Canto do Leitor – Dez meses de alegria

Por:
05/04/2013 - 09:41

Texto enviado pelo leitor César Vouguinha

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Imagem: Túlio Desenhista

Pobre dos que duvidaram do Gaúcho. Não os crucifico, mas cá pra nós, duvidar de um gênio? Independente do momento conturbado que ele vivia, quem sabe sabe e ponto final! Dez meses se passaram e vocês já conferiram os números? Não, não falo dos golaços e assistências, pois isso é chover no molhado e os prêmios que o craque recebeu ao final da temporada passada justificam as belas atuações. Falo dos sorrisos que a Massa dá a cada jogada, de cada cumprimento ao amigo do lado quando ele faz aquela jogada inacreditável e você diz com cara de espanto, “Não, eu não acredito que ele fez isso!”. E a resposta é sim, pro Ronaldinho tudo é possível, até mesmo sair do céu, chegar ao inferno rubro negro e voltar ao céu preto e branco.

Foi no dia 04 de junho do ano passado que incrivelmente ele apareceu no CT do Galo. Sua primeira aparição não teve boina e nem chinelo. Foi uniforme de treino, chuteira e direto pro campo. Alguns sorriram pela bombástica contratação, outros torceram o nariz. A sua chegada mostrou que seria diferente. Nada de funk, pagode e cerveja, pelo menos na frente dos flashes. Publicamente, apenas bola no pé, Galo na cabeça... Ah e as amigas no coração né?! Rs...

Já se passaram dez meses! E desde sua chegada voltamos a sorrir... Vínhamos de um título mineiro invicto, mas um time ainda contestado e Cuca balançava. Bastou chegar R10, na época R49, pra tudo mudar! Aquele sorriso estampado a cada gol parece reflexo vindo da arquibancada. Só os atleticanos sabem o tamanho desta alegria, pois antes disto o coração sofreu com a ausência de ídolos. Os títulos ainda não vieram, estamos no caminho certo, mas futebol é futebol e não se pode garantir nada. Pés no chão e muita humildade nessa caminhada pela América.

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Foto: Bruno Cantini

O inferno do Horto tem seu principal endiabrado. Atende pelo nome Ronaldo de Assis, e me permitam uma dica: é melhor não mexer com a fera. Dos seus gols magistrais destaco a alegria nas comemorações, a humildade com os companheiros e até a emoção em um deles, quando chorou ao lembrar do padrasto recém falecido. Lamento pela crítica que discute a possível incitação à violência após comemorar com Diego Tardelli e sua metralhadora. Como pode um ídolo incitar a violência se ele pacificou a Cidade do Galo? Se este mesmo dentuço uniu brasileiros e argentinos com o único intuito de reverenciá-lo pela sua categoria? Fazer bolivianos ressentidos com a morte de seu torcedor deixarem a mágoa de lado para aplaudi-lo? Deixemos a hipocrisia de lado, Ronaldo não merece ouvir besteiras de quem fala sem pensar.

Obrigado Ronaldinho! É um prazer te ver jogar. Foram apenas dez meses, mas já agradeço por cada dia desde a sua chegada. Que essa felicidade permaneça entre nós durante longo tempo, pois mais que o Atlético, o futebol brasileiro precisa disso... Alegria, alegria!