
Armando Giorni, ou simplesmente Mão de Onça. Lendário goleiro Atleticano, natural de Dores de Indaiá, onde nasceu em 15 de novembro de 1922. Começou sua carreira no antigo Sete de Setembro, onde ficou até 1943, quando se transferiu para o Galo.
O apelido “Mão de Onça” tem algumas origens diferentes. Alguns dizem que tem a ver com sua outra atividade: lanterneiro. O arqueiro Alvinegro trabalhava também na região leste de Belo Horizonte, no bairro Floresta. Alguns moradores da região na época diziam que Mão de Onça desamassava carros com as forças das enormes e grandes mãos, sem precisar de ferramentas.
Seu primeiro jogo com a camisa do Atlético foi em 2 de maio de 1943, na vitória por 3 a 0 sobre seu antigo clube, o Sete de Setembro, pelo Campeonato Mineiro. Era uma estreia sem sofrer gols de um dos grades nomes da história Alvinegra.
Na década de 40 e 50, o Atlético era, sem dúvida, o melhor time do Brasil. Seus jogadores recusavam propostas de clubes do eixo Rio-São Paulo com frequência. Além de Mão de Onça, o Galo tinha Kafunga no gol. O Sucesso do time era tão grande, que o quadro Alvinegro foi chamado para disputar uma série de amistosos na Europa, era a famosa excursão de 1950 que nos deu o título simbólico de Campeão do Gelo.
Mão de Onça era um dos jogadores que viajaram para o Velho Mundo. No total, foram dez jogos contra equipes campeãs e vices de seus países, com seis vitórias, dois empates e duas derrotas. Em dois jogos feitos na Alemanha, o arqueiro foi titular, com dois shows do Galo. Vitória por 4 a 3 sobre o Munich 1860 e uma goleada por 4 a0 sobre o todo poderoso Hamburgo.
Com a camisa Alvinegra, Mão de Onça atuou em 95 partidas, onde foi campeão mineiro em 1946, 1947, 1949 e 1950, além de Campeão do Gelo.
Faleceu em 14 de junho de 2007, em Belo Horizonte, e está enterrado no cemitério do Bonfim, na capital.


