Que cumpadi chato

Escolhemos uma rua pacata de Juiz de Fora para descansar, já que havíamos saído cedo de Belo Horizonte. Na porta de um bar, bandeiras balançando, uns arriscando cantar partes do hino ou simplesmente soltar o grito de GALO, que desperta qualquer um. Talvez a turma da estrada não tenha perdido o sono, mas uma senhora apareceu na porta de sua casa e ficou olhando aquela movimentação de atleticanos. Quando nos aproximamos, suas primeiras frases, com muita dificuldade, foram – “Nunca saio de casa. Saí pra ver vocês. Sou Atleticana.” – Após aquela cena eu poderia pegar a estrada novamente, mesmo sem assistir à partida, pois já havia ganhado o dia. Com o dia na mão, fomos encontrar o estádio onde o Atlético enfrentaria o Tupi, quem sabe não ganhávamos também o mês, ou o ano? Quando o assunto é Galo, não duvido de nada!

Recebidos com um sol que parecia testar nossa resistência, imaginamos que a temperatura alta refletiria em um jogo quente. Porém, o sobrenatural mandou sua mensagem subliminar com uma nuvem começando a cobrir o estádio logo que o time atleticano entrou em campo. Queda na temperatura para simbolizar o jogo frio, congelante, que viria pela frente.

Daqui pra frente, ôceis discurpa, mas eu quero iscrevê assim, pois tenho orguio de ser mineiro, mermu com fama de caipira, senu chamadu de rocêru por um povo que sonha em ser do litorari, mas é brejeiro comu ninguém.

Ô povu bobu, uma terra maraviosa dessa aqui nas Mina’Gerais e eles trocendo pra timi de televisão. Merece apanhá com vara de marmelo. Tentaru provocá, mas nóis sabe que nunca foru em campo e tão aparecenu só pra ver o Atrético que chama o povu porque é trem dos bão mermu.

São iguali esse time do Tupi, finge que é cavaiero, inducadu, que aperta as mão pro resultadu não disagradá ninguém, dispois tenta ser veiaco, mas nunca consegue nada. Ê povo….

Passada a mensagem ao povo que nos direcionou algumas frases em Juiz de Fora, continuemos a falar sobre o jogo. Dizer que me surpreendo com um Galo apático é mentir. Com os atuais atletas, dirigentes e comissão técnica, eu me surpreendo é se ver coragem, luta e raça. Vontade vencer e deixar registro de goleadas memoráveis não faz mais parte da cartilha alvinegra. Sem dúvidas, o atual time não inspiraria Vicente Mota nos versos “Lutar, lutar, lutar…”. De tanto abaixar a cabeça para um time azul, absorveram a frouxidão típica de lá.

O compadre que apertou a mão de forma simbólica e ficou em seu campo, até tentou ser o “cumpadi” safado que rouba a mulher, aproveitando qualquer desatenção. A sorte é que o Tupi ainda depende de jogadores como Alan Taxista, que não tem um futebol do tamanho da sua língua.

Se o Atlético perdesse a liderança ele iria aprender? Claro que não! Nas coletivas, a culpa seria do juiz, da torcida, da cidade, do estádio, menos desse time covarde. Os Atleticanos do interior que podem assistir ao time a cada 2 anos em suas cidades, voltam para suas casas em clima de velório, cena que não lembra em nada a verdadeira Massa Atleticana.

Voltaremos em Juiz de Fora para a disputa da semi-final na próxima semana e espero que a senhora, citada no início, saia de casa para assistir um Galo diferente, o original, Forte e Vingador.

Fael Lima

ABRAÇO NAÇÃO!

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Para encerrar, uma foto especial. Força Jovem Atleticana, Galoucura e Dragões da F.A.O. reunidos no caminho de volta para Belo Horizonte.

Fotos: André Luiz

Eu na Arquibancada – Atlético x Tupi

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Agradecimento especial ao André Luiz, amigo que sumiu com a máquina no início do jogo e voltou após a partida com essas fotos especiais da torcida.

Galo em Família – Atleticano de 90 anos realiza sonho

Imagens: Tv Alterosa

Envie fotos de seus familiares, com amigos, com o cachorro, periquito ou vizinho. Basta que a imagem especial tenha um toque de Atlético. O e-mail para enviar sua foto é [email protected]

Fael Lima

ABRAÇO NAÇÃO!

