Domingo de decisão na Arena. O Galo encara o Botafogo e precisa da vitória para garantir a permanência na Série A. O estádio estará lotado e a torcida empolgada, mas a festa não será a mesma.
A Galoucura continua impedida de entrar com faixas, bandeiras e bateria nos jogos. Tento, mas não consigo entender o fundamento dessa decisão. Ao invés de punir os culpados, preferem prejudicar o clube e toda a torcida.
Se eu tivesse mania de perseguição, acharia que o objetivo é lesar o Galo. No entanto, prefiro acreditar que é só MAIS UMA decisão equivocada do Ministério Público. O curioso é que, algum tempo depois, torcedores do Cruzeiro brigaram dentro do estádio e não houve punição. Por quê?
Num momento em que todos criticam a Galoucura, muitos devem estar surpresos em ver alguém defendendo a torcida. Também sou contra a violência e não vejo nenhuma justificativa para tal.
Porém, consigo separar as coisas e defender a Galoucura, quando acho que eles estão certos. Lamento pelos que dizem que na “Galoucura só tem marginal” e que “Tem que acabar com torcida organizada”.
São argumentos fracos e que não resolvem o problema. A violência, infelizmente, está em todo lugar. No futebol, ela existe e não é nova. Em 1963, um amigo foi agredido no estádio Antônio Carlos num jogo de aspirantes do Atlético, porque levou uma almofada azul para sentar. Ele tinha apenas 12 anos e tinha acabado de mudar pra BH, vindo do Espírito Santo.
Conto essa história só para mostrar que não foi a Galoucura que inventou a violência. Pode parecer óbvio para alguns, mas muita gente acha que acabando com as torcidas, a violência acaba.
Renato Pena
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Imagens: Moacir Gaspar, do Blog "Somos Galoucura"


