tão feliz. Não é o único pai azul que passa por essa situação em Minas Gerais. O filho faz parte da geração que quer ser goleiro, a geração que acredita em milagres, mais uma geração que só pensa em vestir preto e branco.

*Essa é uma história real, contada pelo pai azul a um jornalista do rádio mineiro.

Fael Lima

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FÉRIAS PARA A CORNETA

Foto: Bruno Cantini / Atlético
Foto: Bruno Cantini / Atlético

Clicar no play e assistir às entrevistas coletivas do Levir é sempre muito bom. Como são poucas durante o mês, passei a ficar no estádio, mesmo nas madrugadas após os jogos, só para ouvi-lo. Não concordo com tudo, aliás, tenho cumprido muito bem meu papel de discordar do treinador desde que ele chegou. E o brasileiro com ares de Japão também vem cumprindo fielmente seu papel de queimar minha língua.

Foi um longo caminho até reconstruir o castelo deixado no chão por Paulo Autuori. Aproveitei para descontar a mágoa que me acompanhava desde a Copa do Brasil de 2007, quando Levir foi para a Ásia e deixou o Galo na semana de um confronto decisivo contra o Botafogo.

Voltou em 2014 e encontrou uma Cidade do Galo desmotivada, como ele mesmo descreveu. O clima na arquibancada também não era dos melhores. Matou a saudade dos gritos de “burro” logo nos primeiros dias.

Com “burro” ou com aplausos, a coletiva é quase sempre a mesma. Não muda o tom de voz e não se empolga com os elogios que partem da imprensa de todo o país. Sabe que bastam apenas duas derrotas no Brasil para que um time deixe de ser a Seleção para se transformar em um Íbis. Cornetas do passado, como eu, aguardam apenas um erro para pedirem outro treinador.

Demitimos apenas um técnico nos últimos quatro anos, perdemos poucas peças na comissão técnica nesse período e isso ajudou no planejamento das equipes que fizeram do Atlético o clube mais estável do país desde o início de 2012. Somos o melhor exemplo de que abandonar a cultura de demissão dos treinadores no primeiro momento de crise pode atrair taças.

Levir soube construir um bom time com os poucos reforços que recebeu desde sua chegada, conquistou títulos e entrou para a lista de treinadores que mais dirigiram o Galo. Perdeu jogadores importantes para o Departamento Médico nesse período e fez o grupo sentir-se confiante ao elogiar os atletas substitutos. Daniel Nepomuceno diz que é o técnico dos sonhos para qualquer Presidente, pois pensa no futuro do clube e evita loucuras na parte financeira.

É uma pena que a minha turma da corneta não dá o braço a torcer com facilidade. Clique no play e aprenda com a coletiva do melhor treinador do Brasil.

Fael Lima

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CORRENTE LAERTE – CONTRA O PESSIMISMO NA INTERNET

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Foram dois péssimos resultados em casa. Ainda assim, a Massa lotou o setor visitante no Maracanã, calou a torcida adversária e o Galo segue entre os primeiros na tabela. Enquanto comemoramos nos bares ou assistindo o VT no sofá de casa, o senhor Laerte estará no aeroporto esperando o time desembarcar em Belo Horizonte. Ele também estava lá no embarque para o Rio, madrugou em Confins nas piores derrotas e exibia um enorme sorriso no portão de desembarque nas grandes vitórias, incluindo a desse domingo.

Que inveja do Laerte. Perdemos um clássico e ele não apontou o Atlético como a pior equipe do mundo. Empatamos com o Santos e lá vai o Laerte para a Cidade do Galo no dia seguinte, confiante, certo de que temos um bom time. Que inveja do Laerte! Sou bipolar confesso. Repetitivo, mas pontual, Levir diz em praticamente todas as coletivas a capacidade de mudarmos de galáxia em uma semana. O resultado da rodada tem definido a rota da torcida e ultimamente não temos sido motoristas exemplares nessa nave.

Aprendi a evitar redes sociais após os resultados ruins. O veneno do século 21 é uma metralhadora municiada quando o torcedor está de cabeça quente. Em um território onde teclas servem como atalhos para ofensas e tragédias, qualquer deslize pode dar início a um movimento coletivo de internautas pedindo a cabeça até do massagista. Vivemos conectados diariamente e a internet possui um enorme efeito multiplicador, sendo assim, não seria exagero dizer que o pessimismo coletivo pode afetar diretamente o rendimento de uma equipe, treinador ou atleta.

