DESDE 1908, O TIME DO POVO

13 DESDE 1908, O TIME DO POVO

Foto: Centim Vicentim

Quando o Galo passou por um período sem títulos, os rivais diziam que o hábito de lotar estádio em jogos da base, comemorar aniversário do clube, entre outras atitudes da Massa, era simplesmente o reflexo da ausência de taças.

Vieram os títulos e nada mudou. BH parou no dia 25 de março com carreata e trio elétrico e o povo Alvinegro cantou na mesma intensidade com Ronaldinho em campo ou na final da Copa do Brasil Sub-17. Essa torcida ainda guarda uma essência diferente de tudo no futebol.

A velha cena se repetiu na final da Taça BH. Fila, cambistas, famílias inteiras subindo as ruas do Horto com bandeiras e o hino na ponta da língua. Se a camisa é listrada com preto e branco, então é Atlético, não a importa a idade de quem está com a chuteira no pé. Segunda, na escola, a criançada contará aos amigos que esteve no Independência e que um Galo Doido, muito doido, entrou em campo debaixo de muito barulho da arquibancada. Quem nunca repetiu na sala de aula a música que ouviu no jogo só para mostrar que é um “frequentador assíduo” de estádio?

Até a espera no ponto de ônibus durante a madrugada foi prazerosa para a nova geração de Atleticanos. Os mais velhos lamentando a derrota na final e as crianças perguntando quando eles voltarão ao Independência.

Que o Atlético não espere a próxima final das categorias de base para proporcionar momentos assim à torcida que esteve na arquibancada neste sábado. Precisamos de um estádio maior, do tamanho da nossa paixão, precisamos pensar no torcedor que gasta milhares de reais na empresa e naquele que apertou o orçamento da casa para comprar um pacote de alimento e garantiu o sorriso da família no sábado.

Pedimos aos dirigentes que pensem em parcerias entre o clube e escolas nos setores com baixa procura de ingressos durante a semana, preços acessíveis e ações que aproximem o Atlético e a Massa que vive por ele. Desde 1908, esse é o time do povo!

Fael Lima

ABRAÇO, MASSA!

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BELMIRO GANHA BANDEIRA COM SEU ROSTO E FALA SOBRE HOMENAGEM – “CORAÇÃO ACELEROU”

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Foto: Centim Vicentim

Funcionário do Atlético desde 1968, o massagista Belmiro foi homenageado pelo Movimento 105 Minutos na partida contra o Palmeiras, no Independência. A torcida fez uma bandeira com o rosto e o nome de Belmiro e pegou o funcionário do clube de surpresa.

“Eu entrei em campo com o Levir e foi ele quem me mostrou. Vi que a foto era minha, fui até o meio-campo e o Tardelli também comentou comigo. Achei que era até algo feito por parente, mas não vi conhecido por perto.” – comentou Belmiro.

Os jogadores parabenizaram e abraçaram o amigo, que não conteve a emoção.

“Pensei em tudo que eu procuro fazer pelo Galo há tanto tempo. O Lasmar me abraçou dizendo que eu era merecedor. O coração acelerou, fiquei emocionado.” – lembra o homenageado.

A ideia partiu do Atleticano Arthur Palhares, que faz parte do Movimento 105 Minutos. A torcida diz que a homenagem vale para todos os funcionários do Atlético que, assim como Belmiro, dedicam uma vida inteira ao clube.

 

Fael Lima

ABRAÇO, NAÇÃO!

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FUNCIONÁRIOZZzzzZzzZzZZZ

diretoria FUNCIONÁRIOZZzzzZzzZzZZZ

O Atleticano queria encostar a cabeça no travesseiro com a mesma tranquilidade que Levir Culpi aparentou na coletiva e na lateral do campo quando o adversário foi para cima. Ele considera a equipe do Flamengo muito boa e elogiou o desempenho do Atlético. Após a coletiva ficou claro o motivo do Presidente não atender mais os telefonemas do treinador.

Passei sete anos sem entender o motivo do Atleticano citar o nome de Levir Culpi como um Messias que faria milagres. Nossa velha mania de ficarmos presos ao passado dos “heróis do quase”.

Nem as mães dos jogadores do Flamengo consideram o time bom. Tivemos a chance de vencer mesmo sem conseguir trocar passes e finalizar. O Flamengo entrou em campo com receio de ser goleado e recebeu o convite do Atlético para atacar. Ninguém se movimenta em campo, não há luta como vemos em todos os adversários. A ociosidade da equipe é o reflexo dos nossos dirigentes nos últimos 365 dias.

Que moral o Atlético tem para convocar a torcida para o próximo jogo se até o Presidente sumiu? Aliás, fica a sensação de que esse clube só esteve organizado enquanto Cuca esteve por aqui. Antes disso brigamos para não cair e temo que esse pesadelo se repita até o fim do campeonato.

Com chances de mandar o rival para o fundo do poço, o Atlético preferiu cavar a própria cova. A pá não para de jogar terra para o alto e o buraco não para de crescer. Briga entre Presidente e treinador pela mídia, pá no chão, salários e premiações atrasados no quinto clube que mais faturou em 2013, terra para o alto, e assim vamos fabricando nossos pesadelos.

