O "SE" é usado na língua portuguesa com frequência, como algo que poderia acontecer (conjunção condicional), entre outras formas de encaixá-lo em frases do dia a dia.
Mas na história do Galo o "SE" é um pesadelo, um atraso, um adiamento de sonhos e um quase, que parece interminável nessas nossas páginas.
Desde os "SE" do passado que vieram, sobre ações de árbitros, o Atlético tem deixados grandes times, grandes histórias, grandes temporadas com o final feliz esbarrando no "SE".
"SE" Arnaldo César Coelho tivesse expulsado os assasinos Neco e Chicão na final do Brasileirão de 77, ou "SE" Aragão não tivesse atravessado nosso caminho na final de 1980, com toda sua malícia e roubalheira escancarada.
Pela Libertadores foi um José Roberto Wright que encheu nossas cabeças de "SE" por muitos anos, ao apagar a geração de Reinaldo. E foi assim por muitas vezes com os Simon, Márcio Rezende, entre outros.
Entre outras perguntas que faço com o "SE", envolve Telê Santana na década de 80 no Galo, "SE" o Rei tivesse joelhos por muitos anos, "SE" muitos presidentes não tivessem mergulhado meu Galo em dívidas inexplicáveis.
Houve também os "SE" que vieram sobre a incompetência dentro de campo como a dúvida "SE" Diego Alves não tivesse tmado 3 gols do Fortaleza em 2005, "SE" teríamos caído para a segunda divisão.
No ano de 2009, o "SE" vem com uma nova roupagem, deixando de lado os homens do apito, ou o azar de anos anteriores, passando a ser um "SE" made in Galo. Dessa vez os "SE" que ficam é da nossa própria inexperiência e malícia, por ter um time jovem, deixando um "SE" Renan Oliveira acertasse o pênalti contra o Palmeiras, "SE" tivessémos ganhado os jogos fáceis dentro de casa, "SE" o Avaí não empatasse, "SE" tívessemos menos lesões e até mesmo "SE" tivéssemos confiado um pouco mais e trazido um grande camisa 10.

Agora o "SE" que fica a partir de hoje é "SE" brigamos ainda pelo título ou "SE" tentamos a Libertadores. Com certeza "SE" não houver uma rápida reação de vontade e determinação dos jogadores, o Galo mais uma vez ficará com a anoréxica vaga na Sul-Americana.
Nos distanciamos do grupo da frente não sei "SE" pelo excesso de confiança ou por não ter a confiança necessária de que é possível o Atlético Campeão Brasileiro 2009.
Obrigado Kalil, e obrigado aos milhares que estiveram nas terras do CAM1SA DO2E nos últimos dias.
Me emocionei muito, como me emociono com o Galo há 24 anos.
Abraço nação!
Fael Lima








