Sobre Mantos e Batalhas

De quantas alegrias se veste uma camisa,

de quantas armas se traveste uma dor?

388420 326530020691746 100000042517420 1462100 1016414018 n 300x225 Sobre Mantos e BatalhasFaçamo-nos atletas sem chutar pra longe a razão e sem entrar de sola contra a arte e a paixão.

Uma escolha não pode escalar a crueldade nem a covardia pode desfilar sua cor. As cores de um manto não podem manchar o escudo da esportividade porque o infortúnio não escolhe camisa.

Em campo deve-se driblar a tristeza, tabelar com o respeito e vencer pela boa vontade aqueles que jogam pra escanteio o bom-senso, a dignidade e o caráter.

Não respeitar diferenças é torcer pra insanidade e fuzilar as próprias redes com a marca da ignorância.

Faz gol-contra quem vai ao ataque sem entender as regras e não reconhece os limites do jogo. Digno de cartão vermelho que não por acaso tem cor de sangue. Sangue que é sinônimo de vida, mas que se derramado denota a selvagem fraqueza humana e merece penalidade máxima.

A vitória não merece a mácula da intolerância e muito menos a derrota merece a irascível justificativa da violência.

No campeonato da existência vencem mais aqueles que são comandados pela sabedoria e com técnica realizam suas jogadas, sempre pensando em equipe. Somos um só time na esfera do mundo, aos olhos do Criador.

Não se faz vencedores com armas e camisas; nascem perdedores com mediocridade e túmulos.

Torcer, vibrar, soltar o grito da garganta é pra extravasar a emoção do gol e corroborar o orgulho de ser campeão, nunca para desclassificar a paz coletiva.

A paz merece prorrogação. Benditos aqueles que torcem pela vida.

Por Wanderley Mendes da Fonseca

Imagem: Internet

Ficha do jogo – Villa Nova 1×2 Atlético

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“Se não tirar eu vou rasgar” – O retrato da censura

censura 300x222 Se não tirar eu vou rasgar   O retrato da censura

Imagem: Internet

Antes de mais nada, queremos frisar que toda vez que publicamos algo a respeito das atitudes da Polícia Militar, não queremos de forma alguma manchar a imagem dos profissionais que fazem parte da corporação. Porém, não podemos esconder imagens como essas, onde fica nítido que o Brasil ainda vive uma censura maquiada.

Já passei por tudo na Arena do Jacaré, como me proibirem de entrar com uma caneta, meu instrumento de trabalho, por ser considerada, segundo o militar, uma arma. Quando peço explicações, ouço o que é dito no vídeo – “Pois quem manda aqui sou eu”. – E é assim com muitas pessoas, não só com torcidas organizadas, cidadãos obrigados a aceitarem uma ordem sem fundamento, sem ao mesmo saber o motivo de tudo aquilo, possivelmente por um profissional não estar de bom humor naquele dia.

A faixa “Vergonha na cara” é de autoria do Blog Terreirão, hospedado no site do Globo Esporte, em parceria com a Força Jovem Atleticana, uma frase que não ofende a ninguém e procura somente expressar o sentimento de milhões de torcedores. A cada jogo é entregue uma relação de bandeiras e faixas, cada uma com seu respectivo responsável, constando nome, identidade e endereço. Não é uma faixa anônima, sem que todos ali saibam a quem procurar, caso seja preciso, então não existe um único motivo para a censura dos dizeres.

Quando os responsáveis pela torcida explicam o motivo da faixa, a única preocupação do Tenente Coronel é interromper a gravação. O cinegrafista insiste, pois sabe que poderiam surgir mil versões no dia seguinte, mas novamente é interrompido por um militar que questiona se ele possui autorização para filmar, pois aquilo é crime. Crime? A segunda censura do dia encerra em grande estilo o vídeo.

“SE NÃO TIRAR EU VOU RASGAR!” – Esse é o retrato de uma censura que os brasileiros pensavam estar livres. Se a faixa não foi rasgada, a Constituição já foi há muito tempo.

Fael Lima

ABRAÇO NAÇÃO!

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Imagens: Rafael Bruno

O maior dos presentes

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O motorista decidiu pegar uma estrada alternativa para Nova Lima e o caminho ficou mais longo. Foi bom para ouvir as histórias dos atleticanos que viveram dias especiais nas arquibancadas de todo o Brasil, seguindo o Galo em qualquer circunstância.

