NÃO POSSO. TEM JOGO DO GALO! – EPISÓDIO 7

Eu não tive a chance de agradecer aos garotos que fundaram o Clube Atlético Mineiro no Parque Municipal. Pra falar a verdade, mesmo sendo grato, sequer sei o nome de todos. Além dos meninos de 1908, muitos outros personagens da nossa história mereciam homenagens, além de ter o nome completo na memória de cada Atleticano. Com um desses personagens, não pretendo cometer o erro de não homenagear e não memorizar o nome. Victor Leandro Bagy, nascido em 1983, em Santo Anastácio. Que ironia! O santo nasceu em uma cidade com nome de santo. Feliz foi o cidadão que decidiu o nome da cidade paulista. Como diria Renato Russo, meu filho também terá nome de santo. São Victor.

Victor também é pai, fabricou uma maternidade inteira dos gritos “Eu acredito”. Morreu o silêncio, que a torcida disse jamais ter visto igual, e nasceu a esperança de assistir a um final feliz. Houve quem preferiu não assistir, assim como eu, e não é pecado, pelo contrário, afinal de contas, acreditar naquilo que os olhos não viram é ter uma fé verdadeira. Eu não vi, mas acredito no milagre de São Victor.

Quando a próxima geração começar a ouvir sobre um título conquistado na ponta do pé de uma perna esquerda, dificilmente acreditarão que não é um golaço do camisa dez. Para a sorte dos incrédulos, o milagre de São Victor está em forma de taça na Sede de Lourdes. Um milagre que justificou os versos do hino – Lutar, lutar, lutar, mesmo que Riascos parta pra bola aos 48 do segundo tempo.

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Fael Lima

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#NÃOPOSSO. TEM JOGO DO GALO! – EPISÓDIO 6

O América vencia o Atlético por um a zero até os trinta e cinco do segundo tempo, na Arena do Jacaré. Sem acreditar em uma virada, voltei o olhar para a grade, onde um Atleticano continuava acreditando sem tirar os olhos do gramado. Nem vi Guilherme empatar o jogo, pois continuei olhando para o David que era a pessoa mais alegre naquele estádio.

Quando Marcos Rocha virou o jogo três minutos depois, desci até onde o jovem estava e fiquei ao lado da cadeira de rodas sem falar nada. Queria só observar como ele apoiava o time e gritava (não cantava) o hino.

David acreditou até o último minuto da partida. Acreditar faz parte do dia a dia desse Atleticano que sobre um degrau por dia na escada da vida. Depois daquele jogo, sempre o vejo na Sede de Lourdes, fila de ingressos e até na festa do título, bebendo uma Brahma gelada.

Além de agradecer aos jogadores que proporcionaram aquela festa com a conquista da Libertadores, ele agradece ao Atlético, pois diz que se não fizesse parte da torcida mais fantástica que já viu, não teria essa garra para vencer as dificuldades.

Palestrante, aluno do curso de Direito e estagiário no TMG, deixa uma mensagem aos torcedores e ao time do Atlético – A maior deficiência está na cabeça das pessoas.

Errata – 12:32 “Mensagem aos jogadores do Galo”

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Foto: Peagá

Perfeito Mundo Alvinegro

Colunistas Fael Lima2 Perfeito Mundo Alvinegro

Trânsito parado no centro de Belo Horizonte, os termômetros mostram mais de trinta graus, mas a sensação térmica é de cinquenta e sete graus dentro do ônibus graças ao funk no celular de um passageiro. Entediado, começo a contar as camisas do Galo pela calçada – uma, duas, três, oito, treze… – veio o pensamento de como seria o mundo se todas as pessoas daquela calçada, aliás, todas as pessoas do planeta vestissem somente a camisa Alvinegra.

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Imagem: Internet

Seria um mundo perfeito se Atleticano tivesse um pouco mais de juízo. Com um mundo de Alvinegros alguns fatos simplesmente não teriam acontecido ou aconteceriam de uma maneira diferente.
Tiradentes, olhando desconfiado pelas esquinas, encontra um grupo de amigos e juntos descem até o porão de uma casa. Lá, ligam a TV, abrem umas cervejas e assistem aos jogão entre Atlético e Benfica de Portugal. Eles querem mostrar que os mineiros são maiores que os portugueses.

Ainda no passado, Dom Pedro ergue sua espada e solta o grito “O Independência é nosso!”, aponta para o rio Ipiranga e completa “Aqui tem água.”.

Falando de um período mais próximo, imagino Fernando Collor confiscando todas as poupanças e permitindo a retirada do dinheiro somente em casos que a população precise comprar ingressos do próximo jogo. Se bem que nesse mundo Preto e Branco, Collors, Wrights, entre outros, seriam expulsos sem direito a buscar exílio até mesmo em outra galáxia.

Outros presidentes teriam o destino alterado se vestissem a camisa Alvinegra. O metalúrgico Lula, diante de uma multidão aguardando sábias palavras, enche o peito e grita “Bota a cara alemão”. Não teria sido eleito presidente, mas teríamos um bom chefe de torcida.

Para não ficarmos somente na política, nosso camisa 10 seria um tal Ayrton Senna, veloz, genial, entortando o beque Alain Prost. A cada gol, soa o tema da vitória, obviamente, o hino do Clube Atlético Mineiro.

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Foto: Internet

Na divisão de estados pelo país, no lugar do Mato Grosso do Sul, teríamos o Luizinho Lá de Trás, e onde está o Rio Grande do Norte, visitaríamos o Éder da Ponta Esquerda. Para não monopolizarmos os nomes, os locais com temperatura mais frescas poderiam ser chamados de Território Palestra Yale.

Pensamentos que surgem durante o tédio do trânsito. Mesmo com algumas derrapadas no pouco juízo de alguns Atleticanos, seria um mundo perfeito! Queria materializar mais personagens e histórias do perfeito mundo Alvinegro, mas o maldito funk não para de tocar no fundo do ônibus e a sensação térmica chega a 113 graus.

Fael Lima

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