“Chora, não vou ligar....” – Ouvir essa música nos estádios é como uma assinatura de que o Atlético venceu e, na maioria das vezes, a vítima é um grande rival ou se tratava de um jogo importante. Porém, após a conquista da Libertadores, não me assustaria se os jogadores virassem para a arquibancada e cantassem para alguns Atleticanos – “Você pagou com traição a quem sempre lhe deu a mão”.
Foram péssimas atuações e alguns jogadores estiveram irreconhecíveis, mas o que se vê nas arquibancadas são pessoas que não se lembram de como queriam soltar o grito de “campeão” e que aqueles atletas em campo foram os responsáveis. Imaginei que todos os personagens responsáveis pela taça na Sede de Lourdes se tornariam ídolos, do faxineiro ao pé esquerdo do goleiro Victor. Alguns minutos de bola rolando nos dias seguintes, e Ronaldinho já não tinha compromisso com o futebol, Marcos Rocha não era jogador profissional, Bernard era um irresponsável, Pierre caindo o rendimento assustadoramente, entre outros comentários de arquibancada.
Sem dúvida o título veio, pois ficamos chatos após aquela goleada no fim de 2011, mas estamos falando em ser chatos com os caras que calaram um mundo inteiro contra o Atlético. Tiramos o fardo pesado das nossas costas e iremos transferi-los para as costas de cada um no grupo? Qual será a motivação de um jogador ao saber que será campeão na quarta e vaiado no domingo? Falamos em fulano construir história no clube, mas tentamos destruí-la nas primeiras páginas.
O discurso padrão para resposta é que todos ganham bem e devem aguentar qualquer pressão. Sim! Todos ganham muito bem, como outros passaram por aqui, ganharam muito bem e nada fizeram, assim como todos os participantes do Brasileiro e da Copa do Brasil possuem uma maravilhosa conta bancária e terão uma torcida jogando a favor nas competições. Virão novas decisões nas próximas semanas e a Massa precisa decidir se fará jus à frase que tanto repete e mostrar que está realmente fechada com o Atlético. Aqueles que cobrarão de alguém pelo salário que recebe, recomendo que criem a torcida “Atleticanos Fiscais do Imposto de Renda”.
O Atlético pede um voto de confiança e lembra que confiar não é estar ao lado somente no topo do pódio. É chegar no estádio com o pensamento de que houve uma turbulência, mas nós somos o time e a torcida que criaram um caldeirão no Horto. A América teme o Galo e sua casa. Nós ainda acreditamos nesse time e mostraremos isso nos próximos jogos. Os adversários irão chorar e nós não vamos ligar. Chegou a hora!
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Fael Lima
ABRAÇO NAÇÃO!