Atleticano, encoste a cabeça no travesseiro com a mesma tranquilidade apresentada pelo treinador, Presidente e jogadores. Descanse, pois quando o sol raiar nós teremos que trabalhar por todos eles.

Fael Lima

ABRAÇO, NAÇÃO!

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RAÇA E RESPEITO VESTEM A 5

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Foto: Gabriel Castro

Poucos podem falar sobre sonhos para o garoto que saiu de Itororó para conquistar a América. Como falar sobre fé para o camisa 5 que não se curva diante dos adversários, mas dobra os joelhos para pedir proteção aos céus antes de cada partida?

Poucos conseguem entender o sentido da palavra persistência como o Lucas, pai da Pietra, uma dupla sempre disposta a vencer as dificuldades do dia a dia.
Poucos saberão quem é Lucas, pois o homem dos sonhos, fé e persistência ficou conhecido como Pierre. Lucas Pierre Santos Oliveira, você foi um divisor de águas no Atlético não só pela vontade em cada dividida, mas também por cada palavra dita no vestiário, alguém considerado gigante por milhões de pessoas, apesar do 1,73m de altura.

Se cada jogador em campo tivesse a força e a persistência de uma Pietra, sinceramente, teria pena dos nossos adversários. Se cada Atleticano na arquibancada se entregasse até o fim e tivesse a raça do Lucas Pierre, não haveria impossível para a camisa Alvinegra.

No futebol, as lentes sempre estarão direcionadas à camisa dez, as páginas de história também darão mais ênfase aos que vestiram a 9 e balançaram as redes, mas quem viu o camisa 5 que batia no braço e gritava até a veia no pescoço quase saltar para a arquibancada fará questão de contar às próximas gerações sobre os dias em que um pit bull vestiu preto e branco.

Eu também tive sonhos que carreguei desde a infância. Queria ser jogador do Galo! Abandonei o sonho ao perceber que era muito melhor ficar na torcida e ver o Pierre me representando em campo.

Obrigado por tudo.

Fael Lima

ABRAÇO NAÇÃO!

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MASSACRAMOS E SOFREMOS

Só o Atlético consegue massacrar o adversário no primeiro tempo, como aconteceu contra o Atl. Paranaense, e ainda assim fazer a pressão arterial do torcedor subir no fim do jogo.

Desde os primeiros minutos Réver se tornou volante e Leo Silva passou a jogar como meia, enquanto Pierre e Marcos Rocha fizeram o papel de zagueiros por diversas vezes. Aliás, depois que esqueceu as críticas de Luxemburgo e a meia dúzia que o vaiava na arquibancada, Marcos Rocha se tornou o jogador mais estável do grupo Atleticano e tem tudo para vestir a camisa amarelinha.

Bola na trave, defesa do goleiro, chute fraco, bola por cima, chute errado. Não foi fácil balançar as redes. O primeiro gol, marcado por Leo Silva, veio chorado no “cruzamento” após a cobrança de lateral de Marcos Rocha, jogada muito utilizada por Cuca.

Vale destacar a coragem do time paranaense, que não fugiu do estádio após a pressão sofrida nos primeiros quarenta e cinco minutos de jogo. Sem a mesma intensidade no ataque Alvinegro após voltar do vestiário, o adversário cresceu e passou a arriscar. Quando empataram, veio aquele filme de 2013, com a virada no último minuto.

Agora a torcida já não era por goleada. Para sair com três pontos do Horto nós aceitávamos até gol contra. A torcida dividia as vaias entre Emerson Conceição e Levir Culpi, os erros da arbitragem e a cera dos adversários irritavam ainda mais e o empate parecia inevitável, já que as chances não apareciam com a mesma frequência do primeiro tempo.

Luan recebeu a missão de ser o desfibrilador do time mais uma vez. Mesmo sentado no banco de reservas, o cabeludo já procurava passar instruções para os companheiros. Em campo, Luan repetiu a correria de sempre, sem bola perdida e sem medo de finalizar. O carisma desse garoto é natural, sem marketing, e contagia torcida, o time, o treinador e os adversários, que fazem questão de empurrar a bola para as redes.

Desde a goleada sobre o América pelo Campeonato Mineiro, em março, essa é a segunda partida do Atlético que a diferença no placar é superior a dois gols (exceto os amistosos na China). Se o Galo está em campo, fica a certeza que a emoção está garantida até o apito final. Haja coração!

Fael Lima

ABRAÇO NAÇÃO!

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VOU DE CARAVANA – O MENDIGO A CAMINHO DE SÃO PAULO

torcida anos 70 VOU DE CARAVANA   O MENDIGO A CAMINHO DE SÃO PAULO

Imagem: Internet

O ano era 2000 e o Atlético enfrentaria o Palmeiras em São Paulo, pela Copa Mercosul. Foram disponibilizados vários ônibus pelo clube e em um deles estavam as torcidas Máfia Atleticana, Dragões da FAO, Galo Prates e Galo Metal.

