O FUTURO DO ATLÉTICO EM CAMPO (PARTE 2)

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Foto: Centim Vicentim

Entrei cedo para o estádio. Por ser o primeiro dia de uso do cartão Galo Na Veia como ingresso, não sabia se tudo funcionaria corretamente. Não podia me atrasar, pois queria registrar a entrada dos mascotinhos em campo. Tirei o GNV do bolso com comprovante de pagamento, documento com foto, cartão de vacina, carta da minha mãe e… APROVADO! Catraca sem fila, cartão no leitor e 2 segundos depois eu já descia as escadas do Independência.

Tão organizada quanto a entrada da torcida foi a entrada das crianças no gramado. Todas em fila, caminhando até o meio-campo ao lado dos funcionários que sempre têm muita paciência com a meninada. Utilizei o zoom da filmadora para conferir como seria a cena após a nova regra da CBF, que limita o número de vinte e duas crianças em campo. Quando o vigésimo segundo mascote passou pelo portão que dá acesso ao gramado, calculei que ainda havia aproximadamente outros trinta na fila.

Creio que o árbitro irá relatar na súmula que o clube dificultou o trabalho dos organizadores ao permitir a entrada de diversos indivíduos com excesso de paixão, apesar da pouca idade, e que os atletas correram risco de vida, inclusive quando uma garotinha foi retirada do pescoço do goleiro Victor. Como não existe nada no regulamento que proíba a entrada das crianças, o Galo mantém a tradição que alegra um pouco mais a ida aos estádios.

Aliás, após sermos prejudicados mais uma vez no campeonato, recomendo ao Presidente que passe na Praça Sete antes do próximo jogo e recolha toda criança que queira entrar em campo com o time do Atlético. Teremos vinte e dois mascotinhos para cada árbitro ruim, para cada decisão da CBF que não acrescente nada ao nosso futebol. Haja estádio!

Parabéns a todos os funcionários do Clube Atlético Mineiro que compraram essa briga e alegraram o domingo de dezenas de famílias no Independência.

Fael Lima

ABRAÇO, MASSA!

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SEM FINALIZAÇÃO, SEM VITÓRIA

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Foto: Bruno Cantini

Assim como empatar com o Coritiba no Couto Pereira, perder para o Flamengo no Maracanã, empatar com o Figueirense no Orlando Scarpelli, perder por um gol para o Corinthians no novo Itaquerão pode ser considerado algo normal para qualquer equipe do país. Porém, os resultados sempre deixam a sensação de que era possível trazer os três pontos para BH. Sempre o maldito ‘se’… se não fosse aquele pênalti, se não fosse o gol contra, se aquele jogador não estivesse lesionado, se aquela bola tivesse entrado…

Tardelli correu muito na Seleção, voltou e entrou em campo para enfrentar o Corinthians. É o mais lúcido no ataque Atleticano, mas não encontra ninguém para lhe acompanhar nas jogadas rápidas. Carlos foi quem mais tentou, quando errava e perdia a bola, voltava para ajudar a defesa. Saiu no intervalo e Guilherme não resolveu o problema da criatividade no meio.

Quando o time se aproximava da área corintiana e a jogada chegava nos pés de Jô, a zaga paulista não encontrava dificuldade alguma para recuperar a posse de bola. As finalizações que levaram maior perigo ao gol de Cássio partiram do zagueiro Leo Silva. Sem Dátolo e Maicosuel, Levir terá que rever a formação atual. Se Guilherme é a única opção no meio e Jô não dá sinais de que deixará a má fase para trás, que Carlos assuma a função de centroavante e Guilherme continue como titular.

A derrota é o retrato da oitava posição no campeonato. Não é o fim do mundo, mas o Atlético pode muito mais. Apesar de entrarmos em campo contra o Grêmio buscando uma vitória para continuarmos sonhando com o G4, será difícil não pensar nesse mesmo Corinthians, dessa vez pela Copa do Brasil. Quando tá valendo, tá valendo.

Fael Lima

ABRAÇO, MASSA!

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ESCALAMOS O HORTO

1 ESCALAMOS O HORTO

Foto: Centim Vicentim

O primeiro gol do Atlético veio antes da bola rolar. Após a tradicional entrada do Galo Doido em campo, todos os “mascotinhos” se reuniram em frente à Galoucura e proporcionaram uma cena de arrepiar. Assim como a paixão, essa loucura vem de berço e não há gol que pague a imagem das dezenas de crianças confirmando mais uma vez que esse escudo é imortal.

Parabéns aos responsáveis que autorizaram a quebra do protocolo, parabéns aos funcionários do Atlético por abrir a porta para os pais e as crianças, a Tia Terezinha por organizar os mascotes há tantos anos e o Galo Doido, mais uma criança e Atleticano apaixonado. Uma figuraça!

