Independência – A primeira impressão

O primeiro jogo com grande público no Independência serviu como teste para os funcionários, segurança, organização na entrada e saída, entre outros detalhes.

Para chegar ao estádio, Atleticanos pediam informações a moradores, pois alguns não sabiam sequer o ponto de ônibus onde parar. Alguns procuravam bares próximos, para o tradicional bate papo antes da partida e quem queria somente a cervejinha encontrou a Vigilância Sanitária levando mercadorias dos vendedores ambulantes. Cambistas agiam livremente, compravam, vendiam e trocavam ingressos e, por incrível que pareça, davam as melhores informações sobre ruas e portões.

Filas se formavam a esmo e chegavam a virar o quarteirão devido à lentidão em alguns portões, como o 5, da rua Pitangui. Usando grades para tentar organizar o fim da fila, muitas vezes os policiais simplesmente fechavam a entrada e toda a fila se desfazia, levando a fila para outro lugar, o que gerava mais confusão.

Em frente aos portões 5 e 6, ainda na rua Pitangui, alguns torcedores impacientes com a desordem começaram a derrubar as grades que separavam as filas. Várias pessoas aproveitaram para entrar na frente, o que causou revolta em quem estava há mais tempo na entrada.

Percebendo que o jogo começaria com uma multidão do lado de fora, a solução foi retirar as catracas. No portão 5, somente um funcionário recolhia os ingressos e os guardava no bolso. Passei sem entregar o ingresso para testar a eficiência da entrada e não fui barrado em momento algum. Dentro do estádio, a correria continuou para encontrar a arquibancada, pois alguns setores estavam fechados com grades.

Na saída, dificuldade para passar entre as cadeiras e porta-corpos nos corredores mais longos. Para finalizar, ao voltar para casa, alguns Atleticanos que deixaram seus carros estacionados nas ruas próximas, recebiam a notícia do reboque. Quem esperava ônibus nos pontos próximos, passou por um teste de paciência, pois poucas linhas funcionavam no horário.

Esperamos que a cada jogo os erros sejam corrigidos para a alegria do Atleticano, pelo menos fora do campo.

Fael Lima

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Atlético 2×1 Goiás – Vídeos (parte 2)

Força Jovem

Hino

Vou festejar

Atlético, gostamos muito de você 

Atlético 2×1 Goiás – Vídeos (parte 1)

Galoucura chegando

Início do jogo

Show de fogos

Torcida após primeiro gol

A briga é nossa

Fotos: Bruno Cantini

Na saída, vi somente algumas pessoas vendendo o ingresso da final de domingo, creio que se arrependerão amanhã, mas hoje elas queriam ter a sensação que deram um ponto final no apoio ao atual time. Não encontrei a lágrima que aparecia no rosto do Atleticano nessas situações, talvez por estarem esperando a eliminação. Como o Atlético não gosta de causar decepção pequena, abriu dois gols para encher de confiança até o mais incrédulo da noite.

O incrédulo passou a crer, cantou, gritou o nome até dos jogadores que ele queria longe do Galo, como se eles ouvissem. Fosse o ronco do motor de um carro importado, ouviriam, fosse o som de uma boate, ouviriam, mas era a Massa do Galo, e pra eles, Atlético e torcida estão em segundo, terceiro, ou talvez nem estejam em plano algum.

A culpa é da imprensa, a culpa é da torcida, a culpa é do azar. A vaidade que nunca nos pertenceu chegou até nosso reino e como não reagimos no início, ela se apoderou das nossas camisas através dos cidadãos que as vestem. Ninguém erra, sempre perdemos por um detalhe, todos sabem da qualidade do time. Enquanto passamos noites em claro, sem saber por que isso acontece somente com o Atlético, eles dormem tranquilos, pois carregam a certeza que são os melhores.

Domingo entraremos pelos mesmos portões, com a mesma esperança, com a mesma sede por vitórias. Fazemos isso, pois em campo está a camisa do Atlético e o que nos resta é ignorar quem a veste e quem a administra.

Esperar por novos tempos ou novas atitudes pode levar tempo, o que exclui a hipótese de não ir aos jogos. O Atlético ainda é meu vício, e por mais que haja efeitos colaterais, não quero ficar livre dele.

A última gota de esperança da torcida é a própria torcida, portanto, por mais que estejamos decepcionados hoje, façamos a diferença nas duas próximas semanas. Vamos garantir a história do Galo, pois, para nossa sorte, amanhã essas camisas estarão em outras mãos.

Fael Lima

ABRAÇO NAÇÃO!

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A regra é clara, a lei também – Suspensão e prorrogação do contrato especial de trabalho desportivo

Saudações alvinegras!

Hoje falarei acerca da suspensão e prorrogação automática do contrato especial de trabalho desportivo.

O Contrato ficará suspenso nos casos em que o atleta não prestar serviços e o empregador não tiver obrigação de pagar seus salários, não se computando o tempo de paralisação como tempo de serviço. São exemplos de suspensão: o afastamento por doença, após os primeiros 15 (quinze) dias; a licença sem remuneração; as suspensões disciplinares, entre outros.

O contrato especial de trabalho desportivo ficará suspenso após 15 dias de afastamento do atleta por enfermidade, cabendo ao INSS o pagamento do auxílio doença, na forma da legislação previdenciária, desobrigando o clube do pagamento dos salários durante o período de suspensão. Será suspenso também o contrato, em caso de suspensão do atleta pela federação, confederação ou clube, desde que o impossibilite de prestar serviços ao clube, impedindo-o, inclusive, de treinar.

