2010 contra uma história centenária

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26/12/2009 - 13:06

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Minhas mãos estão suando de tensão para o resultado desse jogo. O placar eletrônico já tem os nomes dos adversários: Atlético x 2010. O adversário 2010 é muito forte por ter 365 jogadores que pretendem dificultar a vida do Galo.
A tática da equipe é levar alguns jogadores do alvinegro antes que termine o jogo, mas eles sabem que dessa vez o Atlético terá um apoio especial nas arquibancadas, de quem há muito tempo não aparecia, mas está de volta para mostrar a eternidade de quem veste a camisa atleticana.
1938+ +Atl%C3%A9tico+6+x+1+Am%C3%A9rica+ +Galo+Campe%C3%A3o+Invicto - 2010 contra uma história centenária1915+ +Campe%C3%A3o+da+primeira+edi%C3%A7%C3%A3o+do+Campeonato+Mineiro - 2010 contra uma história centenária

Eu estou sentado na cadeira ao lado de Said, Mário de Castro e Jairo, que hoje não são Doutores, nem jogadores, estão simplesmente como torcedores da bandeira que tanto amam. Achei a cena interessante e comentei com o Roberto Drummond, que deu mais atenção para a cena que lhe renderia uma crônica imortal. Ele dizia estar arrepiado quando Luizinho começou os gritos para o bandeirão subir, e juntos, Carlyle, Humberto Ramos, Guilherme, Ubaldo, Murilo, Mexicano, Taffarel e Doriva fizeram o enorme pano tampar a arquibancada. Danilinho bem que tentou ajudar, mas a baixa estatura não permitiu, o que rendeu boas risadas do Marinho e do Nívio.
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Os times entram em campo e a escalação de Luxemburgo gerou comentário na turma do amendoim, formada por Telê, Barbatana, Procópio e Levir.
Enquanto Carini recebe instruções de Mazurkiewicz, o Paulo Roberto Prestes puxou os gritos de Tardeli gol-gol o que deixou o Ortiz acelerado no bumbo do Movimento 105.
Nos primeiros minutos de jogo, o Galo mostra falta de entrosamento, mas após janeiro e fevereiro a equipe reforça o time e as peças que chegam já mostram muita raça e qualidade. Euller correu para contar uma super contratação pro Valdir, que mostrou uma cara desconfiada como sempre. ATgAAADk1wb7Eqlyo7I Yp0OpF78eR5K6aZLwnVzwk9p1AS4xheAGj0Tbbo6wh F3R8eXEHnbTAgYpMoAt5T RK 8 0 AJtU9VB8U2wn - 2010 contra uma história centenária
Já no fim do Mineiro e da Copa do Brasil, a festa está bonita, até que uma correria deu impressão de briga, mas eram só Chicão, Ângelo, Cincunegui e Yustrich que se abraçaram e faziam uma coreografia da Galoucura, mostrando que ali todos estavam em paz para comemorar os novos dias do Galo.
Guará, o diabo loiro, foi repreendido por João Leite ao anunciar que o Mineirão iria virar um inferno, o goleiro ainda o presenteou com uma Bíblia.
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O jogo já alcançou a marca de setembro, o Luxa está no banco e não se levanta nem para reclamar da arbitragem, pois o Eder, o Oliveira e Lucas já estão na geral atazanando a vida do bandeira. Cidinho Bola Nossa e Joaquim Cocó estão plácidos diante da cena, pois dessa vez estão sem encargo algum na consciência.
Percebi a curiosidade do Jonilson, Correa, Renan Oliveira e Welton Felipe, que se aqueciam atrás do gol, quando perceberam que o Kafunga, Dadá, Cerezo, Oldair e Grapete correram para o portão de saída. Era o Zé do Monte que ainda estava barrado no portão porque queria entrar com seu Galo Carijó.
O fantasma 2010 mostrou que não era tão difícil assim, mesmo quando a torcida achou que não daria mais uma vez. Marcelo Oliveira, Paulo Isidoro, Campos e Sérgio Aráujo foram parar até no posto médico por não agüentarem a emoção dos dias finais.
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1917 - 2010 contra uma história centenáriaElias Kalil dá um abraço apertado no filho, agradecendo por tudo, enquanto Alexandre chora. Alexandre Gallo daria tudo para estar ali em campo com a braçadeira de capitão, para levantar aquela taça, o capitão ainda está com a cabeça enfaixada e mais uma vez não segura as lágrimas.
A polícia tem trabalho para conter toda aquela torcida que quer invadir o gramado. Todos sonharam com aquele dia, alguns agradeciam aos céus, onde teriam que voltar após o jogo. Reinaldo e Marques estavam de joelhos, pois já não tinham forças para ficar de pé. Eles tinham a certeza que dessa vez, injustiça alguma seria cometida. Dessa vez a cena da torcida indo embora com a bandeira seria em tom de festa, dessa vez o hino a ser cantado não seria o de apoio pela queda.
E quando o juiz apitou, os jogadores comemoravam no gramado, a torcida atleticana pelo mundo, e 22 garotos vieram de 1908, com as mesmas roupas, com o mesmo ar de felicidade do Parque Municipal para subir ao lugar mais alto do pódio. Foram eles os responsáveis por tudo aquilo e coube a eles o maior troféu.
Levantei-me da cadeira nesse momento e fui saindo do estádio com alguns outros que estavam na arquibancada, outros subiam novamente aos céus, e sem combinar nada, começamos a cantar todos juntos: “Lutar, Lutar, Lutar / Pelos gramados do mundo pra vencer / Clube Atlético Mineiro / Uma vez até morrer.”
E foi assim 2010....
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