Não é só para colocar chapéu

Não se passaram nem sete dias e, pela segunda vez, aqui estou eu para tentar entender o comportamento da Massa novamente. Talvez a solução seja psicólogo, psiquiatra, psicanalista – Falo dessa necessidade pra mim e pra Massa!

Estamos em uma semana de decisão, jogaremos por um empate para assegurar mais uma taça para a Sede de Lourdes e tudo que ouço nas ruas envolve Levir Culpi, Forlan ou qualquer outro nome que dê audiência e venda muitos jornais.

Também não aguento depender de Serginho ou Réver armando jogadas e aquele olhar triste do Cuca me deixa depressivo, mas será esse o momento ideal para cogitar nomes?

Caso aconteça uma tragédia no domingo, antes que todos os Atleticanos deixem o estádio, frases como – “Não era hora pra falar em outro treinador” ou “O time fez isso porque não quer astro de salário milionário.” – poderão ser ouvidas nos corredores.

Sabe quem vai pagar o pato? Alexandre Kalil. Eu adoro bater nesse turco, mas quando ele merece. Sim, ele merece sempre, mas vamos ser racionais – Quem compra os jornais? – Quem pesquisa especulações infundadas na internet nos últimos dias? – Quem coloca Forlan como um salvador da pátria e pressiona a diretoria até mesmo a um negócio inviável para o clube? – Somos nós!

Talvez estejamos nessa situação desesperadora pelos times que o Atlético montou ou pela falta de um pulso firme da diretoria com os frouxos que jogam por aqui atualmente, mas então cobremos pelo motivo correto.

Quando estou com contas atrasadas, mal humorado, quando durmo mal, quando me atraso, sempre desconto no turco rabugento que um dia descontou em outros presidentes. Mas se o técnico não tiver motivação para a palestra antes da final ou os jogadores não sentirem que são capazes de trazer o título para o lado alvinegro, chegue em frente ao espelho na segunda e diga: Você é o culpado!

Cabeça no lugar, Massa! Sempre fomos o coração desse time e agora precisamos ser o cérebro.

Fael Lima

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‘Vamo que vamo’ – Retrospectiva semestral

O fim e o início se aproximam, o fim do Campeonato Mineiro e todas as suas ilusões e o inicio do Campeonato Brasileiro e todos os seus temores.

O time permanece invicto no estadual e está na final, motivos mais do que suficientes para comemorar sem ter amanhã, certo? Errado, não vou agir como a grande parte pessimista dos torcedores, valorizo o Mineiro, por que sou mineira, se fosse paulista valorizaria o paulista, se fosse o carioca, seria o carioca e assim por diante. Quero ser campeão do “ruralzão” porque é a esse mundo que pertenço.

Não vou menosprezar a campanha do Atlético, chegar na final pode até ser mais que obrigação, mas esse ano tivemos muitos exemplos aqui e fora do estado de times que não cumpriram com seu dever de se destacar em meio aos pequenos. A quebra de ilusões vem do fato que mesmo segurando a invencibilidade tivemos dificuldades para transpor barreiras mínimas perto das que encontraremos pela frente.

Como chegamos ao fim do primeiro semestre, vou expor aqui minha retrospectiva sobre os mais atuantes nesse período.

Renan Ribeiro continua a procurar dentro dele o menino que ele foi, para um dia ser o homem que esperamos que ele seja, muitos nomes midiáticos vem sendo sugeridos para ocupar o seu lugar, mas Giovanni tem se mostrado fiel ao compromisso de tentar fazer o seu melhor, e pra quem entrou bem no meio do tiroteio, ele tem escapado bem das balas e bolas lançadas em sua direção.

Réver manteve a sua braçadeira e a sua titularidade absoluta, a sua atuação ao lado do Lima parece ter dado liga. Rafael Marques vem mostrando que foi um bom investimento e me fez esquecer o pernalonga Leonardo Silva. Me arrisco a dizer que com Réver, Rafael Marques e Lima temos uma das melhores zagas do Brasil. Duvidam? Reparem a do vizinho…

Marcos Rocha iniciou a temporada com fome de jogo, fome de MASSA, mas agora parece que comeu demais e anda meio sonolento, como se ainda fizesse parte do país das maravilhas, “Sai coelho desse corpo que não te pertence”.

Richarlyson foi o único que se manteve estável, mas não se engane, afinal um câncer em situação estável ainda sim é um câncer e precisa ser tratado ou retirado para que o corpo não padeça. Não é nada pessoal, é questão de competência mesmo, ou você tem ou você não tem e Richarlyson definitivamente não tem.

Leandro Donizete e Escudeiro é a raça com a boa intenção; Leandro se entrega a cada partida, arrisca passes, acompanha as jogadas. Escudeiro tem um peso nos pés e outro na tatuagem, e apesar das boas intenções vem mantendo a história de estrangeiros água com açúcar no Galo.

Fillipe Soutto é o típico jogador do século 21, inteligente, equilibrado trata a bola com respeito e a mantém no pé até analisar muito bem o que fazer com ela, sabe diferenciar chute de passe e precisão de sorte.