Em campo, foi difícil para o treinador driblar todos os quinze desfalques da equipe. Sem saber se poderia contar com Guilherme os noventa minutos, Levir optou por começar a partida com três volantes e o time teve dificuldade para ligar a bola da defesa ao ataque.

A defesa esteve segura mais uma vez e Victor chega a cinco partidas consecutivas sem sofrer gols. Leo Silva mostra porque deve ficar para 2015, é um paredão e, apesar dos 35 anos, parecia um menino correndo no fim do jogo. A volta de Marcos Rocha também passa segurança e dá mais qualidade na saída de bola. É questão de tempo o dono da camisa 2 estar vestindo a amarelinha no time de Dunga.

O confronto contra o Corinthians vale G4 e fica a certeza de que teremos que enfrentar casa cheia, desfalques e a arbitragem, que fez de tudo para estragar a festa contra o Palmeiras e o Botafogo.

Continuaremos como mineirinhos, comendo pelas beiradas, chegando devagar até garantir nossa vaga na Libertadores de 2015. Além da sequência de bons resultados no Brasileiro e Copa do Brasil, é fundamental que o Atlético não fique de fora da competição continental no próximo ano.

Pra cima deles!

Fael Lima

ABRAÇO, MASSA!

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O MUNDO DEU VOLTAS

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Foto: Centim Vicentim

Mesmo que já tenha chegado morto, o Palmeiras caiu novamente no Horto. É a terceira vez no novo Independência e a sexta partida seguida que o Galo sai com a vitória diante dos Palestrinos. No fim do jogo, entoei os versos da canção “vou festejar” soltando a voz do fundo do peito. O mundo deu muitas voltas desde aquele agosto de 2010…

Entrei em uma caravana da Galoucura e fui até Ipatinga, onde o Atlético enfrentou o Palmeiras pela 17ª rodada do Brasileiro de 2010. Comentamos durante toda a viagem sobre o risco de uma nova queda para a segunda divisão e aquilo me corroía. Perdemos a partida e no fim ouvi o grito forte que vinha da torcida palmeirense – “ÃO ÃO ÃO, SEGUNDA DIVISÃO”. Estava próximo à divisa de torcidas e lembro-me como a corda separava a lágrima dos Alvinegros e o sorriso debochado dos porcos. Foi a última vez que estive em um jogo entre Atlético e Palmeiras e vi os adversários sorrindo.

Sei que existe a amizade entre as torcidas organizadas e já fui bem recebido na Mancha e na TUP, mas toda vez que a camisa verde está do outro lado, visualizo as gargalhadas diante da nossa lágrima com o fundo do poço se aproximando.

Poucos Atleticanos (ou ninguém) se lembram da situação, então coube ao árbitro da partida colocar a lenha na fogueira para ferver o caldeirão. Luan e Victor já haviam tentado, mas foi Paulo Henrique de Godoy Bezerra quem chamou a Massa para o jogo. Preparem o coração para as próximas fases, pois entra ano, sai ano e o apito ainda é o melhor jogador dos times do eixo.

Parabéns à Galoucura pela festa do povo no portão 6. Parabéns às torcidas Camisa 13, Movimento 105 Minutos, Fúria Alvinegra e Charanga do Galo por levantarem o portão 3, levando junto os portões 4 e 5.

No fim de semana teremos outro adversário com dívidas na caderneta de Lourdes. Depois partimos para o Mineirão, nosso salão de festas, com a certeza de que cada cadeira Alvinegra daquele estádio estará ocupada. Estaremos apoiando o treinador e esse grupo que fará de tudo para superar os desfalques.

Palmeiras, você pagou com traição a quem sempre lhe deu a mão, mas o Brasileiro fica melhor com times que possuem torcidas realmente apaixonadas. Boa sorte na luta contra o rebaixamento e volte sempre. O Horto te espera.

Fael Lima

ABRAÇO, MASSA!

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SAI QUE É SUA, BMG

Nelio Rodrigues  Divulgacao SAI QUE É SUA, BMG

Foto: Nélio Rodrigues

Na semana em que o Cam1sa Do2e realiza a eleição da camisa mais bonita de todos os tempos, analisando também os patrocinadores que ficaram em destaque nos modelos de cada temporada, o Ibope e o Lance! divulgaram uma pesquisa em que Atlético e BMG é a parceria mais lembrada pelos torcedores. Fluminense-Unimed, que estampa até as bandeiras de algumas torcidas, ficou em segundo.