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104 anos de Atlético – Audiência na Assembleia Legislativa

Um dia de Atleticanismo em Manaus

Na terça-feira, ao comprar ingresso para o jogo do Atlético, encontrei poucas pessoas na bilheteria do Sesi. Pensei que seria um jogo vazio e esquecido, mas na quarta feira, logo de manhã, pude ver algumas pessoas com a camisa do GALO circulando pelo centro da cidade. Quando se aproximavam das 17 horas (horário local, 18 horas horário de Brasília) vesti minha camisa e peguei um taxi rumo ao estádio.

No caminho até o estádio, o taxista puxou conversa comigo e me perguntou se eu era mineiro e se morava aqui em Manaus. Respondi que não, estava na cidade a trabalho e iria aproveitar para ver o jogo, pois iria ser o primeiro jogo do GALO no ano que tive oportunidade de ir, já que fico no norte do país a maior parte do ano.

Aí ele começou a contar umas histórias que eu já sabia, mas achei interessante por ser um cara da cidade e saber histórias do futebol e do GALO, já que, geralmente, o pessoal de Manaus torce para times do Rio de Janeiro.

Fiquei surpreso quando ele começou a falar que em meados dos anos 70 o GALO tinha uma parceria com o Nacional de Manaus e que o alvinegro de Minas chegou a emprestar jogadores como Toninho Cerezo, Campos, Ângelo e Paulo Isidoro para o Nacional. O senhor até tinha mais histórias para contar, mas já estávamos próximo ao estádio e tivemos que encerrar a prosa.

Chegando ao estádio parei para fazer um lanche e me deparei com 4 malucos em um carro, chegando com o hino do GALO no volume máximo. Nesse momento deu até uma leve lembrança do clima em dias de jogos do GALO em Minas.

Intruso do jeito que sou, pensei – Vou lá colar com os caras. – Chegando perto, nem precisei me apresentar, já fui recebido com gritos de GAAAAAAAAAAAAAAAAALO, e começamos a fazer nossa pequena farra lá mesmo, enquanto chegavam outros atleticanos. Quando assustei, já eramos uns 20, então entramos para o estádio cantando.

Fiquei sem palavras ao ver algumas bandeiras da torcida ‘GALO Manaus’, algumas outras faixas. Materiais que ficam na maior parte do tempo guardadas, esperando o dia de encontrarem o Atlético.

Conversei com alguns torcedores antes da bola rolar e a maioria eram mineiros que se mudaram para Manaus na época da abertura da Zona Franca. Também conheci alguns que nasceram lá, mas torcem para o Glorioso. Até um cara com a camisa do ‘Mequinha’ vi no meio da torcida.

Começou o jogo e antes mesmo de aquecer a garganta, Soutto abriu o placar.  O jogo estava na normalidade esperada, o time mandante com uma ou outra chance de perigo, mas o GALO era superior.  Pouco tempo depois do Penarol atacar com perigo, André ampliou o placar. Após o segundo gol, o time do Penarol abriu muitos espaços e se o Atlético colocasse o pé no acelerador faria uns 5 no primeiro tempo. Guilherme ajudou a se aproximar disso, marcando o terceiro. Classificação na mão, aí que o pé saiu do acelerador mesmo, e só voltou quando Berola deu assistência para André marcar o quarto.

A galera ainda comemorava o gol, quando Berola daria outra bola para André fazer uma pintura, de bicicleta, no ângulo e sem chances para o goleiro, que só foi na bola para sair no quadro, pois foi uma pintura.

Inclusive, após o apito final do juiz, alguns torcedores invadiram o campo e como eu estava próximo ao alambrado fiquei observando. Enquanto André dava entrevistas para a imprensa local, um cara ficou aguardando para tirar uma foto com André, até aí normal, mas o curioso é que este cara provavelmente estava torcendo para o Penarol, já que estava vestindo uma camisa do Flamengo.

Ao sair do estádio fui chamado pelos malucos que havia encontrado antes do jogo, ouvindo o hino no carro; após um lanche, ainda ganhei uma carona até o hotel.

No caminho do estádio até o hotel, uma trilha regrada a músicas do GALO em alto e bom som pelas ruas de Manaus. Do hino do Galo às músicas da Galo Rock Band, som que eles não conheciam e gostaram. O cartão de memória com os arquivos ficou como presente pra turma!

As ruas de Manaus jamais serão as mesmas, após serem contaminada pelo som do GALO e do Rock’n Roll.

Em uma noite, pude relembrar os jogos que viajava para ver o Atlético, reforçando a marca de ser pé quente, invicto em jogos fora de Minas.

GAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAALO!!!

