Imagem: Bruno Cantini
Todos sabem dos inúmeros benefícios que a internet traz, a facilidade em pesquisar sobre o assunto desejado, a velocidade da informação, a fácil comunicação entre pessoas distantes. Porém, essa velocidade em notícias pode causar uma espécie de telefone sem-fio entre os usuários, trazendo lendas e mitos, como a possibilidade de um clássico vendido.
Ninguém sabe de onde veio realmente a informação, mas ela nasce e a cada dia ganha um novo braço, uma nova perna. O presidente ganharia de presente o Tardelli, o Mineiro, um maço de cigarros, bla bla bla. Quanta ignorância! Talvez tal notícia seja plantada até mesmo por cruzeirenses, já que essa tensão interessa somente a eles, pois, em condições normais, o Galo destruirá o time azul nesse clássico.
Do Cigano, famoso bigodudo que fica na porta da Sede do Galo, à Lindaura, que planta espada-de-São-Jorge na porta para espantar mau olhado, até o Ligeirinho, funcionário há décadas no Galo, todos estão roendo as unhas de ansiedade com essa oportunidade de ver o fim de uma arrogância que permanece por décadas.
O Presidente Alexandre Kalil passou os últimos dois anos dormindo mal, se alimentando
mal, com problemas de saúde, pedindo aos céus que enviassem uma luz. A luz caiu em seu colo, não por méritos dele, mas por incompetência do rival, mas caiu. Ele simplesmente a jogaria no lixo?
O reflexo de um Galo em alta no estado refletiu-se nas filas dos últimos jogos. Assim seria o Independência com ingressos a 30, 60 reais, possibilitando uma renda que mala alguma pagaria. Contem comigo – Seria mala para o Presidente, vice, diretores, comissão técnica, 30 jogadores, funcionários que acompanham o dia a dia, e até mesmo aliados azuis que não ficariam de boca fechada. Ainda que o time azul vendesse a Toca 1, Toca 2, todos os seus jogadores, que não valem tanto, e o senador leiloasse o cargo, não conseguiriam o dinheiro.
Surgiu então a teoria do patrocinador não achar interessante mais um time rebaixado. O senhor Ricardo Guimarães pode ter errado em toda sua administração, mas caso o time azul caia, ele e seu filho serão os primeiros a brindarem em uma taça de cristal do mais puro champagne.
Campeonato Mineiro de presente? Com um time vendendo suas poucas estrelas e montando um time inteiro, somente o Boa poderia nos dar esse presente.
Quem estava próximo ao banco de reservas do Galo ao anunciarem o empate do Ceará no fim da rodada passada, sabe do que estou falando. Temos um time trincando os dentes, ansiosos por uma vitória que não deixe dúvidas, que faça com que jogadores, como Fabrício, engulam cada palavra dita meses atrás.
Esqueçam os mitos criados pela internet e a imaginação dos usuários. Talvez isso seja a tensão do jogo despertando uma imaginação fértil, talvez sejam atleticanos trazendo essa hipótese com o intuito de pressionar os jogadores a provarem que não existe chance alguma desse desastre acontecer.
Segunda-feira, a única lenda em Minas será a que existiu um time azul na primeira divisão.
ABRAÇO NAÇÃO!
Fael Lima


