Integrar o quadro de árbitros da FIFA é um título máximo para os árbitros de futebol. Eles passam a vida toda escalando uma montanha, onde o pico é ser um árbitro-Fifa. Porém, se para uns, cada passo é suado e cheio de lutas, para outros, basta seguir conselhos e dicas de um sistema sujo.
Nada melhor do que um tabuleiro de xadrez para ilustrar esse cenário. O rei recomenda ao presidente da Comissão de arbitragem que, para o bem do futebol brasileiro, o time “x” vença a partida. Esse, por sua vez, comenta com os juízes sobre o pedido carinhoso do chefe. Então esses peões entram nos jogos inundados de más-intenções ou medos, já que nenhum desses quer sair dos sorteios ou ser criticado pela mídia que aspira os mesmos ideais do tal rei.
E a mídia tem papel importante no jogo, afinal o diretor de transmissões viaja sabendo que lance polêmico para ‘fulano’ não precisa de tantas reprises, e é essa mesma mídia quem contrata o que há de mais imundo em arbitragem, para depois comentar as bandalheiras da atualidade. Há ainda os casos em que essa mídia passa a mão na cabeça de um Felipão, que se sente o dono do mundo no futebol brasileiro, e pressiona todos os setores, até que façam sua vontade ou mostra a imagem de um goleiro Fábio religioso e de bom comportamento, omitindo os palavrões, provocações e gestos no gramado, irritando os adversários. Tudo isso porque ela precisa de personagens, então o Felipão reclamando da arbitragem é injustiçado enquanto Alexandre Kalil é um baderneiro.
Mas não sairemos do foco nos homens do apito. Vamos dar um exemplo de belo peão que subiu rápido na profissão: Evandro Rogério Roman. Árbitro FIFA desde 2008, Roman protagonizou uma das cenas mais repulsivas no futebol brasileiro, no jogo entre Londrina e Engenheiro Beltrão. Além de pênaltis e gols ilegais, o árbitro não deixava o time do Engenheiro Beltrão jogar, com faltas não marcadas ou diferentes critérios. E assim ele subiu na profissão, chegando ao Campeonato Brasileiro, onde já foi advertido com falsas suspensões em erros grotescos.
Nos últimos dois jogos em que o juiz apitou aos jogos do Atlético, ele não teve êxito quando o Galo venceu o Corinthians, mas cumpriu sua meta no último jogo contra o Botafogo.
E assim ele vai ganhando respeito na CBF e nas emissoras que transmitem os jogos e que tem orgasmos múltiplos a cada vitória carioca ou paulista.
Quem não anda na linha, ganha um puxãozinho de orelha, como Paulo César de Oliveira, que não foi o representante brasileiro na Copa do Mundo, pois além de ser negro, não obedeceu tanto à CBF quanto Carlos Eugênio Simon, outro peãozinho no tabuleiro da entidade.
Leandro Pedro Vuaden é o árbitro da partida entre Atlético e Palmeiras na próxima quarta. Atenção Massa, pois esse pode ser mais uma jogada de mestre do rei, atendendo aos pedidos de Luis Felipe Escolari.
Como diria Bezerra da Silva: “Se gritar pega ladrão.....”
ABRAÇO NAÇÃO!
Fael Lima
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