EU SEI QUE VOCÊ TREME

1618167 10204600687634092 3864079298849106428 o EU SEI QUE VOCÊ TREME

Foto: Gabriel Castro / Eleven Brasil

Uma pena enfrentarmos o cruzeiro apenas duas vezes no campeonato. A última vitória do outro lado foi quando escalamos o time dente-de-leite na ressaca pós-Libertadores. Claro que devemos muito aos próprios rivais pela preleção gratuita em cada pedra e latinha de cerveja arremessada na janela do ônibus Alvinegro.

O desespero azul chegou ao ápice quando cruzeirenses sacaram armas e atiraram na direção dos Atleticanos que estavam no centro da cidade. Felizmente eles continuam vivos e ainda testemunharão muitas vitórias em cima do velho freguês. Verão também a torcida adversária ser inocentada, independente do que fizerem pelas ruas.

Os jogadores do Cruzeiro passaram a semana planejando comemorações para provocar o Galo a cada gol. Carlos preferiu treinar, estava concentrado para repetir aquilo que havia dito aqui no Cam1sa Do2e no início do ano – “Minha vítima favorita é o Cruzeiro”! – Que o Fábio esteja preparado para os próximos que virão e encare isso de frente.

Vanderlei, Obina, Tardelli, Ronaldinho… de costas, três por jogo, gol de título. Comemoramos diversos gols e lances em cima do velho freguês, mas o Atleticano se orgulha ao ver um jogador que cresceu na Cidade do Galo trincando os dentes por uma vitória ao ver a camisa azul do outro lado.

Trincar os dentes, ignorar os problemas e lutar pela vitória com a velha raça Atleticana é algo que vinha faltando ao Galo em clássicos durantes alguns anos. Hoje vemos um Tardelli que acorda jogando dardos no escudo do rival, Leo Silva que há mais de três anos cala quem dizia que ele era ex-jogador e Leandro Donizete, o único volante da escalação jogando por cinco. Até o Marcos Rocha fez questão de lembram a maior goleada dos clássicos em Minas. O jogador do Atlético voltou a sentir prazer ao ver cruzeirense tremendo. E elas tremem. Eu sei que tremem.

CLIQUE AQUI E CONFIRA PRODUTOS PARA A MASSA

Fael Lima

ABRAÇO, MASSA!

Twitter | Facebook

Youtube 1 | Google +

O FUTURO DO ATLÉTICO EM CAMPO (PARTE 2)

10700649 10152739985636565 2879372043884647680 o O FUTURO DO ATLÉTICO EM CAMPO (PARTE 2)

Foto: Centim Vicentim

Entrei cedo para o estádio. Por ser o primeiro dia de uso do cartão Galo Na Veia como ingresso, não sabia se tudo funcionaria corretamente. Não podia me atrasar, pois queria registrar a entrada dos mascotinhos em campo. Tirei o GNV do bolso com comprovante de pagamento, documento com foto, cartão de vacina, carta da minha mãe e… APROVADO! Catraca sem fila, cartão no leitor e 2 segundos depois eu já descia as escadas do Independência.

Tão organizada quanto a entrada da torcida foi a entrada das crianças no gramado. Todas em fila, caminhando até o meio-campo ao lado dos funcionários que sempre têm muita paciência com a meninada. Utilizei o zoom da filmadora para conferir como seria a cena após a nova regra da CBF, que limita o número de vinte e duas crianças em campo. Quando o vigésimo segundo mascote passou pelo portão que dá acesso ao gramado, calculei que ainda havia aproximadamente outros trinta na fila.

Creio que o árbitro irá relatar na súmula que o clube dificultou o trabalho dos organizadores ao permitir a entrada de diversos indivíduos com excesso de paixão, apesar da pouca idade, e que os atletas correram risco de vida, inclusive quando uma garotinha foi retirada do pescoço do goleiro Victor. Como não existe nada no regulamento que proíba a entrada das crianças, o Galo mantém a tradição que alegra um pouco mais a ida aos estádios.

