Sou filho de um cruzeirense fanático, que assim como qualquer pai tenta levar seu filho para a torcida do time em que ele acompanha. Meu pai até tentou, me explicava o jogo, me falava de um time azul e tudo mais em clássicos... E esse foi o erro! Por me fazer ver os clássicos, meu pai falava de um time azul e eu só conseguia ver o outro lado da arquibancada com uma imensa nação alvinega. Eu só conseguia ver um time jogando contra uma empresa, uma família contra uns atletas, uma torcida contra uma simpatia por êxitos. E assim me tornei atleticano, apaixonado, incurável e inegociável.
E em tantos clássicos que vi, ouvi, e li, alguns ficaram na memória, seja pelo placar, pela batalha, pelo espetáculo das arquibancadas ou pelos jogadores que são o centro do show.
Ah, esses jogadores.... Que tanto aplaudo, que tanto xingo, que me fazem comemorar, que me fazem rir!
Foram muitos por esses muitos clássicos, nesses muitos anos, e pode ser que alguns tenham feito participações especiais do outro lado, mas o maior espetáculo sempre é do lado de cá da lagoa. Espetáculo com artista único, ou com um trio nada bendito, nada pacificador, totalmente impiedoso.
Um clássico onde quem tem história fixa é o Clube Atlético Mineiro, que esteve com o mesmo nome e as mesmas cores em todos, enquanto outros tentam ser verdes, vermelhos, ypirangas, palestras, italianos, nazistas.... É melhor eu frear minha língua, antes que com os resultados das minhas palavras eu dance.... Dance como tantos zagueiros azuis dançaram aos pés de Reinaldo.
E pra não ser irônico mais nas palavras, vou falar em alto e bom som, batendo no peito, como um cara que após o gol de peito, batia no mesmo e dizia "EU SOU FODA!"
Domingo é melhor que os rivais se agarrem às suas crenças (ou às suas traves), e beijem seus terços (ou as suas traves), pois o Atlético inicia sua nova arrancada nesse domingo e se você não quer ver massacre, recomendo que vire as costas (não é válido para os goleiros).
Então até
amanhã com mais um post diário CAM1SA DO2E na semana do clássico. Lembrando a todos os torcedores que ainda não deram um abraço em seus rivais azuis, que realmente não o façam, mas que pelo menos mantenham um contato com os mesmos, como nosso amigo Coelho.












