Bica Eles – Atleticanos na Austrália, Estádio, Polícia, Jogadores e Mineirão

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20/07/2013 - 22:55

Presente para o Cam1sa Do2e

O Atleticano Vlad Costa vive na Austrália e sempre visita o blog após os jogos para conferir os vídeos da arquibancada e matar a saudade do Atlético. Ele nos enviou uma câmera GoPro Hero 3 de presente na última semana e agora podemos tirar alguns projetos da gaveta, além de retomar outros, como o Tv Re'Torcida e o Não Posso, Tem Jogo do Galo!. Valeu, brother.

Defensores Del Chaco

Creio que todos ficam na expectativa de conhecer estádios famosos na América do Sul, como o Defensores Del Chaco. Eu era um desses torcedores e tive a oportunidade na última quarta-feira. Não é pior que o estádio Marcelo Bielsa, palco de Newell’s e Atlético dias antes, mas novamente fiquei a me perguntar qual o critério da Conmebol para aceitar  um lugar assim em uma final de Libertadores. Éramos cerca de 3 mil torcedores em um espaço para, no máximo, mil pessoas. Para usar um banheiro em estado crítico, havia uma taxa de 2 mil guaranis e funcionários chegavam a cobrar duas vezes mais por produtos no setor dos Atleticanos. Lado a lado, separadas por uma grade, estava a torcida do Olimpia e do Atlético, o que possibilitou o arremesso de cadeiras, garrafas e pedras. Um fiasco!

Polícia corrupta

Os policiais do Paraguai deitaram e rolaram nas caravanas que chegavam ao país. Todos os1013606_10151708129604330_613230199_n ônibus pagaram propinas por diversos motivos. Quando não havia motivo, eles encontravam. O ônibus com um Atleticano que usava a camisa do Arsenal de Sarandi pagou trezentos reais, o que usava a camisa do Cerro Porteño pagou quinhentos, quem não estava com cartão de vacina pagou mil e seiscentos, onde eu estava havia lata de cerveja vazia e isso custou quinhentos reais. Quando encontraram minha mochila com refrigerantes, não pensaram duas vezes e pegaram duas Pepsi e uma Sukita, pois ofereciam perigo ao povo paraguaio. Roubavam tudo que lhes interessava. Após o jogo, participaram de uma emboscada e levaram alguns ônibus direto para a Sede de uma torcida do Olimpia, onde uma briga generalizada se formou. A polícia corrupta, sem dúvida, foi a pior parte da viagem ao Paraguai.

Grupo unido

Os jogadores que não foram relacionados para a partida assistiram em um espaço embaixo da Massa. Foi interessante ver a reação de alguns, como Neto Berola que não aguentava a tensão e dava socos na grade, xingava o juiz e apoiava os companheiros que estavam em campo. Leandro Donizete ficou ao lado de Berola pendurado na grade e fez companhia nos xingamentos e palavras de apoio. Os Atleticanos fizeram questão de gritar o nome de todos, inclusive a turma que está subindo da base. Mais tenso que os atletas, estava o presidente Alexandre Kalil. Contei uns três maços de cigarro durante o jogo.

Jogo de volta

O Atlético acertou ao levar a venda de ingressos de Atlético x Olimpia para o Mineirão. Como várias bilheterias atendiam aos torcedores, a venda foi mais rápida e organizada. Quem deixou para chegar no fim da tarde, saiu com o ingresso após cerca de 20 minutos. Alguns Atleticanos desavisados entraram na fila sem saber que a venda era somente para os sócios Galo na Veia Prata. O lado ruim foram os arrastões próximos ao estádio, onde bandidos levaram ingressos e dinheiro de quem saía da bilheteria.