Aliás, após sermos prejudicados mais uma vez no campeonato, recomendo ao Presidente que passe na Praça Sete antes do próximo jogo e recolha toda criança que queira entrar em campo com o time do Atlético. Teremos vinte e dois mascotinhos para cada árbitro ruim, para cada decisão da CBF que não acrescente nada ao nosso futebol. Haja estádio!

Parabéns a todos os funcionários do Clube Atlético Mineiro que compraram essa briga e alegraram o domingo de dezenas de famílias no Independência.

Fael Lima

ABRAÇO, MASSA!

Twitter | Facebook

Youtube 1 | Google +

SEM FINALIZAÇÃO, SEM VITÓRIA

15147933396 5d7a68d00e z SEM FINALIZAÇÃO, SEM VITÓRIA

Foto: Bruno Cantini

Assim como empatar com o Coritiba no Couto Pereira, perder para o Flamengo no Maracanã, empatar com o Figueirense no Orlando Scarpelli, perder por um gol para o Corinthians no novo Itaquerão pode ser considerado algo normal para qualquer equipe do país. Porém, os resultados sempre deixam a sensação de que era possível trazer os três pontos para BH. Sempre o maldito ‘se’… se não fosse aquele pênalti, se não fosse o gol contra, se aquele jogador não estivesse lesionado, se aquela bola tivesse entrado…

Tardelli correu muito na Seleção, voltou e entrou em campo para enfrentar o Corinthians. É o mais lúcido no ataque Atleticano, mas não encontra ninguém para lhe acompanhar nas jogadas rápidas. Carlos foi quem mais tentou, quando errava e perdia a bola, voltava para ajudar a defesa. Saiu no intervalo e Guilherme não resolveu o problema da criatividade no meio.

Quando o time se aproximava da área corintiana e a jogada chegava nos pés de Jô, a zaga paulista não encontrava dificuldade alguma para recuperar a posse de bola. As finalizações que levaram maior perigo ao gol de Cássio partiram do zagueiro Leo Silva. Sem Dátolo e Maicosuel, Levir terá que rever a formação atual. Se Guilherme é a única opção no meio e Jô não dá sinais de que deixará a má fase para trás, que Carlos assuma a função de centroavante e Guilherme continue como titular.

A derrota é o retrato da oitava posição no campeonato. Não é o fim do mundo, mas o Atlético pode muito mais. Apesar de entrarmos em campo contra o Grêmio buscando uma vitória para continuarmos sonhando com o G4, será difícil não pensar nesse mesmo Corinthians, dessa vez pela Copa do Brasil. Quando tá valendo, tá valendo.

Fael Lima

ABRAÇO, MASSA!

Twitter | Facebook

Youtube 1 | Google +

ESCALAMOS O HORTO

1 ESCALAMOS O HORTO

Foto: Centim Vicentim

O primeiro gol do Atlético veio antes da bola rolar. Após a tradicional entrada do Galo Doido em campo, todos os “mascotinhos” se reuniram em frente à Galoucura e proporcionaram uma cena de arrepiar. Assim como a paixão, essa loucura vem de berço e não há gol que pague a imagem das dezenas de crianças confirmando mais uma vez que esse escudo é imortal.

Parabéns aos responsáveis que autorizaram a quebra do protocolo, parabéns aos funcionários do Atlético por abrir a porta para os pais e as crianças, a Tia Terezinha por organizar os mascotes há tantos anos e o Galo Doido, mais uma criança e Atleticano apaixonado. Uma figuraça!

Em campo, foi difícil para o treinador driblar todos os quinze desfalques da equipe. Sem saber se poderia contar com Guilherme os noventa minutos, Levir optou por começar a partida com três volantes e o time teve dificuldade para ligar a bola da defesa ao ataque.

