Atlético x Iape – Adeus Iape!

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Desde que chegou no Atlético, entre um jogo e outro, Dorival Junior tem procurado manter uma base fixa no time titular. Diferente de Luxemburgo, com Dorival os torcedores sabem na ponta da língua a escalação do Atlético quando não há desfalques por contusão ou suspensão. Com essa política de entrosamento, o time escapou do rebaixamento e por isso o treinador vem repetindo a fórmula nesse ano.

Dos 11 jogadores titulares no primeiro jogo de 2011, contra o River Plate, o treinador repetiu 9 contra o América, pelo Mineiro. Somente a lateral direita e o ataque tiveram mudanças, com a saída de Rafael Cruz e Jobson para a entrada de Zé Luís e Neto Berola.

Nessa quarta-feira, contra o Iape, pela Copa do Brasil, essas duas posições podem novamente trazer uma dor de cabeça para o técnico. Richarlyson está relacionado para a partida, mas aguarda liberação do Superior Tribunal de Justiça Desportiva, já que cumpre suspensão por uma expulsão no Campeonato Brasileiro. Caso não jogue, Serginho ocuparia o setor, deixando a lateral com Jackson.

No ataque fica a dúvida entre Neto Berola e Magno Alves para jogar ao lado de Diego Tardelli. Contra o Iape e nos minutos que esteve em campo contra o América, Magno Alves não repetiu as boas atuações do começo do ano e, com o bom momento de Neto Berola, Dorival pode repetir a dupla titular do último domingo.

No último treino, a novidade foi Eron, substituindo Leandro que reclamou de dores no joelho. No início do ano, Eron levou o Galo à Justiça, tentando desligar-se do clube. Será a sexta partida do lateral sob o comando de Dorival Junior.

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Se for verdade o ditado que diz que ‘um raio não cai duas vezes no mesmo lugar’, o Atlético não deve repetir a péssima atuação do Maranhão. O Galo tem tudo para sair com a classificação para a próxima fase da Copa do Brasil, mas precisa deixar a covardia que tomou conta do time nas duas últimas partidas.

Peço paciência aos torcedores que estiverem na Arena do Jacaré, caso o Galo não abra um placar elástico no início da partida. Esqueçam o resultado de domingo e apoiem enquanto a bola estiver rolando. Deixemos nas mãos do nosso técnico, pois esse sabe o que faz.

Alguns jogadores do Iape devem ficar em Belo Horizonte, contratados pelo nosso rival azul. Peço então, aos jogadores do Galo, que apliquem uma goleada histórica para que eles não tenham dúvida que serão rivais do Galo Forte e Vingador, o maior de Minas.

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Saída – O dia foi movimentado nos bastidores do Atlético. Enquanto a imprensa noticiava a proposta de um clube russo por Werley, o Presidente do Vasco, Roberto Dinamite, garantia a apresentação de Diego Souza nessa quarta-feira. No Palmeiras, o nome de Ricardo Bueno ganhou força para assumir a camisa 9. Apesar das críticas da torcida atleticana, o atacante foi elogiado por Felipão que espera contar com o jogador em 2011.

Zé Luís – Se entrar em campo contra o Iape nessa quarta-feira, Zé Luís estará vestindo a camisa do Atlético pela centésima vez em jogos oficiais. O jogador fez parte da campanha de 2004 e voltou para o Atlético no início de 2010. Na última temporada, o volante esteve em campo em 45 ocasiões, sendo 44 como titular.

Dos 6 gols marcados com a camisa do Atlético, 2 foram no ano passado, contra o América, pelas quartas-de-final do Mineiro, e contra o Corinthians, pelo Brasileiro.

O jogador tem contrato até o fim do ano com o Galo.

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ABRAÇO NAÇÃO!

Fael Lima

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*Fotos de Bruno Cantini no Flickr Oficial do Clube

Atlético x América – Vídeos (parte 2)







Atlético x América – Vídeos (parte 1)







Primeiro passo

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Mais uma Copa do Brasil começa para o Atlético nessa quarta-feira. O Galo irá ao Maranhão enfrentar o Iape, clube jovem, que provavelmente será mais uma vítima dessas goleadas que fazem os atacantes subirem no ranking de artilharia do clube.

Acho que vem uma vitória fácil, mas eu sou torcedor, então espero que os profissionais em campo e o técnico Dorival não acompanhem meu raciocino e joguem como uma final de campeonato.

Sem dúvida, o atacante que enfrentaria o Iape com muita seriedade seria Obina, que no ano passado marcou 5 gols na estreia da Copa do Brasil, ganhando confiança para os jogos seguintes. Marques também marcou um gol naquele jogo, após muito tempo sem balançar as redes.

Além dessa confiança que se adquire, jogadores que enfrentarão concorrência pela posição, como Werley, Serginho e Renan Oliveira têm pela frente uma missão chata, pois se jogarem bem, não fizeram mais que o necessário, e caso não façam uma boa partida, terão suas posições ameaçadas pela turma que volta do Departamento Médico, como Toró, Leonardo Silva e até mesmo Daniel Carvalho.