Por ser gratuito, apesar do ônibus velho, com motor ao lado do motorista e sem banheiro, ninguém reclamou. Todos entraram e uma poltrona ficou vazia até baterem na porta pedindo para ocupar o lugar e acompanhar os Atleticanos até Sampa. Um mendigo com o corpo coberto por um cobertor cinza recebeu o ‘não’ unânime de todos os passageiros. Bastou abrir o cobertor e mostrar a camisa velha, toda furada, mas com o escudo do Atlético no peito para autorizarem sua entrada no busão.

Se soubessem quantas dores de cabeça viriam, talvez teriam tomado outra decisão, mas estavam todos bêbados demais e a presença do morador de rua poderia reforçar o barulho da Massa no Palestra Itália. Nos primeiros minutos, o calçado furado já exalava um odor que alcançava até a última poltrona e retornava ainda mais forte até o motorista.

Após a primeira parada para lanche, o mendigo chamou um dos responsáveis pelo ônibus e pediu ajuda para abrir uma sacola. Sem entender nada, o Atleticano abriu a sacola e percebeu que havia uma panela de pedra cheia de frango com quiabo no chão. Era o ‘rango’ garantido até São Paulo para o morador de rua. Além do chulé, agora havia o cheiro de gordura de frango no cobertor.

Por não haver banheiro, foram várias paradas até São Paulo para que todos pudessem colocar para fora as dezenas de cervejas ingeridas durante a viagem. O único que não descia era o mendigo, preocupado somente em fazer um baseado perfeito com a ajuda de ferramentas do ônibus. Foi preciso segurança reforçada nas panelas de frango com quiabo na última parada antes de São Paulo, mas o mendigo nem passou perto. Todos pagaram a conta e do caixa já era possível vê-lo tentando colocar uma carranca enrolada no cobertor cinza pela janela do ônibus. Sem a permissão para transportar a carranca, ele a devolveu antes de seguirem viagem.

Dos mais de trinta ônibus, aquele foi o último a chegar no Palestra Itália. Ninguém aguentava mais parar, o cheiro, a fita K7 dos Racionais que o mendigo colocou no toca-fitas, entre outros fatores que tornaram a viagem estressante.

O Atlético sofreu uma goleada que o tirou da competição. Todos estavam revoltados, exceto o mendigo, após pular a corda que dividia as torcidas com um sanduba de calabresa na mão.

- Peguei dos manos da Mancha para vingar a derrota. – comemorava o dono do cobertor cinza.

Seria difícil voltar para casa após aquele resultado, pois, além da preocupação pelo fato do motorista não conseguir ficar de olhos abertos, ainda tinha o maluco do sapato furado. O alívio veio quando ele entrou no ônibus, pegou seu cobertor, frango com quiabo, fita dos Racionais e avisou que ficaria em São Paulo. O coração da turma pesou nessa hora e até tentaram convencê-lo a voltar, mas ele já havia recebido a informação sobre o luxo das praças paulistas.

Antes de virarem a esquina, a última visão foi a do cobertor cinza se abrindo e a camisa do Atlético furada com o mendigo gritando – GAAAALOOOOOOO!

Fael Lima

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O DIÁLOGO ENTRE VICTOR E A ARQUIBANCADA

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Foto: Centim Vicentim

Bastaram poucos segundos de silêncio na arquibancada durante o segundo tempo da partida entre Atlético e Cruzeiro para que o goleiro Victor fizesse sinais em direção à Massa pedindo barulho. A cena foi rotineira na Libertadores, inclusive com troca de informações entre o jogador e Atleticanos sobre os minutos restantes nas partidas decisivas.

- O torcedor no estádio acaba jogando junto. Ele que nos incentiva e a gente tenta tirar informações também, às vezes até na questão do tempo (de jogo), então o torcedor acaba entrando em campo com a gente.

Ao entrar no gramado para o aquecimento ou quando retorna do intervalo, Victor sempre acena para a arquibancada, enquanto os devotos repetem os gritos de ‘São Victor’. Quando deixa o estádio, o ídolo faz questão de parar o carro e abaixar o vidro da janela para conversar com os fãs que o aguardam na porta.

- Não tem preço que pague esse reconhecimento e esse carinho. Essa marca de santo, de ‘são’, ser conhecido como milagreiro para um goleiro realmente é fantástico. Vou procurar fazer a cada dia o melhor para valer esse apelido carinhoso que o torcedor colocou.

De restaurantes ao Hemominas, em um cadastro para doação de medula, é comum ver multidões formando filas para conseguir uma foto, autógrafo ou até mesmo um simples toque no pé esquerdo de Victor.

- Eu tento sempre interagir com o torcedor, na medida do possível. Às vezes é difícil dar atenção para todo mundo e eu até peço desculpa, mas é que são muitas manifestações de carinho.

Uma das metas do goleiro em 2014 é estar na lista de convocados para a Copa do Mundo no Brasil.

- É um objetivo de carreira que tenho. Você se destacando pelo clube, jogando regularmente, isso te credencia para uma convocação. O Felipão tem que fazer as escolhas dele e eu espero ter feito o meu trabalho da melhor forma possível até agora para que eu possa fazer por merecer uma convocação.

Fael Lima

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