A “Lei Pelé” prevê uma forma especial de suspensão do contrato de trabalho desportivo. Determina que, em caso de convocação para seleção, quem deverá arcar com os encargos previstos no contrato de trabalho é a entidade convocadora. O clube deverá pagar normalmente o salário ao jogador convocado mas, receberá, da entidade convocadora, o valor referente aos salários pagos ao atleta, durante o período de convocação, a titulo de indenização.

A Lei 12.395/11 também acrescentou à “Lei Pelé” uma nova modalidade de suspensão do contrato especial de trabalho desportivo. O clube poderá suspender o contrato de trabalho do atleta quando este ficar impedido de atuar, por prazo ininterrupto superior a 90 dias, em decorrência de atitudes fora da relação de emprego, de responsabilidade exclusiva do jogador, desobrigando, assim, a entidade de prática desportiva do pagamento da remuneração nesse período. Nesse contexto podemos exemplificar o caso Bruno. O Flamengo não quis se arriscar a dispensar o atleta por justa causa e suspendeu seu contrato. Verifica-se que o goleiro Bruno, fora da relação de emprego, deu causa ao seu impedimento de atuar pelo clube, por mais de 90 (noventa) dias, o que determinou a suspensão do contrato, desobrigando o Flamengo de pagar os seus salários enquanto o contrato estiver suspenso.

O § 8º do Art. 28 da “Lei Pelé”, dispõe que poderá constar no contrato especial de trabalho desportivo cláusula, que deverá ser expressa, reguladora de prorrogação automática em caso de suspensão do contrato por culpa exclusiva do atleta em decorrência de ação extra contratual. Se houver cláusula de prorrogação automática no contrato o jogador que, em ato desvinculado da atividade profissional, der causa à suspensão do contrato por mais de 90 dias terá o contrato prorrogado, ao fim, pelo período em que este ficou suspenso.

O Decreto 2.574/98, que regulamentava a “Lei Pelé”, em seu Art. 32, § 4º, determinava que o tempo de suspensão do contrato de trabalho seria acrescido ao tempo total do contrato de trabalho do atleta, que teria o seu término prorrogado no exato número de dias da suspensão do contrato. Entretanto, e felizmente, o Decreto 2.574/98 foi revogado, por completo, pelo Decreto 5.000/04, extinguindo, assim, tal norma absurda, causadora de diversas polêmicas. Entretanto, os contratos celebrados à época da vigência do Decreto 2.574/98, continuaram respeitando tal mandamento e sendo prorrogados em caso de suspensão.

Nessa esfera, um dos casos mais comentados foi do jogador Dagoberto, que atualmente joga pelo Internacional de Porto Alegre. Em 2002, Dagoberto assinou um contrato de trabalho com o Clube Atlético Paranaense. Entretanto, em 2004, o jogador sofreu uma séria lesão no joelho, que o afastou dos gramados por, aproximadamente 8 (oito) meses. Ao término do contrato de trabalho, o atleta se transferiu para o São Paulo.

O Clube Atlético Paranaense pleiteou na Justiça do Trabalho a prorrogação do contrato pelo período em que esteve suspenso e obteve êxito. Inconformado, o atleta recorreu reiteradamente até que a 4ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho concluiu que, independente da data da lesão, o contrato havia sido assinado durante a vigência do Decreto 2.574/98. Logo, a Relatora, Ministra Maria de Assis Calsing, considerou que, de fato, o contrato deveria ser prorrogado pelo período em que ficou suspenso.

Mesmo após a revogação do Decreto 2.574/98, em 2004, vários clubes tentaram a prorrogação do contrato de trabalho pelo período em que este esteve suspenso. Recentemente, no início de 2011, inconformado ao “perder”, ao fim do contrato, seu capitão Leonardo Silva, para o maior rival (Clube Atlético Mineiro), o Cruzeiro Esporte Clube questionou, na Justiça do Trabalho, a prorrogação do contrato pelo período em que o atleta esteve lesionado em 2010. Na última segunda-feira, o Juiz Ézio Martins Cabral Júnior, da 36ª Vara do Trabalho de Belo Horizonte, julgou improcedente o pedido do Cruzeiro.

Atualmente não existe o instituto de prorrogação do contrato especial de trabalho desportivo pelo período em que este ficou suspenso.

Espero ter contribuído mais uma vez.

Por hoje é só, e como bem disse o Alessandro: ACABOU (hehe).

*Foto Bruno: Internet
**Foto Leonardo Silva: Bruno Cantini

Saudações Alvinegras!

Bráulio Assis

brauliossj@hotmail.com

Resultado da enquete – A camisa ideal

Qual foi a coleção de uniformes do Galo que mais agradou a torcida nos últimos anos?

2009 53.17%  (151 Votos)

2008 22.54%  (64 Votos)

2006 8.1%  (23 Votos)

2011 7.04%  (20 Votos)

2007 4.58%  (13 Votos)

2010 4.58%  (13 Votos)

Total de Votos: 284

A Lotto venceu sem a necessidade de segundo turno. As camisas de 2009 e 2008 assinadas pela empresa ficaram nas duas primeiras posições somando 75% dos votos.

Os três modelos de 2006 ficaram na terceira posição e a coleção 2011 arrancou somente um quarto lugar. Se somarmos os votos, a Diadora recebeu aprovação maior que a Topper, que amargou a lanterna com os modelos de 2010.

Na segunda quinzena de maio conheceremos a coleção 2012, uma oportunidade da Topper encerrar sua participação por aqui com chave de ouro.

Vote na nova enquete - Como você avalia o trabalho do técnico Cuca até o momento?

Fael Lima

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