Bem-vindo, filho (Quintoube)

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14/01/2011 - 07:24

Ainda lembro dos seus primeiros passos em 1999, festejando o título do Campeonato Mineiro como uma criança que ganhava um brinquedo novo. Sem que percebêssemos, surgia ali uma longa história do Atlético com seu filho Mancini.

Como toda relação entre pai e filho, muitas brigas e desentendimentos vieram. Momentos difíceis fizeram com que essa história trouxesse ares de um fim breve, repentino, sem um final feliz, quando você passou um tempo fora. Sorte que ‘Mancini’ veio de ‘mansinho’, apelido dado por sua vó, que acertou na mosca, pois com uma mansidão de dar inveja a monges, você deu a volta por cima e voltou para os braços do pai para brilhar.

Foi um ano fantástico aquele 2002! Se Mancini jogasse uma pedra em direção ao gol, uma pedra de ouro balançava as redes. Tudo deu certo para a alegria de um pai alvinegro que via sua Massa feliz.

Porém, as mais fantásticas histórias alvinegras gostam de dar voltas ao mundo e foi assim também com Mancini. Ele vestiu camisas dos principais times do mundo, mas eram só times e não sua família. Ele usou tantas cores pelo mundo que bateu saudade do preto e do branco.

Às vezes precisamos ficar longe de um filho para sentirmos saudade e vermos quanta falta ele faz. Então Mancini voltou com a empolgação de quem dá os primeiros passos na carreira, pronto pra escrever as páginas de um final feliz em seu lar.

E após todos esses anos, não há dúvida que Mancini é de casa, Mancini é filho de Minas, Mancini é Atleticano!

ABRAÇO NAÇÃO!
Fael Lima

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