O laboratório Atleticano, experimento 2018

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24/09/2018 - 12:27

Dentre todas as ilusões Atleticanas - explicadas a partir de nossa essência sonhadora -, a mais recente delas se trata de 2018, o nosso presente cruel. Chefiadas por uma diretoria que por vezes parece não saber ter em mãos, o laboratório Atleticano testa técnicos, distrata bons elementos e nos dá como realidade um time sem ambições, sem gana, sem cara e sem jeito de Galo.

Parece loucura dizer isso de um time que está em sexto lugar, (ainda) no grupo dos times que se classificam para a Libertadores, mas precisamos ir um pouco além. Nesse laboratório, o que fizemos para ter um ano de glórias? Vamos começar pelo começo. No caso, no banco de reservas.

atletico - O laboratório Atleticano, experimento 2018

Foto: Bruno Cantini (CAM)

No início desse ano, o discurso era de manter o que tinha dado "certo", com Oswaldo de Oliveira a frente dos trabalhos. Não demorou muito - aliás, demorou apenas um chute do treinador no repórter após um jogo tenebroso contra o Atlético do Acre em fevereiro - para que o técnico medalhão caísse. Em seu lugar, Thiago Larghi assumiu e se manteve interino até a parada da Copa, quando foi efetivado, respaldado pelos resultados até então. Justo, certo? Nem tanto.

Larghi é um dos casos de treinadores que surgem do acaso, que pode ser traduzido em falta de planejamento de uma diretoria. Depois de vários "nãos", a chance caiu no colo do agora treinador e a diretoria foi quase que obrigada a efetivá-lo. O time até que apresentou um bom futebol em algumas partidas, mas é constante o erro de escalação, de substituição e até mesmo de jogadas do treinador/interino/estagiário. O Galo tem sido seu laboratório de estudos - e somos nós que sofremos com seus testes.

Por outra ponta, se vê em campo jogadores que, se não são emprestados por outros clubes - que querem que eles desenvolvam em nosso laboratório, assim como foi com Roger Guedes -, foram chutados de suas equipes, presenteados com 3, 4 ou até 5 anos de contrato sem a menor justificativa. Enquanto isso, bons elementos como o Adilson, que estava fora dos planos de Oswaldo de Oliveira, não recebe uma proposta longa, jogado as traças como um qualquer. Qual é a prioridade? A quem estão querendo agradar? Sinais, fortes sinais.

galo 1 - O laboratório Atleticano, experimento 2018

Foto: Bruno Cantini (CAM)

Nas duas últimas partidas contra o rival e o Flamengo, o que se viu foi um time sem ambições, sem gana, sem desejo de lutar pelas vagas que estão acima. No fundo, a verdade é que esse time não sabe como chegou até lá, mas não tem pretensões de tentar algo maior. No fundo, temos que agradecer que a sorte nos sorriu em algum momento. Se depender do laboratório Atleticano, vamos continuar testando, testando e testando. Até o momento que tudo vai se explodir.