Desculpem se as próximas linhas passam a sensação de que estou generalizando. Não é a intenção.

De acordo com o Twitter, nos últimos dias, meio time Atleticano sequer deveria ter viajado para o Rio de Janeiro. Mereciam demissão e jamais deveriam citar que um dia jogaram pelo Galo. No Facebook, a base do time campeão da Copa do Brasil e do Mineiro não merecia estar no futebol profissional. Nem o Vasco possui uma equipe tão ruim como a nossa. O Laerte não tem Twitter. Que inveja do Laerte!

A torcida do “eu acredito” tem desacreditado com uma enorme facilidade. Temos falhado em alguns pontos (o treinador, os atletas, os dirigentes e a torcida), mas o restante do país vem acreditando no Atlético mais que a turma do mouse Alvinegro. Que esses Atleticanos fiquem longe do Mineirão na próxima semana. Assim como contagiamos os jogadores com a nossa fé nos títulos recentes, o pessimismo também é contagiante e chega com facilidade nos gramados.

Encerramos a oitava rodada entre os primeiros, vencemos três e empatamos uma longe de BH, temos o melhor ataque, jogadores experientes e sedentos por mais títulos. Faltam trinta rodadas, o volante da nave está em nossas mãos e sabemos bem que o oxigênio na galáxia das taças é muito melhor. Bora pra lá?

EU ACREDITO que a “corrente Laerte” na internet é o começo para um elo entre a torcida e o time. Vamos esmagar o pessimismo nas trinta batalhas que temos pela frente. Pensamento positivo para cantar alto no salão de festas na próxima semana. Laerte, o aniversariante da semana, sabe que a Massa sempre será o coração do Clube Atlético Mineiro.

Fael Lima

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FÉRIAS PARA AS REDES

Foto: Bruno Cantini / Flickr Oficial do Atlético
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O Atlético tem conquistado títulos com roteiros que serão lembrados eternamente pelos fãs do futebol em geral. Viradas, milagres e taças que resultaram em diversas convocações para a Seleção, vendas de atletas e despedida de ídolos que formaram um time dos sonhos para o torcedor Alvinegro. Réver, Pierre, Ronaldinho, Bernard, Tardelli, entre outros jogadores que passaram a vestir outras camisas e deixaram saudade entre os Atleticanos.

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ABENÇOADO SEJA O CLUBE ATLÉTICO MINEIRO

Minhas principais lembranças dos tempos de criança são das peladas nas ruas durante o dia e das idas para a igreja na parte da noite. Fui criado assim. O relógio da igreja da pracinha bateu seis horas, recolhe o chinelo que faz a trave e entra para o banho para não chegar atrasado no louvor. Nos domingos em que havia jogo do Galo, saía entre uma música e outra para conferir o placar do jogo na sorveteria ao lado da igreja. O Pastor Atleticano nunca começava a falar antes do resultado final.

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O TIME DA VIRADA E A TORCIDA QUE NÃO CALA

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Para descrever a virada Atleticana no último jogo eu teria que ser um escritor como Paulo André. Aliás, devemos assumir que se trata de um grande poeta, filósofo, pintor e sindicalista. Não é um bom zagueiro, mas não dá para ser bom em todas as áreas.

Caso atue na área da psicologia, Paulo André terá tanto trabalho nos próximos dias que poderia entrar com uma liminar pedindo para não atender mais pacientes na Toca da Raposa. Entre os pacientes, um Presidente cercado por Atleticanos, um goleiro chama gol e um Damião deprimido após inúmeros pedidos para que sua torcida cantasse. Tudo em vão.

A parte azul da arquibancada abaixou a cabeça como um rival que enfrenta Leandro Donizete. Do lado Alvinegro, o mantra que alimenta o Atleticano em clássicos – vencer, vencer, vencer. Mesmo com o placar desfavorável, aquela gente não parava de repetir nos versos o que queria em campo – raça e amor.

Tenho certeza de que cantamos “O Galo é o time da virada, o Galo é o time do amor” tão alto, que Tardelli ouviu na China e o coração Atleticano arrepiou do outro lado do mundo. No intervalo, um a um, os atletas torcedores foram entrando no vestiário e encarando a torcida que não parava um segundo sequer.

