O maior patrocínio da história do futebol mineiro, anunciado por Kalil essa semana, soou como música para os ouvidos alvinegros.
Uns viram um estilo de música do tipo "Vai rolar a festa", outros ficaram com pé atrás e acham que é uma forma de música sertaneja, onde Kalil pediria desculpas para quem tanto ama.
Como se fosse preciso desculpas daquele que reergueu o Atlético. Fez o torcedor voltar a ter um ano de respeito e cabeça erguida, vendo após anos, os holofotes voltados ao Galo.
Se em 2009 não ficarmos com a taça, ficamos com a confiança e grandes sonhos para 2010. Em 2009 voltamos aos aeroportos para buscarmos jogadores, vimos doze meses de salários em dia, vimos um belo futebol dentro dos gramados. O que não se viu foram jogadores saindo por mixarias, taças sendo leiloadas para pagamento de pequenas dívidas e trabalhadores de salário mínimo ficando por meses sem poder colocar o alimento em suas casas por falta de pagamento.
A única grande construção que surtiu efeito do dia para a noite foi a do Muro de Berlim, e mesmo assim foi um efeito trágico onde uma grande nação foi dividida.
Não pediria paciência de forma alguma para a torcida atleticana, pois é a torcida que há mais tempo ouve esse frase. Porém peço mais um tempo de apoio ao Presidente Alexandre Kalil, que herdou um time limitado e encontrou uma diretoria falida com muitos leitões e poucas tetas.
E aos de memória curta, voltem no tempo 365 dias, e se encontrarão torcendo por uma vaga na Sul-Americana e felizes por não estarem rebaixados. E com o atual Presidente, estamos em uma semana difícil por ver as chances de ser campeão DIMIUIREM.
Durante o ano até chamamos esse Kalil de louco por recusar patrocínios de um jogo só, sem sabermos que o cara tinha um mantra de auto convencimento poderosíssimo.
Kalil disse que o Atlético valia X e não aceitava X-1 de forma alguma. E nessa psicologia de auto-valorização a hora chegou. Após um ano de seca, o horizonte de céu alvinegro promete retribuir o grande trabalho de Alexandre, Adriana, Bebeto e outros que trabalham por trás das câmeras.
Se até mesmo nesses tempos de seca, nossos desertos floriram, o anúncio de grandes nuvens carregadas de dólares para o ano que vem, faz a torcida atleticana preparar a lavoura, esperando por um ano de fartura.
O dinheiro é 3 vezes maior que o de anos anteriores, mas o respeito é incontável, inimaginável e infinito.






