
Não cheguei a conhecer pessoalmente o Marcelo Henrique, apelidado de Celin. Ouvi falar dele na véspera do clássico, dias após um acidente de carro tirar sua vida. Era fim de noite quando recebi uma mensagem do irmão Elmo, também Atleticano, dizendo que o Marcelo estava ansioso com o retorno da temporada, pois gostava de entrar no Cam1sa Do2e aos domingos para assistir os vídeos da arquibancada. O vídeo da Massa cantando o hino era sempre seu favorito, pelas imagens, pela energia, pela vibração. Quando viajava com o pai para os jogos em outras cidades e retornava para BH, antes de descansar já procurava os vídeos para cantar todas as músicas novamente, como se o time ainda dependesse daquele apoio, como se ainda fosse possível reverter o placar.
Quando o Galo entrar em campo na quarta, atraindo os olhares da América e do mundo, nós seremos o olhar do Celin, seremos a voz, seremos a força do Galo na arquibancada, a torcida que ele considerava quase um clube à parte. No clássico, algumas barras Alvinegras balançaram puxando um “Nós somos do Clube Atlético Mineiro...” e quando o “Vencer, vencer, vencer” chegou, eram tantas camisas girando, que não sei se o arrepio foi pelo hino ou por lembrar que ele daria tudo para estar ali.
Marcelo Henrique, o Celin, era tão apaixonado por esse hino, que seu caixão foi descendo e os Atleticanos tiveram o reforço das vozes dos cruzeirenses que repetiram cada verso em homenagem ao amigo. Celin, você ia adorar assistir a esse vídeo. Fica com Deus, meu irmão Alvinegro.
Fael Lima
ABRAÇO NAÇÃO!