Fiquei calado, ouvindo sem opinar, até que o assunto encerrou, então me virei para falar algo sobre as histórias. Sem saber o que sairia da minha boca, arrisquei comentar que Deus tem algo especial guardado pra Massa, que um dia teremos tantos sorrisos, que os jovens duvidarão da veracidade das histórias com finais infelizes. Virei-me novamente para a janela e mesmo sem olhar pra trás, senti o brilho em cada olhar, a esperança reinando naquele automóvel, o barulho de um sorriso silencioso em cada rosto.

Logo que cheguei na cidade, vi que o ônibus do Galo tentava estacionar no estádio e não conseguia, formando uma multidão para acompanhar a manobra. Quando o motorista conseguiu, a torcida vibrou como gol o simples fato do ônibus do Clube conseguir estacionar. Os dias difíceis fizeram o Atleticano se apegar a cada detalhe dessa bandeira, e tudo que carrega o preto, branco ou algo que possa lembrar vagamente o Atlético, ali reina a paixão do Atleticano.

Logo que entrei no estádio, fui para o canto da grade para observar os detalhes, como o ritual do Belmiro, massagista do clube há décadas, beijo no terço, uma reza baixa, um sorriso ao passar pela Massa e ouvir seu nome sendo gritado por todos que estavam por ali. Esse ganhou um presente dos céus, impossível de se descrever, comemorando de perto os gols de cada ídolo, sabendo que seu trabalho pode influenciar no placar; no fundo o Belmiro sabe que é um pouco centro-avante. Um Belmiro abençoado.

DSC04044 300x225 O maior dos presentesMinha distração com o Belmiro acabou, pois do meu lado estava o senhor Laerte, pai de 8 filhos, todos com o nome começando com a letra R, de Reinaldo, ídolo do Laerte. Esse fez questão de dividir a benção Divina com as próximas gerações, todos carregando por toda a vida uma ponta de energia alvinegra no sangue.

Vinte e sete do segundo tempo, placar adverso, time ansioso, uma leve chuva caindo, mas nada que fizesse a torcida Atleticana parar de cantar. Gol do Galo e a chuva acabou, ou evaporava antes de chegar à Terra, tamanho era o calor daquela torcida nesse momento. Antes que pudéssemos agradecer aos céus, a virada alvinegra veio. Dessa vez, além de agradecer, pedimos aos céus para nos presentear novamente com a chuva, assim ninguém veria as tantas lágrimas que surgiram.

Quando os olhos secaram, veio uma pergunta no meu coração e eu fiz questão de repassá-la para o amigo Flávio, que não segurava o sorriso ao meu lado. “Algo nesse mundo já te deu essa sensação que seu corpo sentiu no segundo gol?” – O silêncio foi minha resposta, pois eu também não havia encontrado o que falar…

Que os incrédulos me perdoem, mas senti ali que eu ganhava a resposta da frase dita na viagem. Deus tem algo muito especial guardado para essa torcida e Ele nos presenteia a cada jogo, sempre que a camisa alvinegra entra em campo, sempre que um ou um milhão de atleticanos cantam juntos um hino.

Já é quase manhã, então me despeço para a oração antes de repousar, o momento de agradecer Àquele que me deu o maior dos presentes, amar verdadeiramente o Clube Atlético Mineiro.

Fael Lima

ABRAÇO NAÇÃO!

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Atleticanos após a partida, preparando a fila para a venda de ingressos do jogo da próxima semana.

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Fotos: Força Jovem Atleticana

Villa Nova 1×2 Atlético – Vídeos (parte 3)

Torcida comemora o segundo gol

Hino do Galo

Samba Rock / Vou Festejar

Fim de jogo

Villa Nova 1×2 Atlético – Vídeos (parte 2)

Torcida comemora o primeiro gol

Leão Banguelo

Quem ficar parado vai tomar um ‘tá ligado’

Festa da Massa

Villa Nova 1×2 Atlético – Vídeos (parte 1)

Torcida recebe o ônibus

Time entra em campo

Torcida canta o Hino

Ataque do Galo

Torcedores comemorando