Durante todos os nossos dias na Terra, vivemos escrevendo uma história contínua. Mudam os cenários, mudam as pessoas e, você também muda, mesmo que não perceba.
E pela estrada do viver, todos nós perdemos amigos, conhecidos ou familiares que eram importantes peças em nossas vidas. Passamos o resto de nossos dias a lembrar das melhores cenas, e há momentos em que você daria tudo para estar de novo ao lado dessa pessoa.
No futebol acontece algo semelhante, pois mesmo os mágicos da bola, os geniais que parecem imbatíveis, chegam em seus dias em que o corpo já não corresponde à toda grandeza do espírito.
Alguns encerram suas páginas sem cores definidas, outros são multicolores, mas alguns.... alguns nascem com suas cores traçadas já no berço, e não há interrupção humana, ação terrestre ou lesão física que mude o destino que já é certo.
Assim foi com Marques Batista de Abreu, um cara calado, de porte físico nada assustador, que desembarcou em Belo Horizonte no ano de 1997, para nascer de novo.
Em sua infância por terras mineiras, Marques já encantava a nação alvinegra, que se sentia como um ente próximo do pequeno que fazia molecagens ao lado de um tal Valdir Bigode.
E se toda criança tem um amigo gordinho, com Marques não foi diferente, vivendo grandes molecagens com o companheiro Guilherme.
O tempo passou, o garoto cresceu, e como todo jovem, Marques resolveu que era hora de passar um tempo londe de casa, indo se esconder até do outro lado do mundo, mas como disse o início, quem nasceu com um destino, não há como escapar.
A nação alvinegra ainda sonhava em ver seu filho voltando pela mesma porta que saiu. E assim como tantas vezes que ele surpreendeu os marcadores, o mesmo ele fez com a torcida atleticana que teve de volta as cenas que deixaram saudade no coração alvinegro.
E quem disse que o mundo é justo? O ídolo de uma geração inteira deixava mais uma vez o futebol triste, uma camisa 9 sem dono e a torcida órfã de um grito de Olêêê Marqueesss.
Agora as esperanças de o ver de novo já não eram tão fortes. O tempo logo chegaria e inundaria todas as lembranças que havia ficado do ainda garoto, Marques.
Inundado ficou foram os olhos do Messias, ao chegar na sede do seu clube no ano do centenário, carregado por um mar de torcedores. Inundado ficou o coração da torcida, que se sentiu a mais sortuda do mundo, pois por muitas vezes perdeu quem tanto admirava, e tantas vezes também pôde voltar a vê-lo, pôde mostrar a ele o quanto ele é importante para milhões de pessoas.
Marques quebrou as leis da humanidade, nascendo, crescendo, e não aceitando o fim da sua história, mostrando que, de coração é mais um imortal em uma nação que o respeita uma vez até morrer.
33? 3x3 = 9
ABRAÇO NAÇÃO!
ABRAÇO MARQUES!









