Fotos: Bruno Cantini
Na saída, vi somente algumas pessoas vendendo o ingresso da final de domingo, creio que se arrependerão amanhã, mas hoje elas queriam ter a sensação que deram um ponto final no apoio ao atual time. Não encontrei a lágrima que aparecia no rosto do Atleticano nessas situações, talvez por estarem esperando a eliminação. Como o Atlético não gosta de causar decepção pequena, abriu dois gols para encher de confiança até o mais incrédulo da noite.
O incrédulo passou a crer, cantou, gritou o nome até dos jogadores que ele queria longe do Galo, como se eles ouvissem. Fosse o ronco do motor de um carro importado, ouviriam, fosse o som de uma boate, ouviriam, mas era a Massa do Galo, e pra eles, Atlético e torcida estão em segundo, terceiro, ou talvez nem estejam em plano algum.
A culpa é da imprensa, a culpa é da torcida, a culpa é do azar. A vaidade que nunca nos pertenceu chegou até nosso reino e como não reagimos no início, ela se apoderou das nossas camisas através dos cidadãos que as vestem. Ninguém erra, sempre perdemos por um detalhe, todos sabem da qualidade do time. Enquanto passamos noites em claro, sem saber por que isso acontece somente com o Atlético, eles dormem tranquilos, pois carregam a certeza que são os melhores.
Domingo entraremos pelos mesmos portões, com a mesma esperança, com a mesma sede por vitórias. Fazemos isso, pois em campo está a camisa do Atlético e o que nos resta é ignorar quem a veste e quem a administra.
Esperar por novos tempos ou novas atitudes pode levar tempo, o que exclui a hipótese de não ir aos jogos. O Atlético ainda é meu vício, e por mais que haja efeitos colaterais, não quero ficar livre dele.
A última gota de esperança da torcida é a própria torcida, portanto, por mais que estejamos decepcionados hoje, façamos a diferença nas duas próximas semanas. Vamos garantir a história do Galo, pois, para nossa sorte, amanhã essas camisas estarão em outras mãos.
Fael Lima
ABRAÇO NAÇÃO!


