Texto enviado pelo leitor César Vouguinha
Pobre dos que duvidaram do Gaúcho. Não os crucifico, mas cá pra nós, duvidar de um gênio? Independente do momento conturbado que ele vivia, quem sabe sabe e ponto final! Dez meses se passaram e vocês já conferiram os números? Não, não falo dos golaços e assistências, pois isso é chover no molhado e os prêmios que o craque recebeu ao final da temporada passada justificam as belas atuações. Falo dos sorrisos que a Massa dá a cada jogada, de cada cumprimento ao amigo do lado quando ele faz aquela jogada inacreditável e você diz com cara de espanto, “Não, eu não acredito que ele fez isso!”. E a resposta é sim, pro Ronaldinho tudo é possível, até mesmo sair do céu, chegar ao inferno rubro negro e voltar ao céu preto e branco.
Foi no dia 04 de junho do ano passado que incrivelmente ele apareceu no CT do Galo. Sua primeira aparição não teve boina e nem chinelo. Foi uniforme de treino, chuteira e direto pro campo. Alguns sorriram pela bombástica contratação, outros torceram o nariz. A sua chegada mostrou que seria diferente. Nada de funk, pagode e cerveja, pelo menos na frente dos flashes. Publicamente, apenas bola no pé, Galo na cabeça... Ah e as amigas no coração né?! Rs...
Já se passaram dez meses! E desde sua chegada voltamos a sorrir... Vínhamos de um título mineiro invicto, mas um time ainda contestado e Cuca balançava. Bastou chegar R10, na época R49, pra tudo mudar! Aquele sorriso estampado a cada gol parece reflexo vindo da arquibancada. Só os atleticanos sabem o tamanho desta alegria, pois antes disto o coração sofreu com a ausência de ídolos. Os títulos ainda não vieram, estamos no caminho certo, mas futebol é futebol e não se pode garantir nada. Pés no chão e muita humildade nessa caminhada pela América.
O inferno do Horto tem seu principal endiabrado. Atende pelo nome Ronaldo de Assis, e me permitam uma dica: é melhor não mexer com a fera. Dos seus gols magistrais destaco a alegria nas comemorações, a humildade com os companheiros e até a emoção em um deles, quando chorou ao lembrar do padrasto recém falecido. Lamento pela crítica que discute a possível incitação à violência após comemorar com Diego Tardelli e sua metralhadora. Como pode um ídolo incitar a violência se ele pacificou a Cidade do Galo? Se este mesmo dentuço uniu brasileiros e argentinos com o único intuito de reverenciá-lo pela sua categoria? Fazer bolivianos ressentidos com a morte de seu torcedor deixarem a mágoa de lado para aplaudi-lo? Deixemos a hipocrisia de lado, Ronaldo não merece ouvir besteiras de quem fala sem pensar.
Obrigado Ronaldinho! É um prazer te ver jogar. Foram apenas dez meses, mas já agradeço por cada dia desde a sua chegada. Que essa felicidade permaneça entre nós durante longo tempo, pois mais que o Atlético, o futebol brasileiro precisa disso... Alegria, alegria!