E a raça e amor que o Atleticano queria em campo pulou para a arquibancada. Leandro Donizete e Leonardo Silva participavam das coreografias e ajudavam a empurrar o time. Chegará o dia em que contaremos as histórias sobre esses jogadores para nossos filhos e eles duvidarão se realmente havia tanta paixão nesses ex-funcionários. “Filho, eu juro que o Pratto chegou e no primeiro clássico ele já vibrava como um autêntico Atleticano”.

Nem percebemos quando o juiz encerrou a partida e o lado azul deixou nosso salão de festas. Já estávamos acostumados com o silêncio no restante do estádio. Dessa vez os Atleticanos na arquibancada e no gramado (sem contar o Marcelo Oliveira) cantavam juntos. O Galo é o time da virada. O Galo é o time do amor.

Fael Lima

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O LEVIR PIRA

Foto: Bruno Cantini / Flickr do Atlético
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O Departamento Médico ficou vazio. Após um longo período com intenso movimento no local, os médicos sabem que só poderão contar com Lucas Cândido nos próximos dias para não se sentirem sozinhos. DM vazio significa prancheta cheia para o treinador. Levir Culpi conta agora com nomes que não via desde o início da temporada e Guilherme, querido pelo treinador e que não entra em campo desde outubro de 2014.

Quando Ronaldinho ainda vestia a camisa 10 no Atlético, Levir deixou claro para Guilherme que acharia um lugar no time para o herói do jogo contra o Newell’s. Ronaldo saiu, Guilherme assumiu a 10 e, ao lado de Dátolo, comandou o meio Alvinegro até as velhas lesões o assombrarem novamente. De contrato renovado e com a parte física praticamente em dia, dificilmente Levir deixará de fora o homem que o salvou contra o Corinthians. A briga no meio promete esquentar nas próximas semanas.

Quem sai? Antes de responder a pergunta, vale lembrar que Dátolo também está de volta, também renovou contrato e foi ele quem se tornou o rei das assistências em 2014 com grandes apresentações, principalmente na reta final da Copa do Brasil. O argentino começou o ano de cabeça quente ao receber 3 cartões amarelos em 6 jogos. É quem mais recebeu cartões na disciplinada equipe de Levir Culpi.

Correndo por fora, Dodô é o xodó de Levir em 2015. Só a joia da base e Victor participaram de todos os jogos da atual temporada. Cárdenas vem melhorando a cada chance que recebe e Maicosuel é como um 12º jogador para o segundo tempo. Ainda no meio, Rafael Carioca e Donizete seguem como titulares entre os volantes, enquanto Danilo Pires e Josué brigam pela vaga de reserva imediato. Danilo tem recebido elogios de Levir nos treinos e nos jogos. Eduardo e Pierre foram os atletas que mais perderam espaço no atual elenco.

Na linha de frente, dificilmente Luan deixaria sua vaga escapar, já que tem bons números. Como o atual treinador é viciado em números, Pratto também é presença certa na frente. São 8 jogos, 8 vitórias, 6 gols, 3 assistências e a incrível média de 0,75% gol marcado por jogo. A 9 é dele!

Apesar dos dois gols marcados contra o Villa, Carlos é quem mais corre perigo no atual time titular. Prestativo na marcação e destaque nos testes físicos, Carlos pode pagar por não estar balançando as redes ultimamente. É o preço alto pelas seguidas chances desperdiçadas. Se Jô, André e Cesinha não oferecem tanto perigo, a volta dos meias de criação e um possível acerto com Thiago Ribeiro pressionam Carlos a mostrar números melhores para Levir na fase decisiva do Mineiro e da Libertadores.

A defesa vai bem, obrigado. São quatro jogos sem sofrer gol, mesmo com desfalques e a necessidade de improvisar Patric na lateral esquerda. Leo Silva voltou e caminha para a centésima vitória (99 atualmente) e os 200 jogos com a camisa Atleticana (191). Marcos Rocha nunca esteve tão bem e Jemerson ganha cada vez mais personalidade para defender e coordenar os companheiros. Debaixo das traves, o primeiro nome na prancheta do professor – São Victor do Horto.

Fael Lima

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