Eu acredito! E acredito como sempre acreditei

Por:
01/11/2012 - 09:21

Texto enviado pelo leitor Adolfo Gama

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Foto: Gabriel Castro

Não, não é no título, nem na Libertadores e muito menos na Sulamericana. Não são naquelas bolas na trave ou naquele gol tão improvável quanto inacreditável que o adversário marcou. Menos ainda naquelas teorias da conspiração que volta e meia aparecem na cabeça até do mais otimista, na perseguição cega por aquele pênalti não marcado ou por aquele cartão não dado.

Não é pela vitória que nos movemos, muito menos pela derrota que nos abalamos.

É naquele abraço sincero ao final do jogo, nos aplausos dados ainda sem que o resultado tenha aparecido. É em ser protagonista novamente da parte que interessa, voltando ao lugar de onde jamais deveríamos ter saído. A história, sobretudo recente, não tem sido das mais gentis conosco, mas ainda assim, tal qual aquele último sentinela que protege sua vigília, estamos lá. E sempre estaremos.

Mais do que isso, acredito naqueles onze que vestem a armadura preto e branca e enfrentam quem for, sempre de igual pra igual. “Taí” uma virtude que aprendemos juntos: não menosprezamos os piores nem nos encolhemos diante dos melhores. Enfrentamos todos sempre com a mesma vontade e o mesmo respeito.

Ainda que a bola não tenha entrado, que o passe não tenha saído ou até que a rotação da Terra não tenha contribuído pra que aquela bola entrasse após bater, caprichosamente, na quina da trave, eu continuo acreditando.

Em você que chegou este ano e já fez do manto sua segunda pele. Em você que está aqui há dois ou três anos e que já teve o desprazer de ver o inferno de perto. Em você que se criou em nosso terreiro, que aprendeu o que é ser homem de verdade carregando o CAM no peito.

E principalmente em você, jovem, que matou aula de manhã cedo pra poder comprar ingresso. Ou você, adulto, que perdeu a hora de almoço pelo mesmo motivo. Você que brigou com namorada, mãe, tio, primo, quem fosse necessário, pra poder gastar duas horas vendo a luta dos nossos campeões.

Agradeço, do fundo do coração, por devolver o brilho em nossos olhares e o sabor da nossa comida. Sem o Atlético, e só quem é entende, nada tem graça. Como meu avô me ensinou, e eu espero ter o prazer de ensinar também aos meus netos, estas quatro letras têm poder: GALO.

Quem disse que pra ser vencedor é preciso ser imbatível?

Obrigado por tudo e não se esqueçam, jamais deixaremos de acreditar.

Adolfo Gama Amorim - Belo Horizonte, 1º de novembro do ano 104 (2.012, praqueles que não têm o prazer em ter o Atlético em suas vidas).

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