A defesa esteve segura mais uma vez e Victor chega a cinco partidas consecutivas sem sofrer gols. Leo Silva mostra porque deve ficar para 2015, é um paredão e, apesar dos 35 anos, parecia um menino correndo no fim do jogo. A volta de Marcos Rocha também passa segurança e dá mais qualidade na saída de bola. É questão de tempo o dono da camisa 2 estar vestindo a amarelinha no time de Dunga.

O confronto contra o Corinthians vale G4 e fica a certeza de que teremos que enfrentar casa cheia, desfalques e a arbitragem, que fez de tudo para estragar a festa contra o Palmeiras e o Botafogo.

Continuaremos como mineirinhos, comendo pelas beiradas, chegando devagar até garantir nossa vaga na Libertadores de 2015. Além da sequência de bons resultados no Brasileiro e Copa do Brasil, é fundamental que o Atlético não fique de fora da competição continental no próximo ano.

Pra cima deles!

Fael Lima

ABRAÇO, MASSA!

Twitter | Facebook

Youtube | Google +

O MUNDO DEU VOLTAS

10541396 10152719382246565 219369433853480126 o O MUNDO DEU VOLTAS

Foto: Centim Vicentim

Mesmo que já tenha chegado morto, o Palmeiras caiu novamente no Horto. É a terceira vez no novo Independência e a sexta partida seguida que o Galo sai com a vitória diante dos Palestrinos. No fim do jogo, entoei os versos da canção “vou festejar” soltando a voz do fundo do peito. O mundo deu muitas voltas desde aquele agosto de 2010…

Entrei em uma caravana da Galoucura e fui até Ipatinga, onde o Atlético enfrentou o Palmeiras pela 17ª rodada do Brasileiro de 2010. Comentamos durante toda a viagem sobre o risco de uma nova queda para a segunda divisão e aquilo me corroía. Perdemos a partida e no fim ouvi o grito forte que vinha da torcida palmeirense – “ÃO ÃO ÃO, SEGUNDA DIVISÃO”. Estava próximo à divisa de torcidas e lembro-me como a corda separava a lágrima dos Alvinegros e o sorriso debochado dos porcos. Foi a última vez que estive em um jogo entre Atlético e Palmeiras e vi os adversários sorrindo.

Sei que existe a amizade entre as torcidas organizadas e já fui bem recebido na Mancha e na TUP, mas toda vez que a camisa verde está do outro lado, visualizo as gargalhadas diante da nossa lágrima com o fundo do poço se aproximando.

Poucos Atleticanos (ou ninguém) se lembram da situação, então coube ao árbitro da partida colocar a lenha na fogueira para ferver o caldeirão. Luan e Victor já haviam tentado, mas foi Paulo Henrique de Godoy Bezerra quem chamou a Massa para o jogo. Preparem o coração para as próximas fases, pois entra ano, sai ano e o apito ainda é o melhor jogador dos times do eixo.

Parabéns à Galoucura pela festa do povo no portão 6. Parabéns às torcidas Camisa 13, Movimento 105 Minutos, Fúria Alvinegra e Charanga do Galo por levantarem o portão 3, levando junto os portões 4 e 5.

No fim de semana teremos outro adversário com dívidas na caderneta de Lourdes. Depois partimos para o Mineirão, nosso salão de festas, com a certeza de que cada cadeira Alvinegra daquele estádio estará ocupada. Estaremos apoiando o treinador e esse grupo que fará de tudo para superar os desfalques.

Palmeiras, você pagou com traição a quem sempre lhe deu a mão, mas o Brasileiro fica melhor com times que possuem torcidas realmente apaixonadas. Boa sorte na luta contra o rebaixamento e volte sempre. O Horto te espera.

Fael Lima

ABRAÇO, MASSA!

Twitter | Facebook

Youtube | Google +

SAI QUE É SUA, BMG

Nelio Rodrigues  Divulgacao SAI QUE É SUA, BMG

Foto: Nélio Rodrigues

Na semana em que o Cam1sa Do2e realiza a eleição da camisa mais bonita de todos os tempos, analisando também os patrocinadores que ficaram em destaque nos modelos de cada temporada, o Ibope e o Lance! divulgaram uma pesquisa em que Atlético e BMG é a parceria mais lembrada pelos torcedores. Fluminense-Unimed, que estampa até as bandeiras de algumas torcidas, ficou em segundo.

