Foram várias partidas com a agonizante cena se repetindo. Cuca olhava para o banco à procura de uma solução quando a equipe não ia bem e não havia tantas opções à disposição do treinador.
Em 2014 teremos as mesmas competições de 2013, além da Recopa. Sem o dinheiro da venda de Bernard, restou apostar em um time mais jovem sem colocar a mão no bolso. Alecsandro por André, Carlos César por Alex, Júnior César por Pedro, Gilberto Silva por Claudinei, além da possível saída de Richarlyson e a volta de Soutto e Renan Oliveira.
Teremos um déjà vu quando Autuori olhar para o banco de reservas? A princípio, a situação é ainda pior. A pré-temporada, período onde o treinador pode testar diferentes formações, é marcada por escancarar uma bomba que explodiu, mesmo com o clube tendo tempo suficiente para cortar o fio vermelho.
O Atlético não possui um lateral esquerdo. O tempo que o técnico deveria dedicar às mudanças necessárias ou estudar os adversários que virão pela frente é desperdiçado nos testes para tapar esse buraco.
Michel não se encaixou bem naquela parte do campo, Dátolo tem dificuldade na marcação, além de ser uma incógnita pelo histórico de lesões, e não há como recorrer aos garotos da base, pois o meia Leonan joga improvisado por lá.
Por muitos anos, os erros eram corrigidos após vexatórias eliminações na Copa do Brasil (incluindo a chegada de um certo Ronaldo). O prejuízo em 2014 seria maior que as tradicionais eliminações da Copa do Brasil. Restaram outros fios vermelhos. Ainda dá tempo...
ABRAÇO NAÇÃO!

