Notas, prosas, fofocas e lorotas

Sem chance alguma de classificar para a Libertadores da América 2010 e jogando para cumprir tabela, o Galo vê o mês de dezembro começar em tom de férias.

E férias no futebol é sinônimo de notícias bombásticas, especulações, compras, vendas, empréstimos e demais gambiarras esportivas. Como vivemos na geração notícia virtual, a velocidade e a forma com que a informação chega ao público passou por uma mutação considerável.
Bom exemplo disso é o Atlético, onde notícia segura agora é via Twitter do Presidente Alexandre Kalil, que achou uma forma de se comunicar diretamente com a grande torcida que o apoia. Outros personagens surgiram no mundo do Orkut e Twitter, algumas caras conhecidas na torcida, outros em tom de brincadeira e mistério, como um tal Velocipedi_man que anda desbancando muito jornalista com suas notícias em primeira mão.

Entre idas e vindas de informações, prosas e fofocas, alguns nomes já são falados em negociações ou interesses para o planejamento Galo 2010, que não sofrerá alteração, pois segundo o Presidente Kalil, o dinheiro da Libertadores pouco influenciaria no orçamento anual.
Lincoln e Belleti, dois jogadores que já passaram por aqui, foram muito citados na última semana como possíveis reforços, mas o primeiro nome estaria mais viável, e alguns acreditam que o negócio já esteja fechado, faltando somente o anúncio oficial.
Outro que anda visitando muito Belo Horizonte, e conversando demais com gente do clube é o ex zagueiro atleticano Lima, que em 2006 teve como treinador o competente Levir Culpi… mas…. passemos para o próximo parágrafo.

Muitos temem que a barca gremista pró Celso Roth desembarque aqui, caso o treinador continue em terras alvinegras. O falastrão Souza, Tcheco, Jadilson, entre outros, são nomes que surgem para deixar a torcida atleticana preocupada. Se os filhos virem, o pai fica.
É torcer para que Tcheco tenha realmente assinado com o Corinthians, e desista da idéia de viver em Minas.
De saída da Cidade do Galo a lista é grande: Thiago Feltri, Alessandro, Renteria, Pedro Oldoni, Aranha, Junior, Éder Luís por hora são os que devem dar à Cidade do Galo.
Ontem em Portugal, Éder Luís foi o principal nome citado no Clube do Porto. No domingo pela manhã o Cam1sa Do2e foi “invadido” por dezenas de visitas de portugueses que procuravam no Google por um tal Éder Luís, as visitas se multiplicaram na segunda e pouco tempo depois era oficial que o Atlético e o Porto realmente trocaram alguns vocábulos sobre o atacante.
Assim os portugueses definiram Éder na imprensa:
“O FC Porto está interessado em Éder Luís, do Atlético Mineiro. Éder Luís é um extremo rápido com 1,69, mas goleador…” “…Este ano regressou a Minas Gerais, revelando-se um dos grandes atacantes do campeonato. “
Tá ok, vamos evitar comentários para que seja uma venda rápida!

Procurado para
falar sobre o jogador, Emerson Leão, o mesmo rei da selva que passou por aqui no início no ano, elogiou Éder e disse que o indicaria para qualquer clube.
A má notícia é que Leão também falou muito bem de Diego Tardelli, que despertou interesse do Benfica.
Como diria o homem das amígdalas tremulantes, Galvão Bueno: Haja coração amigo! As férias estão só começando.
E antes que me chamem de Nelson Rubens, eu digo que sou o pombo correio dele.
Ok! Ok! Você foi visto….
ABRAÇO NAÇÃO!

Deserto

Se eu tivesse dado um salto em minha vida e não vivesse o último ano, não acreditaria se alguém me contasse como foram esses últimos doze meses.

O erro da torcida em pedir Leão, o erro de Kalil em insistir em Celso Roth o erro dos ventos no futebol que nunca sopram para nosso lado. Ainda que tenhamos errado bem menos que nos últimos anos, a tragédia não foi menor.
Esse deserto que caminhamos por 40 anos parecia ter chegado ao fim em 2009, mas era uma miragem de oásis que mais uma vez deixa essa torcida sedenta de títulos. Até quando conseguiremos viver no Egito eu não sei, mas diante desse Mar Vermelho que não mostra sinais de que irá abrir, a esperança pode não ser eterna.

A nova geração está quase toda perdida, reduzindo drasticamente a cada ano, e nós nada podemos fazer para converter as crianças ao atleticanismo. Hoje elas chegarão nas escolas, e assim como nos últimos anos, verão torcidas multicolores a gritar e a comemorar enquanto elas arrastarão a fé de ver seu Galo campeão por anos e anos.
E quando chegarem em casa verão seus pais com o olhos cansados, cientes de que talvez seja melhor não converter aos filhos à essa paixão para que não se repita os tantos dias de tristeza que viveu o pai.