Adelson Metal

Fotos: Arlesson Sicsú

Adelson na Arena do Jacaré

Ficha do jogo – Penarol-AM 0x5 Atlético

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Copa do Brasil – Artilheiros

*Jogos realizados até 11/04

6 gols -Guerrón (Atl.-PR); Luís Fabiano (São Paulo-SP)

5 gols – Jônatas Belusso (Juventude-RS)

4 gols – André (ATLÉTICO);  Jailson (Fortaleza-CE); Ramon (Goiás-GO); Ricardo Jesus (Portuguesa)

3 gols – Lúcio Maranhão (Asa-AL); Felipe Azevedo (Ceará-CE); Souza (Chapecoense-SC); Anderson Aquino (Coritiba-PR); Wallyson (Cruzeiro-MG);  Cleo (Fortaleza-CE); Léo Gago (Grêmio); Enrico, Roger (Ponte Preta-SP)

2 gols – Edson, Murilo (Abc-RN); Didira (Asa-AL); Fábio Lima (Atl.-GO); Jhonatan (Bahia de Feira-BA);  Herrera (Botafogo-RJ); Zé Carlos (Criciúma-SC); Egídio, Ricardo Goulart (Goiás); Bertoglio (Grêmio-RS); Bruno Mendes (Guarani-SP); Barcos, Leandro Amaro (Palmeiras-SP); Luisinho, Nilson (Paraná); Rychely (Paulista-SP); Hellinton, Kariri, Yago Picachu (Paysandu-PA); Marinelson (Penarol-AM); Danilo (Portuguesa-SP); Geílson (Santa Cruz-PE); Marcelo Pelé (São Mateus-ES); Marquinhos (Vitória-BA)

1 gol – Raul, Leandrão (Abc-RN); Bruno Meneghel, Gabriel, Kaio, Moisés (América-MG); Soares, Wanderley (América-RN); Baiano (Aquidauanense-MS); Alan (Asa-AL); Guilherme, Mancini, Réver, Soutto (ATLÉTICO); Gilson, Joilson, Marcão, Marino, William (Atl.-GO); Harrison, Marcinho, Patrick (Atl.-PR); Diones, Gabriel, Rafael Donato, Souza (Bahia); Carlinhos, João Neto (Bahia de Feira-BA); Marlon (Boavista-RJ); Loco Abreu, Renato (Botafogo-RJ); Bachin, Luan (Brasiliense-DF); Romário (Ceará-CE); Márcio (Cene-MS); João Paulo, Leandrinho (Chapecoense-SC); Jonas, Paulinho Messejana (Comercial-PI); Everton Ribeiro, Tcheco (Coritiba-PR); Gilmar, Nirley, (Criciúma-SC); Anselmo Ramon, Léo, Rudnei, Walter (Cruzeiro-MG); Fernando (Cuiabá-MT); Vieira(Espigão-RO); Geraldo, Rafinha, Rômulo (Fortaleza); Iarley, Rafael Toloi (Goiás); Kleber, Marcelo Moreno, Miralles, Werley (Grêmio); Neto, Fumagalli (Guarani-SP); Evertom, Urânio (Gurupi); Elanardo, Jô, Mateus Gadelha (Horizonte); Kaká, Moisés (Ipatinga); Leo Maringá (Juventude); Raul Prata, Valdir Papel (Luverdense); Cesinha, Derley (Náutico); Juninho, Maikon Leite, Marcos Assunção (Palmeiras); Alex Bruno, Wellinton Silva (Paraná); Adriano Magrão, Leandrinho, Rafael Oliveira (Paysandu-PA); Fábio Bala, Rondinelli (Penarol-AM); Rodrigo Pimpão (Ponte Preta-SP); Ananias, Diego Souza, Raí (Portuguesa); Fábio Oliveira, Jaime, Joãozinho, Magnum, Reis (Remo); Almir Sergipe, Jonhatan, Lelê (River Plate-SE); Dênis Marques, Memo (Santa Cruz); Elton, Gabriel, Galvan (Santa Quitéria-MA); Cléo, Edgar (Sampaio Corrêa); Binho (Santa Cruz-RN); Bruno Alemão (São Mateus); Cícero, Maicon, Osvaldo, Rhodolfo (São Paulo); Rodrigo, Dudu (Sapucaiense-RS); Bruno Aguiar, Jael, Marcelinho Paraíba, Renato (Sport-RE); Amaral Rosa, Manu (Treze-PB); Arthur Maia (Vitória-BA)

Contra

1 – Thiago Mendes (Goiás-GO); Belém (River Plate-SE), Danilo (Santa Cruz-RN)

Foto: Bruno Cantini

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Fael Lima