A parcial, por favor: como foi o Galo no turno inicial
Por: Rafael Orsini
21/08/2018 - 13:12
Os amantes dos botecos belo-horizontinos conhecem bem o conceito da parcial. Essa parte da conta é aquela análise prévia de tudo que já foi consumido ou adquirido, pedida principalmente quando os primeiros a buscarem suas casas vão embora. Pois bem: no final do primeiro turno, o garçom trouxe a prévia e com ela uma pergunta. Como se deu a parcial Atleticana no Campeonato Brasileiro?
Ficamos iludidos tantas vezes, decepcionados outras várias e talvez não consigamos ter noção de alguns dos feitos até o momento. Talvez porque a ilusão tenha sido grande demais para nos permitir uma análise mais criteriosa de todos os pedidos até então ou a cerveja tenha sido excessiva e nos deslocado da realidade.

Foto: Bruno Cantini (CAM)
A primeira impressão - aquela que fica - apresentou um Atletico que entregou pontos preciosos contra o Vasco, em pleno Rio de Janeiro. Roger Guedes, naquela altura, dava a vitória aos adversários, mas logo ele próprio fez questão de recuperar seu erro e comandar o ataque Atleticano. Junto com Ricardo Oliveira, pastorearam zagas adversárias e transformaram o time no maior goleador do torneio.
O “time de aluguel”, no qual o diretor de futebol tanto se orgulha em dizer, dava seus frutos. O estagiário Larghi mostrava consistência tática e o grupo de cima da tabela, jamais imaginado naquele início sombrio de 2018, caiu nas graças alvinegras. As péssimas contratações passadas saiam aos poucos, a equipe retomava a confiança, mas aí veio a parada da Copa...
Nessa pausa, onde as carteiras no boteco são esquecidas e o controle também, perdemos o goleador Guedes, Otero foi viver o mundo árabe, Adilson e Gustavo Blanco se machucaram e o mundo seria nebuloso até então. Mas, como o último sóbrio do recinto, o Atlético se reforçou. Trouxe Chará, Nathan, Leandrinho, Terans e Zé Welison. Thiago Larghi tinha reposições à mão, mas será que voltaríamos aos trilhos?

Foto: Bruno Cantini (CAM)
A ressaca bateu cedo demais, antes mesmo de vir a parcial. Alguns arrependimentos, sonhos destruídos e lágrimas se espalharam por todo o bar. Foi aí que o Engov Chará apareceu, as lágrimas se secaram e a firmeza era vista novamente. No fim, já com a conta em mãos, o garçom apresenta o resultado de quinto lugar, entre alegrias que vieram - e foram! - rápidas demais, mas começaram a reaparecer não muito tarde.
É cedo demais para se despedir da festa na rua. Talvez seja o álcool, talvez seja a ilusão dos boêmios: talvez seja a hora de reconhecer que chegamos em um ponto ótimo para os planos iniciais e sabemos que temos capacidade de estender a festa até a conta final.