Esse deserto não pode ser infinito. Continuaremos caminhando enquanto houver forças nesse sofrido coração alvinegro.
Ano que vem muitos desses amarelões não estarão mais dentro de campo OU NA ÁREA TÉCNICA, e pode ser que em uma dessas mudanças nesses tantos anos que virão, o deserto chegue ao fim.
Essa torcida tem amor inegável ao clube, mas decepção é algo difícil de cicatrizar.
Kalil, tome o teu cajado e separe nesse mar as águas puras das impuras, sendo assim é questão de tempo para que avistemos a Terra Prometida.

ABRAÇO NAÇÃO!

ADEUS 2009

Já que o Campeonato acabou, não vou escrever aqui até a cabeça esfriar. Se falar aqui o que penso, xingarei até a quinta geração de Celso Roth e Cia LTDa.
E ainda questionam o motivo da nossa torcida ficar cada vez mais desmotivada. Pena eu tenho é da nova geração.
Pra não falar que hoje sou só mal humor, postarei aqui os “melhores momentos” do Twitter Cam1sa Do2e durante o jogo.
www.twitter.com/cam1sado2e

O que é pior: Torcer pro Sport e saber que vai perder ou torcer pro Galo e sonhar que vai ganhar?
Imagina a tristeza da esposa do Roth. Ele fode tudo em 3 minutos.
Feltri e Cazalberto desfalcam o Corinthians no próximo domingo.
Renan fratura o braço e continua em campo. GRandes coisas o Roth fraturou o cérebro e é técnico.
Números do jogo: 3 gatorade do Feltri, 2 canetas do Éder nele mesmo, 4 desarmes do Renan pra cima do Tardelli
Aguardem pois ano que vem é Obina e Roth.
Os cruzeirenses invejando nossa Cam1sa Do2e, prometem mostrar que são 2x maiores que nós e irão imortalizar a camisa 24
Feliz é o @alexandrekalil que pode beber uísque. E eu que vou afogar as mágoas em pinga velha..
A torcida do São Paulo promete meter ovos nos jogadores na chegada. Rycharlysson lamenta não ter viajado.
Nota de corte na UFMG: 46 pontos. Nota de corte para técnico 56 pontos.

Renteria já tem uma boa proposta do grupo É o Tchan e deve ficar no Brasil.
Melhor em campo pelo Galo. Massagista Bel, que armou criou 2 lesões, defendeu 4 simulações e jogou 6 garrafinhas pro alto.
A esperança para a faixa de Gaza é levar o Galo para jogar por lá. O Atlético dá esperança para todo mundo.
Se entre 783 times registrados no Brasil, você decidiu torcer pro Galo. Agora se vira!
Como diria a música: “Volta, vem viver outra vez ao meu lado”

Feltri suspenso.. Nem tudo é tristeza
Quem tem pena do povo da África é pq não conhece a torcida do Galo.

E uma foto que mostra bem a atenção dos jogadores nesse treinador.

Acordados por um sonho bom

Hoje eu estou sem inspiração alguma para escrever hoje. Já tentei começar esse texto de “N” formas, mas nenhuma foi adiante, pois o que eu diria hoje estava definido há uns 4 meses.

Hoje seria o texto da pré-final onde ia começar a festa, a cachaça e a comemoração antes da semana que antecederia o título.
Seria contra o Palmeiras que eu pensava em fazer uma grande festa na cidade, daquelas de parar tudo e entrar para a história. Hoje a cidade está calada, totalmente muda, como se sofresse mais que eu pelo adiamento da festa.
Nesses meses de espera pelo jogo deste domingo, eu perdi tantas noite de sono que aprendi a ter os mais belos sonhos enquanto estava acordado.
Nas madrugadas eu podia ver a Galoucura na estrada voltando de São Paulo gritando é Campeão de cidade em cidade, também vi o Movimento 105 esperando o time campeão no aeroporto e os conduzindo ao carro de Bombeiros. Muitos de nós nem conseguiriam chegar ao jogo contra o Corinthians após 1 semana de comemoração.
Passaram se as horas, as noites e as madrugadas de sonhos, e os raios de sol da manhã queimaram os planos dourados desse 29 de novembro.

Por mais que conquistemos uma vaga para a Libertadores 2010, por mais que o time consiga duas vitórias nos jogos que restam, ficará a sensação que esse time não alcançou a perfeição que seu potencial permitia.
Perfeição que, nas passagens bíblicas, é representada pelo número 7, e nas madrugadas acordado, meus cálculos perceberam que o jogo contra o Palmeiras seria no dia 29 e 9-2=7, assim como o dia após o jogo contra o Corinthians, onde Bh estaria em feriado alvinegro em pleno 7 de dezembro de 2009, que em nova subtração traria novamente o 7.

As últimas noites têm sido de sono tranquilo e amargo, pois a partir do momento que o time perdeu a tal perfeição e a mágica que o embalava nos jogos, as chances de ser campeão diminuiram e minha ansiedade noturna se estabilizou.
E que manias estranhas tem o torcedor atleticano. Sinto falta hoje das madrugadas sem dormir a pensar no título, a cidade está em paz e eu abro a janela pensando nos foguetes que eu já estaria soltando essa hora.
E ao abrir a janela, percebi que não perdi a inspiração para escrever esse texto, é só o coração que não sabe expressar o quanto ainda está cheio de sonhos. E me encontro perdendo o sono mais uma vez, percebendo que não é impossível e que no fundo todo atleticano ainda acredita.
E ao raiar do dia, dormindo ou não, ganhando ou não, acima de qualquer sonho ou esperança, o atleticano ainda estará com sua camisa, sua bandeira e seus planos aguardando com ansiedade as noites dos próximos 7.777 anos. Nesse mundo onde a perfeição maior é ser atleticano.


