Texto enviado pelo leitor Caíque Rocha
Após anos vendo o Galo raramente jogar no Ipatingão, hoje fui ao estádio vê-lo jogar em Belo Horizonte pela primeira vez.
Por ser do interior, sempre foi difícil vir pra cá exclusivamente para assistir um jogo, pois além de compromissos, meus pais sempre foram contra fanatismo com futebol e essas loucuras típicas da torcida do Galo. Eles nunca aceitaram que eu saísse da minha cidade apenas pra assistir um jogo. E como eu dependo deles para viver, tinha que me contentar com os bares e as raras vezes que o Atlético jogava em Ipatinga (pela pouca distância entre minha cidade, Caratinga, e o Vale do Aço).
Sempre visitei meus tios de BH, porém uma "praga" me perseguia. Era eu vir pra cá e o Galo jogava fora. Eu juro, SEMPRE. No início desse ano, com a oportunidade de cursar uma faculdade, vim morar com esses meus tios, e finalmente ficar perto de vez da minha maior paixão. Eu contava os dias pra esse momento chegar, e na partida contra o Araxá ele veio.
Mesmo sendo um jogo considerado de menor expressão, e sem nosso gênio Ronaldinho (não escondo de ninguém que foi o maior que vi jogar, um ídolo de muitos anos), senti algo diferente quando entrei. Um arrepio muito mais prazeroso do que qualquer beijo que recebemos da mulher que a gente ama. Todos os problemas pessoais ficaram do portão do estádio pra fora. Foi inexplicável! Cada gol, apesar da facilidade do jogo, era um grito mais intenso.
Espero que seja a primeira vez de muitas outras que verei o Galo jogar nesse terreiro, e que em todas essas eu volte pra casa com a vitória, afinal, #CaiuNoHortoTaMorto!