Pierre? Eu desconheço jogador mais Galo que ele, exibe uma raça da alma, é o jogador que mais me passa segurança, para a jogada, chama a responsabilidade pra ele e ainda é responsável por tirar satisfação com aqueles que falam o nosso nome em vão.

Bernard sentiu a responsabilidade de ser destaque e caiu de produção, talvez seu maior defeito seja querer mostrar serviço demais e sozinho, confio em sua qualidade, ele precisa mesmo é trabalhar sua autoconfiança.

Berola é o jogador que representa a nossa fé em meio ao desespero, a sua entrada na partida sempre acende uma ponta de esperança, seja por 10, 15,20 minutos, nunca passa despercebido, pode ser um jogador de pelada, mas se eu estivesse tirando o par ou ímpar nessa brincadeira eu o queria atuando no meu time.

André melhorou a pontaria e deu uma garibada na sorte, tenho certeza que ainda tem muito futebol a mostrar. Talvez seja a hora de começarmos a enxergá-lo como jogador do Atlético e não como ex-jogador do Santos, é outro time completamente diferente ou existe por aqui alguém que lhe dê um passe como um tal de Paulo Henrique Ganso dava?

Guilherme, este é o responsável por uma bolha na ponta da minha língua, duvidei da sua qualidade e competência. Hoje o reconheço como um jogador referência, com visão de jogo diferenciada e é sem dúvida imprescindível ao Galo e à minha saúde, lhe falta Atleticanismo, mas lhe sobra profissionalismo.

Domingo seremos campeões com esse time, um time longe da perfeição, em um campeonato longe de pertencer à elite. Ainda faltam muitas peças nesse quebra cabeça e apesar de toda expectativa criada, é melhor esperar pra ver.

De imediato, a única coisa que me interessa é estragar o centenário do Mequinha.

Ah! Dizem que o Danilinho está “voltando”, pudera ser pra jogar bola e não pra esperar a aposentadoria. Vamos esperar ele “voltar “do México para avaliar suas reais intenções.

Fotos: Bruno Cantini

“Vamo que vamo ser campeão Galo!”

Kelly Souza

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Resultado da enquete – Cuca

Fotos: Bruno Cantini

Como você avalia o trabalho do técnico Cuca até o momento?

Reprovado. Até hoje não mostrou qualidade para trabalhar no Atlético. 37.58%  (62 Votos)

Foi bem em 2011, mas não repete os bons resultados em 2012. 36.36%  (60 Votos)

Aprovado. Faz um bom trabalho, desde 2011. 22.42%  (37 Votos)

Não vinha bem em 2011, mas apresenta um bom trabalho em 2012. 3.64%  (6 Votos)

Total de Votos: 165

Podemos dizer que houve um empate técnico entre as duas primeiras posições. Até a eliminação na Copa do Brasil, a opção que aprovava o trabalho do treinador, pelo menos em 2011, liderava, mas bastou um golzinho do Goiás e um do América para que a rejeição do treinador aumentasse.

Na semana em que surgem boatos de outros treinadores próximos da Cidade do Galo, a última esperança de Cuca é a taça.

Vote na nova enquete, que fica na barra lateral do blog - Qual mudança é necessária no Independência ?

 

Fael Lima

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Atleticano Nota 12 – Dia das Mães

O Atleticano Nota 12 traz hoje um trabalho que procura eternizar o amor dos pais pelos filhos e desses pelo Galo. A ideia surgiu em 2011, para homenagear o lado ‘y’ da família alvinegra, os pais corujas.

Nesse mês de maio, os retratos exibidos em dvd’s nas lojas do Atlético são das mães e filhos, que, juntos, atribuem a paixão pelo lado preto e branco de suas origens.

As fotos são de Araceli Souza, natural de João Monlevade, que fez os registros também em sua cidade natal. Participaram dessa homenagem familiares, amigos, além de Atleticanos indicados por pessoas que sabiam de lares que, literalmente, levavam o Galo na Veia de geração em geração.

Abaixo, um registro da própria Araceli sobre o que a fotografia e essa experiência junto aos outros torcedores significaram para ela:

“Penso que a fotografia nos agrada dia e noite. Aliás, eu tenho certeza. Logo você conhece uma, duas, três pessoas sensacionais e tudo muda. O sentimento que pouco sentimos se intensifica, quase tudo fica bonito demais e a gente quer mais é viver ao lado dessas pessoas. Porque a fotografia nos aproxima.”

“E nesse caso, de uma maneira especial, porque registrar não só um amor, mas vários tipos dele, em imagens que envolveram mães, filhos e o Galo, misturou lógica, razão e muitos corações escudados.”

“Na hora dos registros, me senti cercada de gente boa, desejando que a sua vida encontrasse um lugar ainda mais legal para nos encaminhar. E se não for no mundo da fotografia, que seja ainda um melhor que ele – o Alvinegro.”