ABRAÇO NAÇÃO!

Tudo pelo Galo

No dia 30 de novembro de 2005, ainda cabisbaixo devido ao rebaixamento, resolvi soltar uma frase em tom de promessa: “Se meu Galo voltar, eu faço uma crista de Galo na cabeça e vou de carona pra Bh de cidade em cidade!” Seria simples pois era tacar uma tinta vermelha e caroneiro eu já sou de muitos anos… ME ENGANEI.

Por ironia do destino foi no dia 29 de julho, dia do meu aniversário, que o Atlético enfrentou a Portuguesa no Mineirão. E com um gol aos 51 minutos do segundo tempo, com zagueiro jogando como goleiro, o Galo mostrou que o 14º lugar não era pra ele e Levir e sua turma começaram uma arrancada que me fez preparar o dedão pra esticá-lo na estrada.

Vitória após vitória eu fui planejando minha rota e procurando algum maluco que me acompanhasse para ter testemunha de histórias e alguém para sofrer junto. E meu brother Fabrício foi quem vestiu a camisa comigo e marcou a data dizendo. “Vamo que vamo que o Galo não pode parar”.
A confiança aumentou tanto que antes mesmo da ascenção e o titulo se confirmarem, nós fomos pagar a promessa, já no jogo contra o Paysandu.

Já de cabelo ruivo e moicano, ao melhor estilo crista de Galo eu esperava o Fabrício numa BR quente em frente à uma estátua enorme do Menino Maluquinho, e pensando, malucos somos nós.
Saindo do trabalho, Fabrício e eu começamos a levantar o dedo e a implorar às vezes para sair logo de um asfalto com temperatura de deserto. E fomos passando por Bom Jesus do Galho, Raul Soares, São Pedro dos Ferros, Rio Casca e Ponte Nova. Mesmo se encontrasse uma carona até Belo Horizonte, teríamos que descer de cidade em cidade como foi prometido.
E em diferentes figuras de motoristas, ficamos sabendo que o Alterosa Esporte havia anunciado nossa meta e pediram aos motoristas da rota que parassem para 2 atleticanos com a camisa “Vamos subir Galôôôô”.

E as dificuldades que imaginávamos que encontraríamos, vieram em Ponte nova, onde atravessamos a cidade à pé debaixo de um temporal. Nem o céu azul com calor infernal nos impediu na tarde, a chuva da noite não nos faria voltar atrás.
Dormimos parte da noite em uma praça e depois fomos para uma rodoviária, onde começamos a sonhar como seria o dia seguinte.
Fomos até onde conseguimos, mas a fome chegou com força maior no fim da madrugada, então a chance de entrar em um transporte pirata se uniu ao cansaço e exaustão. Infelizmente não fizemos todo o planejamento, mas estávamos orgulhosos.

Na chegada ao CT, o dia não havia clareado totalmente quando os funcionários nos avisaram que não poderíamos entrar sem ter agendado com antecedência. Deitados na grama, decepcionados, vimos chegar inúmeros carros de torcedores que haviam agendado visita e alguns nos reconheceram do aviso no Alterosa Esporte. Os mesmo fizeram pressão na portaria, e com a força da Massa, entramos para o treino.
Durante a visita pedíamos máquinas emprestadas para fotos com alguns jogadores, já que não possuíamos nenhuma e até a Globo mostrou nossa história no Globo Esporte.

Foi essa matéria que salvou nossa pele, pois através dela conseguimos alimentos, lugar para dormir e como voltar para casa.
O Atlético de 2006 venceu aquele jogo, foi campeão e mostrou que a Primeira que é seu lugar, uma história apaixonante. E apaixonante foi o show nas arquibancadas que me fez ver que todo sofrimento, luta e esforço não é maior que essa paixão. E pelo Galo eu vou de carona, à pé ou voando, se for preciso….

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ABRAÇO NAÇÃO!

Havia um lugar e eu escolhi colocar o Atlético nele.

Havia um time.
E um campo de futebol.
Um estádio. O maior do mundo atleticano.
E havia uma forma, uma medida, aprendizados e tropeços.
E havia uma rua suja, com galhos secos.
E tinha um vento apagando a vela. E uma fogueira também.
Uma máquina que não funcionava.
Uma descoberta antiga.
E a minha fé, o meu amor, as minhas esperas.
O contentamento… uma luta e uma batalha perdidas.
Havia um tempo honesto
Confiante mas cheio de riscos.
Havia um sonho que ainda persegue.
Havia um lugar e eu escolhi colocar o Atlético nele.
Porque eu tenho um mundo alvinegro e decidi agitar qualquer movimento.
E eu desejaria 6 bilhões de atleticanos.
Poderia?

Araceli Sousa
http://www.movimento105.com/