A vitória sobre o Palmeiras no Pacaembu, pelo Brasileiro de 2012, marcou a estreia de Ronaldinho com a camisa do Atlético. Após o jogo, enquanto o craque saía quase carregado pelos câmeras e repórteres, o novo lateral esquerdo ia agradecer aos Atleticanos que estavam no setor visitante. Algumas pessoas até tentaram puxar os gritos de “Júnior César, Júnior César”, mas Ronaldinho havia hipnotizado as pessoas.
Nos jogos do Horto, quase sempre eu pude ouvir a mesma frase.
- É o lateral esquerdo que não temos há anos. Aliás, qual foi o último?
Pode ser que ele não fique em 2014. Prefiro não discutir aqui se é uma decisão acertada ou não. A intenção é agradecer ao lateral que tanto honrou nossa camisa.
Quando vencemos o Sport em 2012 com um gol no último minuto, Júnior César abaixou e chorou sem parar no gramado. Amparado por Bernard, ele se levantou e gritou.
- Acredita, porra!
Mais lágrimas caíram fora de campo. Após o milagre de Victor contra o Tijuana, foi a vez de Pierre ir até o amigo que deitou no canto do vestiário para chorar.
As lágrimas deram lugar ao sorriso e a uma tranquilidade assustadora quando ele chegou ao Mineirão para a final da Libertadores. Parecia tudo acabado com o placar adverso de dois gols, mas uma voz cortou o silêncio do corredor no estádio.
- Não ceda, agora, confia que a história não vai terminar assim. – cantava Júnior César.
A calmaria só terminou quando ele pediu a palavra na reunião dos jogadores antes de entrar no gramado.
- Hoje é dia de colocar nosso nome na história do Atlético. Não vamos deixar escapar. O título vai ter que ficar em BH. O TÍTULO VAI TER QUE FICAR AQUI.
Seu nome está gravado na história do Atlético, Júnior. Sua fé, raça e respeito pelo Galo estarão no coração da Massa eternamente. Obrigado!
ABRAÇO NAÇÃO!



