Teresinha das Graças, nascida e criada no Aglomerado da Serra, não imaginava que o choro do filho Peterson por querer entrar no gramado do Mineirão seria o primeiro passo para uma vida dedicada aos pequenos Atleticanos. Depois do Peterson veio o Valmir, o João, a Adriana... Uma incontável lista que conta com Rodrigo Lasmar, filho do Neylor, e os netos do amigo Elias Kalil, o ex-presidente citado com muito carinho nas histórias. Décadas depois, seria impossível calcular quantas crianças viveram a inesquecível cena de pisar no gramado segurando a mão dos ídolos da camisa Alvinegra.
Desaparecido há anos, Peterson deixou uma lacuna que só poderia ser preenchida por todo esse carinho que os mascotinhos dão à Tê, ou Dinha, como é chamada pelas crianças da Serra. Com o passar do tempo, ao lado da inseparável amiga Tia Célia, muitas histórias ajudaram para que a parede se transformasse num vivo e imortal álbum de fotografias. A graxa preta de sapato pra cobrir os tênis azuis, o óleo para dar brilho à pele das crianças em campo, a divisão das marmitas nas caravanas de crianças em jogos fora de BH, as marcas de tintas das mãozinhas nas tábuas ao redor do Labareda. São incontáveis e imensuráveis registros da alma Branco e Preta...
Hoje a Tia Teresinha assiste da arquibancada a entrada dos mascotinhos com a sensação de dever cumprido. Ao lado dela, milhares de Atleticanos com os olhos brilhando ao ver as crianças tomando o gramado constatam a sensação de que o verso “nosso time é imortal” é mais que verdadeiro e genuíno. Em cada criança, uma linha da nossa história e ao lado delas, homenageamos autoras de verdadeiros livros na biblioteca centenária do Clube Atlético Mineiro.
Valeu, Peterson. Muito obrigado por tudo!
Tia Célia! Seremos eternamente gratos!
Por fim, viva a Tia Teresinha do Clube ATLÉTICO Mineiro!
*Aguarde a segunda parte ainda essa semana.
FOTOS: CENTIM VICENTIM/TRS FOTO <- CLIQUE PARA CONHECER