#NãoPosso. Tem Jogo do Galo! – Episódio 3

Por:
14/10/2012 - 21:40

Acordar e escolher a camisa do Atlético que irá usar durante o dia. A energia é a mesma de um gol, de um título, é a celebração da existência do Atlético, é como se o corpo estivesse desprotegido e que depois daquele momento, nada mais pode lhe atingir.

Essa era a rotina do Marlúcio, com suas várias camisas Alvinegras. O mundo girou, o Marlúcio foi pai, e um dia ele viu sua filha na UTI de um hospital. Ao ouvir o pedido da esposa para que saísse e tentasse algo, Marlúcio saiu pelos corredores até uma capela e se ajoelhou. Confessou que amava sua família acima de qualquer coisa. Abaixo da família, um amor sem palavras pelo Atlético. Disposto a ver sua filha bem, Marlúcio prometeu que se ela saísse pela porta da frente do hospital, ele ficaria 5 anos sem vestir o Manto. Foram os cinco anos mais longos de sua vida.

Do outro lado, um Atleticano que só pensa no Galo e sua torcida. Moacir Gaspar, o Mooa, admira tanto a Massa, que registra fotos para espalhar as imagens únicas da arquibancada pelo mundo. Seja nos estádios, na Cidade do Galo ou de madrugada na fila de ingressos, o Mooa está lá com sua máquina e sua família.

Sem ganhar nada com as fotos, Mooa ainda precisa planejar o dinheiro que ganha com trabalho artesanal, pagando as contas de casa, garantindo os ingressos e às vezes com manutenção na máquina.

Se fosse preciso, o Mooa também faria o que fez o Marlúcio. O Clube Atlético Mineiro entende o coração de um pai ou qualquer outra pessoa que não quer perder um ente querido.

Cinco anos se passaram e a Maria Cecília entregou a camisa 11 ao Marlúcio, dia do nascimento da pequena Atleticana. Não sei o que se passou em sua cabeça ao caminhar para o vestiário. Talvez ele tenha repetido somente a frase da sua tatuagem. “Eu torci contra o vento”!

Eu não queria estar na pele do Marlúcio quando esteve perto de perder sua filha, eu não queria sentir o que ele sentiu ao ficar 5 anos sem o manto sagrado, mas confesso que eu queria sentir 1% da emoção que ele sentiu quanto aquelas listas alvinegras tocaram sua pele novamente.

Imagens, produção e edição: Fael Lima, José Alexandre e Thomás Santos.

Agradecimento: Blog Somos Galoucura (somosgaloucura.com)

Em breve, o quarto episódio!

PRIMEIRO EPISÓDIO

SEGUNDO EPISÓDIO

Clique aqui e confira mais sobre o documentário.

Clique aqui para curtir a página no Facebook

Foto: Fael Lima / Edição: Matheus Canazart

Fael Lima

ABRAÇO NAÇÃO!

Twitter | Facebook | Orkut

Youtube 1 | Youtube 2 |Youtube 3