Me desculpe por não acreditar

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15/10/2012 - 15:53

Colunistas Fael Lima2 - Me desculpe por não acreditar

Hoje foi um daqueles dias que saí de casa imaginando quantos gols do Atlético eu veria. Tinha total certeza que encontraria uma rua entupida com aquelas caras sorridentes, deixando claro que esperaram a semana toda por aquele momento. Porém, cheguei atrasado e já não havia tantas pessoas nas esquinas. Passei pelas catracas e avistei o gramado (antes tivesse ficado do lado de fora), pouco depois, gol do time adversário.

Sabia que o Galo precisava de mim na arquibancada, por isso cantei que aquele era o time da virada, o time do amor. Reforcei o coral no momento do hino, destaquei que o time de vermelho e preto caminhava para a segunda divisão. Bola na área e eu fiz o movimento da cabeçada. Não fiz o gol, ma sei que sem meu movimento na cadeira, o atacante não alcançaria aquela bola. Quem nunca cabeceou uma bola para o gol, mesmo no sofá de casa?

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Foto: Gabriel Castro

Ainda não era o suficiente para fazer valer os versos – O time da virada, o time do amor. Os minutos foram passando e velhos fantasmas tentaram me assombrar. Decepção, tristeza, o gosto do “quase”, que muitas vezes é pior que a derrota.

Peguei a mochila para deixar o estádio, apesar da tentativa do amigo Pedro Henrique, dizia ele – “O Galo vai virar, Fael. É o Galo!” – Os fantasmas foram mais fortes e comecei a subir a escada.

Acho que nunca havia notado como é a reação da torcida antes de um gol. No início da jogada, uns gritos impacientes, seguido de um agudo, como quem implora para que venha o chute, depois, o gol, um barulho único, não são vozes, não é uma bomba, mas algo que chega e te deixa sem reação.

Sem acreditar, voltei correndo e encontrei o João Paulo encostado numa parede, chorando. Não olhei para o gramado, pois aquela era a confirmação. O time da virada, o time do amor.

Que o Galo me perdoe pelo dia que não tive fé até os 47 minutos infartantes do segundo tempo. Fica a lição – Às vezes, nosso maior adversário é o relógio. Nosso maior reforço é a fé.

Deixando o lado poético, é como esbravejou Júnior César, debaixo de lágrimas. “ACREDITA, PORRA!”

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Foto: Gabriel Castro

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Foto: Gabriel Castro

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Foto: Gabriel Castro

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Fael Lima

ABRAÇO NAÇÃO!

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