O ATLETICANO CANTOU E A VAIDADE TREMEU

Foto: Thomás Santos - Estúdio Treze

Foto: Thomás Santos – Estúdio Treze

Leo Silva, Pedro Botelho, Eron, Marcos Rocha, Giovanni Augusto, Dátolo, Guilherme, Pratto e Jô. Nove desfalques no grupo do Atlético na semana do clássico. Nove! Esse número fará a freguesia azul andar cabisbaixa por um longo tempo. Assim como o adversário que abaixa a cabeça ao se aproximar do Leandro Donizete, o cruzeirense irá evitar trocar olhares com o padeiro Atleticano ou o açougueiro que tem uma bandeira Alvinegra pendurada no comércio. A família passará fome, mas o 9 ainda martela na cabeça do pobre homem.

Ele pagou o ingresso, esteve na arquibancada vazia, cercado por cadeiras cinzas, mas não cantou. A sensação não era das melhores ao perceber que o único barulho no estádio vinha do setor visitante. Mil calando trinta mil. Não bastasse o hino carregado de raça e amor ser uma goleada massacrante sobre a vaidade que ele evita cantar, o povo de preto e branco ainda repetia a irritante música que cita a tremedeira. O cruzeirense olhou para o céu, pediu a ajuda dos antepassados, mas eles também não podiam fazer nada, já que o avô, o bisavô e o trisavô tremiam desde 1921. Restou rezar uma NOVEna.

Nove clássicos, dois anos, uma mensagem subliminar do 9 a 2. Não adiantaria esse papo de bola pra frente, vira a folha do calendário. A folha seguinte do calendário seria dia 9 de março, aniversário do Verón. Puta que pariu!

Antes de o juiz apitar o início da partida, um filme passa pela cabeça do aterrorizado cruzeirense. São 9 gols sofridos desde a última vitória em clássico. Teve gol do Marion, gol do André e o Bruno Rodrigo ainda sente fisgadas na lombar ao se lembrar do Fernandinho. Dessa vez foi o Rafael Carioca. Mais uma falha do Fábio, viciado em costas quando o assunto é gol em clássico. Não foi a primeira, não será a última vez. Melhor não contar para evitar que o número 9 apareça novamente. Não bastasse ter que evitar o açougueiro e o padeiro, ele também terá que evitar o verdureiro e o pé de alface que simboliza os pés e as mãos do camisa 1.

O Atleticano ignorava o placar do jogo. Cantou pelo Atlético e para o Atlético. Esqueceu o goleiro adversário no tiro de meta, pois seria um pecado interromper os versos que afirmavam que aquela Massa ainda irá contagiar multidões de gerações a gerações. Pisar novamente no Mineirão fez o Atleticano lembrar-se que a sua melhor arma ainda é o gogó e que não há desfalque quando a Massa solta a voz.

Ficar sem voz após o jogo é sinal de dever cumprido para o Atleticano. A voz irá aparecer no dia seguinte. Já o cruzeirense…

Fael Lima

ABRAÇO, MASSA!

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Foto: Thomás Santos / Estúdio Treze

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