Dorival Junior não precisa de mágica para voltar com a classificação e por isso a escalação não terá surpresas, exceto na lateral direita.dorival dúvida1 200x300 Primeiro passo

Quando um jogador é improvisado em determinada posição, normalmente ele terá chances contra clubes pequenos e, caso obtenha um bom desempenho, ganhará a vaga em jogos decisivos. Com o meia Jackson a história foi diferente, já que o meia recebeu a notícia que jogaria improvisado na lateral direita na véspera do clássico contra o Cruzeiro. O jogador atuou bem e pode ser usado por Dorival Junior mais uma vez nessa quarta-feira, contra o Iape. Serginho deve voltar ao meio, já que Richarlyson está suspenso, pois foi expulso no Brasileiro, quando jogava no São Paulo.

Caso os maranhenses queiram conhecer Minas Gerais, desde já se considerem convidados a comparecer na Arena do Jacaré, onde lhes receberemos com muito prazer, desde que não seja no jogo de volta da Copa do Brasil.

Tentarei não olhar nem prever quais serão os adversários nas próximas fases da Copa do Brasil, mas já guardei as caixinhas com calmantes, crendo que não precisarei deles nessa noite. Quero vitória para encher os olhos e com a diferença de no mínimo 5 gols, pois chega de marcar somente 4 gols em times pequenos.

Ah… para não esquecer, deixo uma charada para vocês. – Sabe qual time pequeno também tomou de 4 e tem uma parceria com o Iape?

É bom ganhar da filial. É melhor ainda ganhar da matriz.

Vai pra cima deles Galo!

ABRAÇO NAÇÃO!

Fael Lima

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**Fotos de Bruno Cantini no Flickr Oficial do Clube.

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Que Galo é esse?

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Que Galo é esse?

Que Galo é esse que centenas calam milhares a dezenas de quilômetros de distância? Que Galo é esse que invade território inimigo, toma o primeiro golpe e ainda assim seu povo canta que esse é o time da virada, o time do amor?
Esse é meu Galo! O time de um povo que não pode passar pelos portões de um estádio, mas que invade as ruas das cidades, em buzinas, em gritos, fazendo o que o povo do ingresso na mão não soube fazer.
Sem um ingresso, cada um escolheu seu canto da sorte, seu rádio preferido, a tv invicta, enquanto cadeiras vazias no estádio mostravam a vergonha do outro povo, escondidos pela certeza que seu tempo passou e o Gigante acordou.
Meu canto da sorte foi o Bar do Salomão, famoso em Belo Horizonte por receber atleticanos. E eles foram; brancos e negros, ricos e pobres, homens e mulheres, lotando o bar, as calçadas, as ruas. Cantavam palavras de incentivo o tempo todo, profetizando uma vitória, como bons alunos de Magno Alves, mostrando que a palavra tem poder.

Ao chegar, vi um rosto familiar que logo identifiquei quando abriu o sorriso. Era Dadá Maravilha, olhando para a televisão; paralisado, mudo, como se a vontade de estar em campo o sufocasse.
Preferi não ficar perto do Rei Dadá, pois minha admiração por ele poderia tirar toda a concentração do jogo. Porém, ir para o meio da Massa não ajudou a concentrar-me na partida. Do meu lado, um garoto tentava subir num carro para que pudesse enxergar a TV, enquanto à minha frente, um senhor de idade procurava um apoio para seu corpo, já que as pernas não demonstram tanta força quanto nos anos vividos no Mineirão.
Bastou um gol, apenas um gol para que eu fizesse novamente a pergunta: Que Galo é esse?

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O garoto tombou o corpo para trás, deixando escorrer uma lágrima; tampou o rosto por alguns segundos, mas levantou-se e não parou mais de cantar. Sabia todas as músicas, todos os versos, regeu uma orquestra que ele guardará eternamente em suas lembranças.
Registrei uma foto, segurando as minhas lágrimas nesse momento. Foi então que vi, pulando como o garoto do carro, o senhor que já não sentia cansaço em suas pernas. Pulava como um jovem, abraçando desconhecidos, cantando que algum freguês havia voltado. Que Galo é esse? Que emociona crianças, que traz a juventude de volta em poucos segundos. Que Galo é esse?

Quando o som do apito finalizou a partida, foram tantas as cenas para repetir essa pergunta, que não conseguiria descrever aqui. Vi homens rolando pela rua, outros subindo em árvores, mulheres dançando, um trânsito parado. Era o povo desse Galo; pessoas que sobreviveram à tormenta de anos e agora dormem de alma leve, certos que a camisa preta e branca impõe respeito novamente.
O carnaval estava formado. Dadá Maravilha corria no meio da Massa como nos tempos de camisa 9 do Galo. Se alguém nunca entendera o significado da expressão ‘Massa’, ali estava uma descrição em imagem, rica de detalhes e pronta para fazer novos convertidos.
Para finalizar esse dia tão especial, o dia em que o Salomão calou a Arena, um amigo me envia uma mensagem que acabara de ler na internet e que se encaixava naquele momento único: “Gostaria que o Atlético fosse uma pessoa, pra eu poder olhar em seus olhos e dizer: Você não tem ideia do quanto eu lhe amo.”
Que Galo é esse?

