Caçapa aposta em Brasileiro como campeão da Libertadores e relembra time de 2000
Cláudio Caçapa participou de 9 dos 10 jogos do Atlético na Libertadores de 2000. O ex-zagueiro que vestiu a camisa Alvinegra em 179 jogos e marcou 6 gols fala sobre o atual time e relembra como foi a última vez que o Galo disputou a competição. Você confere a matéria completa no Golasô, pela Band Minas, nesta quarta-feira (13), às 12h30.
Como era o time do Galo que disputou a Libertadores de 2000?
Caçapa: Era um ótimo grupo. Todo mundo se entendia muito bem, tinha muita brincadeira, mas chegava dentro de campo a gente levava tudo muito a sério.
E o que faltou trazer o caneco?
Caçapa: Nessa competição você tem que ter um pouquinho de cada coisa. Você precisa ter talento, o time precisa ser bom, o grupo bem entrosado e precisa ter um pouquinho de sorte também. Acho que faltou um pouco de cada pra nós. Não conseguimos vencer nosso jogo em casa, depois perdemos fora e infelizmente ficamos pra trás.
Qual time era melhor, o de 2000 ou o de 2013?
Caçapa: Essa é uma pergunta difícil, porque eu pude jogar naquele time e a fase que o Guilherme e o Marques passavam era a melhor para dois atacantes. Esse time de 2013 tem bons jogadores e o grupo é muito bom, então essa pergunta eu vou deixar pros torcedores responderem.
Naquele ano o Atlético eliminou o Atl. Paranaense e foi eliminado pelo Corinthians. Os principais rivais do Atlético na Libertadores continuam sendo os brasileiros?
Caçapa: Acredito que sim. O Grêmio vem muito forte pra essa Libertadores, o Fluminense também vem forte, por manter a base do ano passado, o São Paulo ainda está caminhando, mas tem um ótimo elenco. Por isso acredito que a Libertadores será conquistada por um time brasileiro.
O Galo encara o The Strongest, na Bolívia. Como é jogar na altitude?
Caçapa: Muito difícil. Joguei na Bolívia em 2000, com o Atlético, e na ocasião fui expulso por injustiça, pois eu não tinha nem cartão amarelo e a falta que eu fiz não era pra cartão vermelho. Deixei meus companheiros em situação mais difícil ainda. Jogar na altitude é muito difícil. Você quer... e a respiração não vem. Eu lembro que naquele jogo muitos atletas passaram mal antes, então foi um jogo bem complicado. Espero que dessa vez nenhum dos atletas passe mal e que o Atlético possa fazer uma ótima partida.
Você acha que o Galo vai longe nessa Libertadores?
Caçapa: Tem tudo... tem mostrado isso em todos os jogos que fez. Em casa tem mostrado uma força muito grande, que já era esperado pela torcida que tem, a festa, o barulho que faz a torcida do Atlético no Independência. Esse ano o Atlético tem tudo para chegar muito longe e até ser campeão.
O caldeirão que tem sido o Independência pode ser o diferencial?
Caçapa: Está sendo, pois em qualquer lugar que você vai, mesmo ouvindo outros times brasileiros falarem, que jogar contra o Atlético aqui em BH, no Independência, pra ganhar é muito difícil. Que a torcida continue a fazer o barulho que está fazendo e apoie o time nesse momento.
E como você analisa a atual dupla de zaga?
Caçapa: Eles fizeram um campeonato excelente ano passado. O Leonardo Silva é impressionante, o Réver vem muito bem e ainda tem o Gilberto como suporte. Não só a zaga, mas o grupo do Atlético tem tudo para chegar nas finais de toda competição que for disputar.
Você tinha liberdade para sair jogando às vezes e um volante o cobria. Dá pra comparar com as subidas do Réver e Leo Silva?
Caçapa: Tudo é treinado. Era tudo conversado, o Gallo já sabia que eu tinha essa força pra sair jogando, então quando eu saia ele já se posicionava como quarto zagueiro. E hoje a gente vê o Réver e o Leonardo Silva saindo pro jogo com o Pierre segurando um pouco mais. O futebol está tão centralizado, que precisa desse homem surpresa e esse homem surpresa pode ser um lateral, um zagueiro. Eles tem que dar continuidade para que sempre um fique, eu não vejo problema nenhum.
Fael Lima
ABRAÇO NAÇÃO!



