Análise do jogo: Tricordiano 1 x 2 Atlético

Por:
18/03/2017 - 20:53

Com gol no fim do jogo, o Galo venceu o Tricordiano por 2 a 1 em partida disputada neste sábado (18), no Farião, em Divinópolis-MG. A vitória conquistada com gols de Fred e Rafael Moura manteve os 100% de aproveitamento do Atlético no Campeonato Mineiro.

Análise: Galo vence, mas ainda falta consistência

Na primeira etapa do jogo, o Atlético atuou bem. A equipe teve controle das ações da partida, jogando de forma objetiva e buscando o gol a todo momento.

A constante movimentação em campo fazia com que os jogadores alvinegros sempre tivessem opções de passe, o que possibilitou o controle da posse de bola por parte do Galo. Na altura dos 30 minutos do primeiro tempo, o Atlético chegou a ter 82,54% de posse de bola e terminou a primeira etapa com quatro finalizações certas, enquanto o Tricordiano teve apenas uma.

O Galo aproveitou bem as fragilidades técnicas e táticas mostradas pelo Tricordiano, que ofereceu espaços além de errar muito quando recuperava a bola. Aos 13 minutos, o time atleticano abriu o placar após boa jogada coletiva com participação de Marcos Rocha, Elias, Danilo e Fred, que balançou as redes pela 9ª vez no Mineiro, somando 11 gols nesta temporada.

A construção do gol atleticano teve como destaque a projeção de Marcos Rocha pelo centro do campo, algo que vem se tornando um padrão no time de Roger Machado. Tanto Rocha, quanto Fábio Santos, apesar de serem laterais, não se prendem aos lados do campo e também centralizam as jogadas, proporcionando troca de passes por dentro.

Mapa de calor mostra Marcos Rocha ocupando área central com intensidade / Fonte: Footstats

Em vantagem no placar, o time alvinegro seguiu aplicando um ritmo forte, seguindo em busca dos gols. A grande virtude do Galo foi imprimir um ritmo forte na marcação sob pressão na saída de bola do Tricordiano, o que ocasionou importantes chances de gol. Fred e Cazares tiveram as mais claras, mas pararam no arqueiro adversário.

Fonte: Footstats / Foto: Bruno Cantini

O segundo tempo do Atlético foi bem diferente. A começar pela saída de Fred, que sentiu dores no tornozelo, para a entrada de Rafael Moura. Não pela alteração no ataque, mas na segunda etapa o time alvinegro simplesmente parou de jogar.

A equipe de Roger reduziu a intensidade e perdeu o controle de jogo que tinha no primeiro tempo. Além de não ficar com a bola e consequentemente não criar chances para marcar, o Atlético perdeu capacidade de desarme e não conseguia armar contra-ataques.

O time do Tricordiano passou a trocar passes em busca do gol de empate e aos 18 minutos chegou lá. Jeferson Gomes teve tempo e espaço para ajeitar o corpo e arriscar chute de fora, empatando o jogo. Giovanni falhou, claro, mas o gol de empate da equipe adversária representou a queda de produção coletiva do time atleticano.

Após sofrer o gol, o Atlético tentou retomar o ritmo apresentado no primeiro tempo, voltando a atacar. Mas o time já não tinha a organização antes demonstrada e por isso as jogadas já não saíam com naturalidade. A equipe passou a abusar das jogadas de linha de fundo e cruzamento, que não surtiam efeito.

No final da partida, após bate e rebate na área, Rafael Moura conseguiu marcar, dando a vitória ao Atlético e salvando a atuação do time na segunda etapa.

Três pontos à parte, o Galo ainda se mostra uma equipe inconsistente dentro da partida. O time ainda está em processo de construção de um padrão de jogo e por isso ainda apresenta oscilações. Comportamentos reproduzidos em certa parte do jogo não são repetidos com regularidade. E quando o time muda de estratégia, quando como decidiu por apostar nos contra-ataques no segundo tempo, ainda não consegue ter segurança para realizar essa mudança de mentalidade.

O futebol é um processo e o Atlético ainda está em uma fase inicial de um novo trabalho, com muitas ideias de jogo a serem assimiladas. Naturalmente, muitas coisas ainda precisam ser solidificadas e corrigidas. O trabalho de Roger é árduo, com observação e correção dos erros ao longo da semana.

Enquanto isso, o Galo vai avançando no estadual, com classificação garantida, mas também buscando melhorar a qualidade de jogo para corresponder bem quando os desafios forem maiores.

Estatísticas do jogo

POSSE DE BOLA: Tricordiano - 42% | Atlético - 58%

FINALIZAÇÕES: Tricordiano - 3 (certas) e 5 (erradas) | Atlético - 6 (certas) e 12 (erradas)

PASSES: Tricordiano - 250 (certos) e 24 (errrados) | Atlético - 388 (certos) e 47 (errados)

CRUZAMENTOS: Tricordiano - 3 (certos) e 11 (errados) | Atlético - 5 (certos) e 21 (errados)

DESARMES: Tricordiano - 11 | Atlético - 10

LANÇAMENTOS: Tricordiano - 22 (certos) e 21 (errados) | Atlético - 11 (certos) e 24 (errados)

FALTAS: Tricordiano - 10 | Atlético - 14

ESCANTEIOS: Tricordiano - 1 | Atlético - 5

Melhores momentos

Ficha técnica

TRICORDIANO 1 X 2 ATLÉTICO

Motivo: 8ª rodada da fase de classificação do Campeonato Mineiro
Estádio: Farião, em Divinópolis
Data: 18 de março de 2016
Árbitragem: Jerferson Antônio da Costa (árbitro) e Luiz Antônio Barbosa e Wellington Pereira Neto (assistentes)
ATLÉTICO: Giovanni; Marcos Rocha, Felipe Santana, Gabriel e Fábio Santos; Rafael Carioca, Elias (Clayton), Otero, Cazares e Danilo (Luan); Fred (Rafael Moura). Técnico: Roger Machado.
Gols: Fred, 13' do 1ºT, Rafael Moura, 46' do 2ºT (GALO); Jeferson, 18' do 2ºT