ABRAÇO NAÇÃO!
Fael Lima
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mosaico 300x227 Que Galo é esse?


Atlético 1×1 River Plate (URU)

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Atlético e River foi um jogo que serviu para matar a saudade que o atleticano estava em ver sua camisa em campo. Infelizmente, por interesses de televisão, fomos obrigados a engolir um horário péssimo, e assim, milhares de torcedores foram até Sete Lagoas em plena quarta-feira à noite.

Nas arquibancadas, o castigo para a torcida Galoucura, que estava proibida de levar bateria, faixas ou bandeiras, fez a noite ficar menos alegre, pois quem gosta do espetáculo da bateria e das músicas que empolgam sentiu sono nas cadeiras com o silêncio do local. Somente a charanga do Galo ecoava músicas de diferentes estilos e nem o Galo Doido gastou tanta energia, como de costume nos jogos decisivos.

Porém, desde o jogo contra o Vitória, pelo Brasileiro, a torcida não gritava o nome dos jogadores no início da partida. Começamos com Renan Ribeiro e fomos até o atacante Jobson, mas o destaque foi o nome de Richarlyson sendo o mais forte no estádio. Fiquei a pensar o que passou na cabeça do jogador que sempre fora ofendido ou ignorado pela torcida do São Paulo. Enquanto pensava, eu filmava o ataque do Atlético e nessa viagem quase perdi o gol de Ricardinho. Sorte que a jogada de Tardelli e Jobson me despertaram.

Aliás, Tardelli e Jobson serão responsáveis por muitas noites de sono perdidas por zagueiros desse Brasil, já que ambos são rápidos, com dribles desconcertantes e finalizam bem. Jobson e Richarlyson eu vi jogar em seus times anteriores, mas talvez o desinteresse pela camisa adversária me cegava. Não havia dúvida da qualidade dos dois, mas vendo pessoalmente, me impressionei com o futebol de Jobson e com a importância tática de Richarlyson. E digo mais…. se punirem o Jobson, tenho certeza que encontraremos diversos atleticanos dispostos a pagarem a pena até mesmo em regime fechado, para que o Galo não fique sem esse atacante.

Quanto ao outro atacante, eu temo pelo futuro. Caso a torcida do Atlético continue com esse pré-conceito (sim, um pré), veremos Tardelli brilhar no futebol europeu, sonhando com a possibilidade de um dia o vermos aqui novamente.

Dezenas de torcedores têm ido ao estádio com um ideal desvirtuado. Vaiam nossos jogadores quando o time ataca e fazem silêncio quando o adversário é quem está com a bola. Diego Tardelli e Renan Oliveira acertavam vários lances, mas basta uma falha para que a turma próxima à grade encontre mil e uma ofensas para os jogadores. Me recuso a acreditar que isso se deve à mudança de estádio. Teimosia não escolhe CEP e atacava também os atleticanos belo-horizontinos, mas esses estavam longe demais do gramado.

Há meses eu levanto a bandeira que a Diretoria do Atlético deveria abrir as portas da Cidade do Galo para a torcida, mas diante de tais cenas, fica a dúvida se a mesma está pronta para isso.

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Voltando ao jogo, vimos um Rever firme ao lado de Werley, mas à sua frente, Serginho perdia bolas simples e repetia os mesmos erros do Brasileiro. No jogo-treino de sábado ficou claro que a dupla de volantes, Serginho e Richarlyson, dão velocidade ao time, mas não protegem a entrada da área, deixando o time exposto.
Para votar no melhor em campo eu tive uma dúvida como há tempo não ocorria em jogos do Atlético. Ricardinho, Jobson ou Richarlyson? Fui contra todos da imprensa e votei em Ricardinho! O meia tem uma inteligência que assusta aos expectadores, que não acreditam na conclusão de alguns lances, mas vêem Ricardinho achar uma solução simples, como se o futebol fosse somar 2+2. É Dorival… que dor de cabeça que o senhor arrumou.

No segundo tempo, a cena dos treinos repetiu-se, quando um time quase que formado somente por atacantes esteve em campo.

Neto Berola, Magno Alves, Ricardo Bueno e Wesley faziam ataques sem objetividade, sem uma organização na criação, fazendo com que a bola chegasse quadrada na área. Magno Alves e Neto Berola ainda conseguiram criar jogadas esporádicas, mas Wesley não repetiu a boa atuação no jogo-treino. Quanto a Ricardo Bueno, nem palavras gastarei com esse jogador que só não é o pior disparado do elenco, pois tem um rival à altura que atende pelo nome de Rafael Cruz.

Todos os atletas mostraram não estarem cem por cento fisicamente, então fica a confiança que veremos esse time dar muitas alegrias à sua torcida quando essa engrenagem começar a rodar. Inicia uma contagem regressiva para a forma ideal no Campeonato Mineiro e Copa do Brasil.

Chegou a hora Dorival e Cia. Pra cima deles Galo!

ABRAÇO NAÇÃO!

Fael Lima

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*Fotos de Bruno Cantini no Flickr Oficial do Clube