Fael Lima

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Muita Massa pra pouco estádio

Imagens: Tv Galo

O mundo do Atlético não se limita aos estádios quando a bola está rolando. Alguns gostam das informações sobre o treino, sobre o penteado do atacante ou especulações sobre possíveis reforços. Confesso que até leio as principais notícias sobre esses assuntos, exceto a do penteado, mas minha praia é o mundo da torcida, e repito, um universo que é fantástico também quando a bola para de rolar.

Fiquei até as quatro da madrugada no computador preparando publicações para o blog e esperando que o frio desse uma trégua para que eu fosse até a fila de ingressos, pois as informações e fotos que chegavam mostravam uma fila que não parava de crescer. O frio abriu o placar e não consegui virar o jogo, cochilando até que o sol aparecesse.

Quando cheguei na Sede de Lourdes, às 9 da manhã, a fila já dobrava as esquinas da Olegário Maciel, Gonçalves Dias, Rio Grande do Sul e Bernardo Guimarães. A turma da frente fazendo piadas para distrair o sono, os intermediários reclamando dos cambistas e pessoas da fila que deixavam pessoas entrarem na frente de todos, os últimos com um olhar no vazio, querendo não acreditar que um ingresso seria quase impossível.

Lucas Vinícius, 17 anos, estava na fila desde as quatro da madrugada para garantir os ingressos de amigos e parentes. Apesar de estar confiante no título, o Atleticano revelou mágoa com o atual time e disse que irá apoiar durante todo o jogo, pois é o Galo em campo.

Outro que goleou o frio e foi Obertan Matos, 25 anos, que veio da cidade de Caeté para tentar conseguir ingressos da caravana que pretende fazer no domingo. Ele lamenta não haver uma forma de garantir ingresso para caravanas, como acontecia no passado, a solução foi pedir ajuda de quem compraria menos de 5 ingressos.

Os dois conseguiram seus ingressos e deixaram a Sede com um sorriso humilhante para o frio da madrugada. Porém, à medida que chegavam as informações de outros pontos de venda, com ingressos se esgotando em quase todos os setores, a apreensão tomava conta da fila.

Muitos Atleticanos que estavam com dinheiro contado para meia-entrada e setores mais baratos deixaram a fila sem acreditar que ficariam de fora da final do Mineiro.

Tudo isso faz parte do mundo do Atleticano, que hoje dormirá imaginando o gol do título, o grito de campeão sendo ecoado novamente pelos Alvinegros que dormiram na fila e pelos outros milhões espalhados pelos continentes desse mundo.

É muita Massa pra pouco estádio!

Fael Lima

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Fotos: Super Esportes

Diário do torcedor – Cadê a Raça?

Nosso Clube Atlético Mineiro sempre foi conhecido por ser um time onde seus jogadores doavam a vida nos jogos, sempre davam raça e não desistiam de nenhum lance. Pena que essa história vem ficando para trás.

Nesse ano, vimos por muitas vezes, mesmo quando estávamos com o resultado favorável, a torcida entoando o grito de “Eu quero raça” nas arquibancadas da Arena do Jacaré, da Arena do Galo (vulgo Independência) e dos estádios do interior. Infelizmente, esse fato vem ocorrendo por diversas vezes nos últimos anos.

A Massa, que ficou acostumada com jogadores raçudos que se doavam dentro de campo, buscando honrar a camisa e a tradição alvinegra acima de qualquer vaidade, fica com um sentimento de que falta algo, de que falta uma vontade de vencer. Esse sentimento cresce ainda mais quando se vê os jogadores que hoje em dia estão “representando” o Galo.

A tão característica raça da camisa alvinegra não vem sendo honrada verdadeiramente há muito tempo. No elenco de hoje, não vemos ninguém que se doe integralmente ao Atlético. Claro que alguns jogadores fazem algumas partidas com raça e vontade de vencer, como Pierre e Lima (infelizmente foram os dois únicos jogadores que consegui colocar nesse texto), mas nada comparado ao que a Massa já pôde presenciar em décadas passadas, com grandes esquadrões que colocavam a camisa Atleticana acima de qualquer coisa dentro das quatro linhas.

Nesses últimos anos, temos assistido jogadores andando em campo, quando muito fazem, pois alguns simplesmente ficam parados esperando um milagre acontecer. No elenco atual vemos jogadores sem vontade alguma de disputar uma jogada pelo Atlético. Vemos jogadores que pensam que fazem um favor à Massa Atleticana, jogando pelo clube. Não é bem assim.

Historicamente, o Atlético é um time de raça, de vontade, de doação em campo, e não esse time que estamos vendo. Precisamos de uma reformulação ou no elenco ou no psicológico desses jogadores. Precisamos de vontade. Precisamos querer vencer. De jogadores sem gana e sem apetite de vitória, já nos basta 2004, 2005, 2008, 2010 e 2011.

A Massa Atleticana está cansada. Queremos quem queira estar no Galo.

 Lucas Alves

@lucasalves32

Galo Digital

Foto: Bruno Cantini