Texto enviado pelo leitor Alexandre Silva
O Atlético é um dos grandes favoritos ao título. Começo dizendo esta frase pra não ser alvo de malucos xingando até a terceira geração da minha família. É fato mais que comprovado e não é novidade pra ninguém. O Galo divide com o Fluminense e o Grêmio a liderança nas casas de apostas – legais ou não – e em bolões espalhados pelo país afora. Dentro de campo também, mostra claramente que está no páreo, apesar da queda natural de rendimento de todos eles. Vejo neste momento, chances iguais de título para os 3 que estão na ponta. Ou seja, em proporções matemáticas, 33% pra cada um. E pra ser mais exato ainda, deixemos o 1% restante pra zebra, algum outro time que possa aparecer, afinal, o futebol é o esporte das surpresas, e por isso é genial, já dizia aquele “velho deitado”...
Mas se a possibilidade é igual e todos ainda estão na briga, também nos vale refletir sobre outro lado. E é aí que surge a pergunta:
Mas... e se o Galo não for campeão?
No futebol, assim como na vida, em algum momento se paga pelos erros cometidos. E no futebol parece que a cobrança por esses erros, vem de uma forma muito mais rápida. Já cansei de falar sobre o episódio “dezembro de 2009”, que desencadeou o inferno astral vivido nos últimos 2 anos. O Atlético pagou, e caro pela seqüência de erros do final daquele ano. Mas enfim, parece que um dos grandes responsáveis por aquilo tudo, Alexandre Kalil, aprendeu com os seus erros, e isso é o mais importante. Mas e a torcida? Será que também aprendeu?
Em caso de não conquista do Brasileirão 2012, qual será a atitude do torcedor atleticano? Duas opções: A mesma horda enfurecida de 2009, com sede de cabeças rolando, pressionando por reformulação total, questionando o trabalho do treinador, do presidente, do assessor de imprensa, do copeiro, do faxineiro, do segurança e pedindo a saída de todos eles. Além claro, de questionar a qualidade de bons valores do elenco, como Bernard, Leonardo Silva, Marcos Rocha e acreditem até do próprio Victor e quiçá Ronaldinho Gaúcho. Sim, não me assustaria se visse isso.
Ou o torcedor tem outra opção. Entender que tudo enfim está voltando ao caminho certo, compreender que futebol se faz com seqüência de trabalho e planejamento a longo prazo. E se não foi dessa vez, que o caminho está mais do que certo pra se chegar lá.
Já registrei isso em outro texto meu, publicado há tempos atrás, mas cai bem dentro deste contexto: Ao fim de 2009, logo após o término do campeonato, Paulo Vinícius Coelho disse: “Este ano foi o primeiro passo pro Atlético voltar a ser o que já foi”. Mauro Cezar Pereira emendou: “Não adianta agora mandar todo mundo embora. O Atlético está no caminho certo, o processo de reconstrução é gradual”.
Antes que aconteça, agora e com a cabeça fria, será que realmente dá pra levar a sério a opinião de dois dos maiores conhecedores de futebol do país?
É óbvio que a luta pelo título continua e como disse lá no primeiro parágrafo, o Atlético é um dos grandes favoritos. Mas o segredo do sucesso em qualquer área da vida é esperar sempre o melhor, mas estar preparado pro que vier. E não, não tirei isso de algum livro do Roberto Shinyashiki ou do Lair Ribeiro.