Apesar de não agradar a todos os Atleticanos, o laranja do BMG é fundamental para os cofres do clube, já que as cifras seriam menores caso a sigla fosse de outra cor. Com o orçamento da temporada muito abaixo em relação às equipes do Rio e São Paulo, todo dinheiro é bem-vindo, mesmo que o anunciante seja verde, laranja, roxo com bolinhas amarelas…

Logo que entrou, Alexandre Kalil estipulou um valor para anunciar na camisa do Atlético e ninguém o convenceria a mudar de ideia sobre a quantidade de dígitos. Não aceitou anúncio para partidas isoladas ou qualquer outro acordo. Ficamos de camisa limpa em 2009, o que deixou o Manto lindo e a conta bancária às moscas.

Com a chegada do BMG em 2010 foi possível montar equipes mais fortes, disputar contratações com qualquer equipe do país e organizar o clube. A pesquisa Ibope/Lancenet! mostra que o Galo dá retorno para quem investe e valoriza ainda mais cada centímetro da camisa para 2015.

Ricardo Guimarães, você já viu que vale a pena investir por aqui, pois esse é o clube onde a torcida sabe quem patrocina, quem se destaca na base e até o nome do roupeiro, enquanto rivais sabem, no máximo, o penteado dos jogadores que consideram fofos. Misericórdia! Arranque esse escorpião do bolso e, junto com o Rubens Menin (MRV), ajude a tirar do papel o projeto do nosso estádio. A Arena BMG só depende de você.

Fael Lima

ABRAÇO, MASSA!

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DESDE 1908, O TIME DO POVO

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Foto: Centim Vicentim

Quando o Galo passou por um período sem títulos, os rivais diziam que o hábito de lotar estádio em jogos da base, comemorar aniversário do clube, entre outras atitudes da Massa, era simplesmente o reflexo da ausência de taças.

Vieram os títulos e nada mudou. BH parou no dia 25 de março com carreata e trio elétrico e o povo Alvinegro cantou na mesma intensidade com Ronaldinho em campo ou na final da Copa do Brasil Sub-17. Essa torcida ainda guarda uma essência diferente de tudo no futebol.

A velha cena se repetiu na final da Taça BH. Fila, cambistas, famílias inteiras subindo as ruas do Horto com bandeiras e o hino na ponta da língua. Se a camisa é listrada com preto e branco, então é Atlético, não a importa a idade de quem está com a chuteira no pé. Segunda, na escola, a criançada contará aos amigos que esteve no Independência e que um Galo Doido, muito doido, entrou em campo debaixo de muito barulho da arquibancada. Quem nunca repetiu na sala de aula a música que ouviu no jogo só para mostrar que é um “frequentador assíduo” de estádio?

Até a espera no ponto de ônibus durante a madrugada foi prazerosa para a nova geração de Atleticanos. Os mais velhos lamentando a derrota na final e as crianças perguntando quando eles voltarão ao Independência.

Que o Atlético não espere a próxima final das categorias de base para proporcionar momentos assim à torcida que esteve na arquibancada neste sábado. Precisamos de um estádio maior, do tamanho da nossa paixão, precisamos pensar no torcedor que gasta milhares de reais na empresa e naquele que apertou o orçamento da casa para comprar um pacote de alimento e garantiu o sorriso da família no sábado.

Pedimos aos dirigentes que pensem em parcerias entre o clube e escolas nos setores com baixa procura de ingressos durante a semana, preços acessíveis e ações que aproximem o Atlético e a Massa que vive por ele. Desde 1908, esse é o time do povo!

Fael Lima

ABRAÇO, MASSA!

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BELMIRO GANHA BANDEIRA COM SEU ROSTO E FALA SOBRE HOMENAGEM – “CORAÇÃO ACELEROU”

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Foto: Centim Vicentim

Funcionário do Atlético desde 1968, o massagista Belmiro foi homenageado pelo Movimento 105 Minutos na partida contra o Palmeiras, no Independência. A torcida fez uma bandeira com o rosto e o nome de Belmiro e pegou o funcionário do clube de surpresa.

“Eu entrei em campo com o Levir e foi ele quem me mostrou. Vi que a foto era minha, fui até o meio-campo e o Tardelli também comentou comigo. Achei que era até algo feito por parente, mas não vi conhecido por perto.” – comentou Belmiro.

Os jogadores parabenizaram e abraçaram o amigo, que não conteve a emoção.

“Pensei em tudo que eu procuro fazer pelo Galo há tanto tempo. O Lasmar me abraçou dizendo que eu era merecedor. O coração acelerou, fiquei emocionado.” – lembra o homenageado.

A ideia partiu do Atleticano Arthur Palhares, que faz parte do Movimento 105 Minutos. A torcida diz que a homenagem vale para todos os funcionários do Atlético que, assim como Belmiro, dedicam uma vida inteira ao clube.

 

Fael Lima

ABRAÇO, NAÇÃO!

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