FICHA TÉCNICA – CALDENSE 1X2 ATLÉTICO

Motivo: Campeonato Mineiro – Final – Jogo de volta
Data: 
3/5/2015
Hora: 
16h
Estádio: 
Municipal Prefeito Dilzon Luiz de Melo
Cidade: Varginha (MG)
Gols: Thiago Ribeiro (55’), Luis Eduardo (59’), Jô (77’)
Público pagante: 14.175 pagantes
Renda: R$ 733.000,00
Árbitro: Emerson de Almeida Ferreira (CBF/FMF)
Auxiliares: Guilherme Dias Camilo (FIFA/MG) e Janette Mara Arcanjo (FIFA/MG)
Cartões amarelos: Leandro Donizete, Luan, Thiago Ribeiro (Atlético); Zambi, Paulão, Luis Eduardo, Rafael Estevam (Caldense)

Caldense
Rodrigo Viana; Marcelinho, Paulão, Plínio e Rafael Estevam; Serginho, Yuri, Tiago Azulão (Léo) e Nadson; Zambi (Ewerton Maradona) e Luis Eduardo (Cristiano).Técnico: Leonardo Condé.

Atlético
Victor; Marcos Rocha, Leonardo Silva, Jemerson e Douglas Santos (Jô); Leandro Donizete (Giovanni Augusto), Rafael Carioca, Dátolo e Luan; Carlos (Thiago Ribeiro) e Lucas Pratto.Técnico: Levir Culpi.

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O TIME DA VIRADA E A TORCIDA QUE NÃO CALA

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Para descrever a virada Atleticana no último jogo eu teria que ser um escritor como Paulo André. Aliás, devemos assumir que se trata de um grande poeta, filósofo, pintor e sindicalista. Não é um bom zagueiro, mas não dá para ser bom em todas as áreas.

Caso atue na área da psicologia, Paulo André terá tanto trabalho nos próximos dias que poderia entrar com uma liminar pedindo para não atender mais pacientes na Toca da Raposa. Entre os pacientes, um Presidente cercado por Atleticanos, um goleiro chama gol e um Damião deprimido após inúmeros pedidos para que sua torcida cantasse. Tudo em vão.

A parte azul da arquibancada abaixou a cabeça como um rival que enfrenta Leandro Donizete. Do lado Alvinegro, o mantra que alimenta o Atleticano em clássicos – vencer, vencer, vencer. Mesmo com o placar desfavorável, aquela gente não parava de repetir nos versos o que queria em campo – raça e amor.

Tenho certeza de que cantamos “O Galo é o time da virada, o Galo é o time do amor” tão alto, que Tardelli ouviu na China e o coração Atleticano arrepiou do outro lado do mundo. No intervalo, um a um, os atletas torcedores foram entrando no vestiário e encarando a torcida que não parava um segundo sequer.

E a raça e amor que o Atleticano queria em campo pulou para a arquibancada. Leandro Donizete e Leonardo Silva participavam das coreografias e ajudavam a empurrar o time. Chegará o dia em que contaremos as histórias sobre esses jogadores para nossos filhos e eles duvidarão se realmente havia tanta paixão nesses ex-funcionários. “Filho, eu juro que o Pratto chegou e no primeiro clássico ele já vibrava como um autêntico Atleticano”.

Nem percebemos quando o juiz encerrou a partida e o lado azul deixou nosso salão de festas. Já estávamos acostumados com o silêncio no restante do estádio. Dessa vez os Atleticanos na arquibancada e no gramado (sem contar o Marcelo Oliveira) cantavam juntos. O Galo é o time da virada. O Galo é o time do amor.

Fael Lima

ABRAÇO, MASSA!

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