Entre o otimismo e o pessimismo, a fé

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03/10/2011 - 07:26

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Não quero ser o pessimista da torcida e prever uma tragédia que possa acontecer daqui a dois meses, mas não quero brincar com a esperança do atleticano e dizer que não cairemos para a segunda divisão.

Não podemos dizer que esse time não tem vontade, pois alguns jogadores lutaram até onde permitiu o pulmão (e a natureza) e realmente farão de tudo para que o Galo não caia. Do outro lado temos Magno Alves, que deixou o coração no Ceará e demonstrou uma imensa falta de vontade no primeiro tempo. Seu pênalti me fez lembrar Edmundo, quando vestia a camisa azul, recuando para o goleiro do Vasco ao deixar o carinho pelo clube falar mais alto.

Dizer que esse time não tem qualidade, não é mentir, mas não podemos ignorar a técnica de um Daniel Carvalho ou até mesmo o talento promissor de Filipe Soutto. Mas temos também um time de Jonatas Obina e quem deposita suas esperanças no artilheiro do América de Teófilo Otoni, disputa a divisão do América de Teófilo Otoni.

O presidente diz que não cairemos por um planejamento que ele ainda enxerga. O planejamento citado conta com 45 jogadores em 8 meses de futebol, na temporada. Mais de dois times a cada quatro meses. Seus maiores investimentos são jogadores que já estão esquecidos pela torcida, antes mesmo de passarem pela porta dos fundos. Seu maior sonho é ser presidente do Dínamo de Kiev, e enquanto não consegue, traz o time aos poucos para vestir nossa camisa.

Conseguiria manter os fãs que restam se desistisse da reeleição e deixasse o Atlético para alguém com mais sorte, já que ele prefere chamar de sorte dois anos de resultados adversos. Mas inevitavelmente ele ficará, será presidente mais 3 anos e meu medo é que em 2014 ele ainda esteja citando Guilherme e André como o grande feito da sua administração.

Não quero ser o pessimista da torcida, mas se realmente já caímos, não foi no jogo contra o Ceará. Caímos a cada sorriso estampado na face dos jogadores após humilhantes derrotas. Caímos quando jogadores disputaram com a Massa a posse do Atlético. A Massa perdeu! Perdeu quando Patric fez sinal de silêncio, Guilherme mostrou que seu único aprendizado na Espanha foram alguns gestos e, talvez, tenhamos caído com Mancini ofendendo torcedores que ele tanto elogia quando vê câmeras ligadas.

O campeonato é uma balança e se realmente existe um trabalho sério nessa reta final, do outro lado pesam meses de puro amadorismo. Não quero ser o otimista da torcida, mas estarei presente no próximo jogo, pois tudo que me resta é confiar, como otimista ou pessimista, mas confiar.

ABRAÇO NAÇÃO!

Fael Lima

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*Imagem: Bruno Cantini