O que os números podem representar para alguém? Alguns acreditam que eles trazem sorte ou azar, fazem jogos, marcam datas, calculam valores, sendo constante o uso deles no dia a dia.
Na história do Atlético temos o 13 para representar o time, uma vez que é o número do Galo no jogo do bicho, e temos também o 12 para representar A MASSA, como décimo segundo jogador.
Porém, por muitas e muitas vezes, diferentes gerações reverenciaram o número 9 no alvinegro.
A braçadeira de capitão não importa, quem vai estar no gol é detalhe, e até o técnico do time não tem a mesma atenção da torcida atleticana, como o homem que vai vestir a camisa dos ídolos.
Para ser digno de vestir o manto de numeral nove, não basta ser bom jogador, não basta ser estrela, não adianta você simplesmente entrar em campo jurando que fará dezenas de gols. Quando falamos da camisa do Clube Atlético Mineiro, é preciso que o atleta faça a mistura perfeita do bom futebol com o respeito ao Galo. É fazer do manto sua pele, em veias brancas onde se corre um sangue negro. É entender que por mais que o mundo lhe ache o maior jogador do mundo, você ainda será infinitamente menor que o Galo.
E assim o Atlético recebeu mais um candidato para a camisa nove, no ano de dois mil e .... nove. Ele chegou para herdar a coroa do, já coroa, Marques, que eternamente será o xodó de uma nação.
Jogo após jogo, Tardelli foi driblando a desconfiança, chapelando as críticas, se esquivando de propostas milionárias, e se tornando mais alvinegro cada vez que a rede balançava.
Quando coloca as mão em forma de arma soltando seu RATÁTÁrdelli, significa que muito zagueiro já foi fuzilado, há um corpo de goleiro no chão e está por vir uma explosão nas arquibancadas, tamanho o poderio de fogo do atacante.
Ele é alguém que não tem as características tradicionais dos reis, onde se vê um olhar frio, uma face séria com atitudes cautelosas, pois ele ainda é um menino; um menino que conquistou Minas Gerais com seu jeito de moleque e sua alegria em campo.
Diego Tardelli entendeu que para viver dias, meses ou anos de Seleção, ele precisava primeiro construir uma história eterna no Atlético. E a medalha de ouro para essa sabedoria, foi a camisa amarela. Tão amarela quanto a coroa dos reis que já passaram por essa camisa 9.













