NÓS LUTAMOS E VENCEMOS, VICENTE

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30/11/2014 - 15:42

Enviado por Carlos Mota, neto de Vicente Mota, autor do hino do Atlético

Oi Vô, tudo certo aí em cima?
Por aqui também, arrisco dizer que nunca estivemos melhor.

Ganhamos mais uma, né?! Braço está doendo já, essas taças são pesadas. Mas quem se importa... que o braço caia de tanto levantar troféu. Não ligo.

Não sei se foi a mais importante conquista, como disse o nosso artilheiro dos 100 gols (110 e contando...), mas com certeza foi tão marcante quanto a Libertadores.
"Aqui é Galo", já dizia o torcedor poeta. E nós sabemos que isso significa, invariavelmente, viradas que só nós acreditamos serem possíveis. Significa encurralar o adversário no Cemitério do Horto e festejar a vitória no nosso velho salão de festas. Significa lutar com toda a nossa raça pra vencer.

Talvez a vontade de vencer a Copa do Brasil tenha sido maior em razão do adversário. Era o maior rival (ou o mais próximo. Pra mim, só perdem pro Flamengo). Mas Vô, confesso que fiquei um pouco decepcionado. Esperava uma final mais disputada, mais sofrida. Uma verdadeira batalha campal. Superestimei o adversário.

Queria estar presente no primeiro jogo, no nosso abatedouro, mas alguns detalhes ($$$) me impediram de estar presente. Pela TV vi um Galo daqueles pra torcedor nenhum botar defeito, e do outro lado a pipoqueira estava a todo vapor.

No Mineirão a história se repetiria. Ficaria fora da arquibancada, mas alguma coisa me disse pra participar daquele Concurso Cultural da MRV com a foto da tatuagem que leva as mais significativas palavras do Hino, com a letra e a assinatura do senhor.
E não é que ganhei?! Depois do sonho na véspera da decisão contra o Flamengo, onde você me garantiu que nós iríamos virar, eu não duvido que tive uma ajudinha daí de cima. E não foi só um, mas dois ingressos. Quis o "destino" (e a Lu também) que eu estivesse na arquibancada com o Ric. Sangue do meu sangue, que é sangue do senhor.

Junto daqueles 1800 malucos dispostos a fazer qualquer coisa pra sair dali com o título, nós cantamos e calamos os azuis. Não foi difícil, fizemos o que já estamos acostumados a fazer, e eles também. De que adianta se calar enquanto a bola rola e tentar alguma coisa só depois do apito final?
Em campo, o cenário se repetiu. Não sei se foi o Galo que massacrou ou se a tremedeira tomou conta do lado de lá. Acho que os dois.
São Victor, aquele sortudo, assistiu tudo de dentro do gramado. Marcos Rocha e Luan, torcedores com chuteiras. Jemerson e Leo Silva gigantes. Douglas resolveu o velho e insistente problema da lateral esquerda. Rafael e o nosso Leão Donizete correndo o risco de saírem algemados do Mineirão sob acusação de violência doméstica. Maria da Penha, né?! O incansável Carlos. Dátolo, que por motivos óbvios prefiro chamar de Jesús, e o nosso matador. Faltava o gol do Tardelli nessa Copa do Brasil. Pobre Fábio, não aguenta mais ver o camisa 9 comemorando. Ainda entraram Pierre, o pitbull, Eduardo e o velocista Maicosuel. Se continuar vou citar cada jogador do elenco.

Não posso esquecer do nosso presidente, Kalil, o maior desde 1908, e do Levir, que arrumou esse time. Minha língua ainda queima. Muito obrigado, o time todo!
Que campeonato, Vô! Quem poderia imaginar...

Ano que vem tem mais! Libertadores, Copa do Brasil, Brasileiro e até um Campeonato Mineiro. Enquanto isso, espero outros sonhos parecidos com aquele e continuo olhando pro céu enquanto canto o Hino. Continue nos ajudando daí.

Ê saudade...
Beijo, Vô!

Clube Atlético Mineiro. Uma vez até morrer!

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