Apesar de não agradar a todos os Atleticanos, o laranja do BMG é fundamental para os cofres do clube, já que as cifras seriam menores caso a sigla fosse de outra cor. Com o orçamento da temporada muito abaixo em relação às equipes do Rio e São Paulo, todo dinheiro é bem-vindo, mesmo que o anunciante seja verde, laranja, roxo com bolinhas amarelas…

Logo que entrou, Alexandre Kalil estipulou um valor para anunciar na camisa do Atlético e ninguém o convenceria a mudar de ideia sobre a quantidade de dígitos. Não aceitou anúncio para partidas isoladas ou qualquer outro acordo. Ficamos de camisa limpa em 2009, o que deixou o Manto lindo e a conta bancária às moscas.

Com a chegada do BMG em 2010 foi possível montar equipes mais fortes, disputar contratações com qualquer equipe do país e organizar o clube. A pesquisa Ibope/Lancenet! mostra que o Galo dá retorno para quem investe e valoriza ainda mais cada centímetro da camisa para 2015.

Ricardo Guimarães, você já viu que vale a pena investir por aqui, pois esse é o clube onde a torcida sabe quem patrocina, quem se destaca na base e até o nome do roupeiro, enquanto rivais sabem, no máximo, o penteado dos jogadores que consideram fofos. Misericórdia! Arranque esse escorpião do bolso e, junto com o Rubens Menin (MRV), ajude a tirar do papel o projeto do nosso estádio. A Arena BMG só depende de você.

Fael Lima

ABRAÇO, MASSA!

Twitter | Facebook

Youtube | Google +

DESDE 1908, O TIME DO POVO

13 DESDE 1908, O TIME DO POVO

Foto: Centim Vicentim

Quando o Galo passou por um período sem títulos, os rivais diziam que o hábito de lotar estádio em jogos da base, comemorar aniversário do clube, entre outras atitudes da Massa, era simplesmente o reflexo da ausência de taças.

Vieram os títulos e nada mudou. BH parou no dia 25 de março com carreata e trio elétrico e o povo Alvinegro cantou na mesma intensidade com Ronaldinho em campo ou na final da Copa do Brasil Sub-17. Essa torcida ainda guarda uma essência diferente de tudo no futebol.

A velha cena se repetiu na final da Taça BH. Fila, cambistas, famílias inteiras subindo as ruas do Horto com bandeiras e o hino na ponta da língua. Se a camisa é listrada com preto e branco, então é Atlético, não a importa a idade de quem está com a chuteira no pé. Segunda, na escola, a criançada contará aos amigos que esteve no Independência e que um Galo Doido, muito doido, entrou em campo debaixo de muito barulho da arquibancada. Quem nunca repetiu na sala de aula a música que ouviu no jogo só para mostrar que é um “frequentador assíduo” de estádio?

Até a espera no ponto de ônibus durante a madrugada foi prazerosa para a nova geração de Atleticanos. Os mais velhos lamentando a derrota na final e as crianças perguntando quando eles voltarão ao Independência.

Que o Atlético não espere a próxima final das categorias de base para proporcionar momentos assim à torcida que esteve na arquibancada neste sábado. Precisamos de um estádio maior, do tamanho da nossa paixão, precisamos pensar no torcedor que gasta milhares de reais na empresa e naquele que apertou o orçamento da casa para comprar um pacote de alimento e garantiu o sorriso da família no sábado.

Pedimos aos dirigentes que pensem em parcerias entre o clube e escolas nos setores com baixa procura de ingressos durante a semana, preços acessíveis e ações que aproximem o Atlético e a Massa que vive por ele. Desde 1908, esse é o time do povo!

Fael Lima

ABRAÇO, MASSA!

Twitter | Facebook

Youtube | Google +