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Dois mil e doze começou para o Galo e, como era esperado, com muita pressão em cima dos jogadores que se apresentaram. A revolta dos atleticanos é justa, válida e deve ser mantida enquanto não comemorarmos um título. E eu não falo de Mineiro.
Uma revolução silenciosa acontece na torcida atleticana desde 2006, mas só agora a bola de neve pode ser vista. A paciência do atleticano tornou-se um barril de pólvora e se qualquer faísca tem sido explosiva, 2011 foi um lança-chamas. O que eu temo é que essa explosão jogue pro alto não só a meia dúzia preguiçosa que parece errar por prazer no futebol, somente para mostrar que está acima do bem e do mal. O torcedor que for aos jogos do Galo em 2012 deve ser inteligente e saber quando e como mostrar sua indignação.
Eu não estou satisfeito, você não está e creio que ninguém da Massa aprovou um dia sequer em 2011, mas cada grito nas arquibancadas pode mudar o retrato de uma partida e agigantar o adversário. Que protestem não indo ao estádio, aliás, quem for para ajudar o adversário, melhor mesmo que fique em casa. Quem for com a intenção de protestar, que levem cartazes, peça raça (não esqueça também da qualidade), que vá ao Ct, à Sede e converse no pé do ouvido quando encontrar com um dos homens de chuteira pela noite, mas enquanto a bola estiver rolando, lembre-se que você é atleticano.
Dentro de campo estará a camisa alvinegra, então devemos achar juntos a melhor maneira de fazer essa turma jogar de acordo com o salário – que não é baixo e cai na conta independente da posição na tabela. Devemos aprender também a não aceitar que o presidente nos empurre goela abaixo o que ele e meia dúzia de dirigentes pensam sobre o futebol. Se ele falar alto, somos quase dez milhões de vozes e podemos fazer mais barulho.
Tudo isso depois dos 90 minutos, com a vitória, derrota ou empate, para que cada palavra também tenha direção e não se torne uma metralhadora de ofensas a esmo. Aplausos agora somente com a volta olímpica. Daremos nosso show, mas tudo para festejar a existência do Clube Atlético Mineiro e não pelo fato de Fulano vestir nossa camisa ao lado de Ciclano. Somos maiores que todos e eles passarão, seja jogador ou dirigente, enquanto nós ficaremos.
Você pode até citar “Eu quero é raça, do time todo” ou “Ôôô queremos jogador”, mas não se esqueça do “Vai pra cima deles Galô”. Afinal de contas, pode vir 2012, 2013, 2014 e toda a vida, que estaremos lutando uma vez até morrer.
*Fotos - Moacir Gaspar
ABRAÇO NAÇÃO!
Fael Lima

