E o vento nunca mais foi o mesmo

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14/07/2010 - 13:56

ro3 - E o vento nunca mais foi o mesmo
Às vezes essas madrugadas me trazem lembranças da sua imagem, das suas palavras, do seu atleticanismo, que contagiava a todos. O que teria dito agora, quando o Mineirão encostou suas portas por um longo período? O que diria nesses meses em que nossa esperança aflora novamente, como não acontecia há tantos anos?
Como poucos, você merecia ter presenciado aquele gol do Marques na final, confirmando toda a mística do elo que você pregava e tinha a certeza que existia entre o Galo e as forças Divinas. Milhares de atleticanos fazendo uma festa digna dos melhores tempos, que o deixaria orgulhoso. Nos piores momentos da nossa guerra, fomos cidadãos que não renegam o país, mesmo passando por seguidas derrotas. E essa sua lição nos fez comprovar que esses obstáculos só nos engrandecem. Quando, no fundo do poço, emergimos e conseguimos realçar nossa fidelidade cantando "Uma vez até morrer".
Nosso sangue, que não é de Coca-cola, mas é alvinegro, transmite uma energia que nenhuma crônica poderia descrever. Uma energia constante que, mesmo nos citados momentos difíceis, foi capaz de fazer com que aflorasse do seu coração as mais belas palavras,  juramentos de continuar defendendo a camisa que tremulava no varal. E nossa camisa nunca tremulou tão alto. Quando olho para os céus acinzentados, tenho a certeza de que é você a estender sua camisa sobre as nuvens, com o vento a nosso favor.
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Sei que ainda é atleticano onde quer que esteja, pois você muda o partido, a religião e as mulheres que ama, larga tudo, mas não deixa esse Clube Atlético Mineiro. Mesmo que num universo paralelo, mesmo após o fim da vida, já que foi ele quem justificou cada batida do seu coração enquanto viveu ao nosso lado.
Ah, como eu queria que teu coração fosse eterno como tua poesia, como as cenas que você relatava do baby craque Reinaldo, como as imagens que você testemunhava de atleticanos em frente à janela do seu quarto te entregando de bandeja a inspiração para acordar no dia seguinte ainda mais atleticano.
Não foi você o responsável por me fazer escolher o Galo, pois ele já veio ligado a mim como uma impressão digital. Mas foi você quem me fez ver o Atlético como um sentimento, uma ciência, um colo de mãe, uma guerra onde não são os troféus que se destacam, mas sim os soldados cantando emocionados em frente à bandeira que defendem.
Roberto Drummond, às vezes essas madrugadas me trazem lembranças da sua imagem, e me pego mais uma vez relendo tudo que foi dito por você em parágrafos em que até as vírgulas transbordavam a essência da Massa.

O sol acaba de atingir meu quarto, sinalizando que é hora de me despedir. Mas antes quero, num momento de audácia, dizer que você estava errado sobre uma coisa. Certa vez, quando disse que sonhamos coisas impossíveis, você se equivocou. Sim, pois a torcida do Atlético sonha com pessoas que defendam suas cores, que vivem em cada célula do corpo o "ser atleticano". Procuramos pessoas que torçam contra o vento durante uma tempestade. E você foi tudo isso, Roberto Drummond, tornando real, o sonho de cada torcedor do Clube Atlético Mineiro.

ABRAÇO NAÇÃO!
ABRAÇO ROBERTO DRUMMOND!
Fael Lima
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E-mail para contato: [email protected]
*Obrigado Elen Campos pela contribuição no texto.
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