Imagino a preleção dos times que enfrentam o Galo. Técnico: "Gastem todo o oxigênio nos 5 primeiros minutos, que eles entregam. Pressionem as laterais que ali é o mapa da mina. Cruzem bola a todo instante que eles não saem do chão. Vençam! Isso é obrigação".
Tudo isso porque tivemos o pior dos treinadores, nos últimos tempos, no Atlético. Além de não ter feito nada, ele conseguiu extinguir o pouco trabalho positivo deixado por Celso Roth. Todos desaprenderam o básico dos fundamentos e regras do futebol, como cruzar a bola na frente da área defensiva, finalizações, sequer sabem dominar uma bola. Luxa, o PIOR DOS PIORES!
O medo atual é que Dorival só perceba o que tem nas mãos, quando a barca já tiver afundado. Quando Ricardo Bueno provar que é um a menos em campo, quando ele enxergar que Neto Berola não consegue dominar uma bola sem cair, com aquele joelho de maria-mole e quando ficar claro que não temos laterais, e digo para defesa e ataque. E esses parecem ter infectado Obina, que há 3 rodadas tenta a mesma jogada; onde recebe de costas para o zagueiro e cai puxando a camisa do zagueiro, matando TODOS os ataques atleticanos. Há também a possibilidade de Dorival ver tudo isso e não ter opção, diante de um departamento médico inflacionado.
Faltam doze jogos até o fim do campeonato e a única maneira que a defesa encontrou de não levar gols, é criando um pinbal de chutões pra lá e pra cá, gerando escanteios pro adversário ou levando bolas quadradas ao ataque.
Se realmente tivessem ouvido a torcida, como dizem que aconteceu em todas as decisões, Renan Ribeiro seria nosso goleiro desde o primeiro dia de 2010. Porém, mais uma vez, Luxemburgo é quem pediu Marcelo e depois Fábio Costa, e ele sim foi atendido. Em momento algum, abrimos as portas para esses, pois sabíamos que todo o tempo, nós tínhamos a solução caseira. Mas, é mais cômodo culpar a torcida!
E agora, tudo o que resta para a torcida é esquecer que um dia, jogadores como Diego Souza, Diego Macedo, Ricardo Bueno, Neto Berola, entre tantos outros, vestiram essa camisa.
Como último recado ao técnico Dorival, eu peço que pegue as estatísticas de gols e assistências de Ricardinho no Brasileirão e me diga como esse jogador não entrou na partida de ontem.
Daqui pra frente, o Atlético precisa olhar para a tabela e fazer cálculos com seu desempenho e o do seus adversários. A tabela cria vários confrontos diretos e pedreiras no caminhos de quase todos, mas para usufruir disso, o Galo precisa fazer sua parte.
O Atlético ainda enfrenta os Goianienses(fora), Corinthians(casa), Inter(fora), Avaí(casa), Cruzeiro(torcida adversária), Botafogo(casa), Guarani(fora), Santos(casa), Flamengo(casa), Palmeiras(fora), Goiás(casa), São Paulo(fora). Desses 12 jogos, 5 são adversários diretos contra o rebaixamento e em 3 ocasiões o Galo jogará em casa. Ou seja, para sair dessa, basta o Galo querer. A pergunta é: O Galo quer ficar na primeira?
Com a ausência de Leandro, Mendez, Diego Tardelli, que lotam o departamento médico, além de Eron, Daniel Carvalho e Neto Berola que estão suspensos com o terceiro cartão amarelo, eis o time que eu, Fael Lima (blogueiro e atleticano), escalaria no sábado:
Renan, Felipe Cordeiro, Rever, Lima, Paulo Roberto, Fernandinho, Paulinho, Soutto, Ricardinho, Obina e Wescley.
O Banco de reservas ficaria da seguinte maneira: Aranha, Sidimar, Zé Luís, Diego Souza, Wendel, Jheimy e Ricardo Bueno (por falta de opção)
Assustado com a quantidade de nomes desconhecidos? Pois então eu lhes apresento: São esses os garotos da base e que provavelmente irão arcar com as consequências e burrices feitas pelas estrelas. São esses nomes que ninguém buscaria em aeroporto, mas que acharão forças onde não existe para fazer do Galo, um time de primeira divisão.
ABRAÇO NAÇÃO!
Fael Lima
*Fotos de Bruno Cantini (Clube Atlético Mineiro) no Flickr oficial do Clube.












