O sabor da taça

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26/07/2013 - 14:27

final libertadores moacir gaspar - O sabor da taça

Eu não tenho filho, não tenho sobrinho, não me formei ainda, nem me casei, e como também sou caçula, nunca vi um irmão nascer. Sendo assim, a maior emoção e alegria que tive na vida quem me deu foi o Galo.

Eu nunca senti nada perto do que eu senti ontem. Eu não faço a menor ideia do que representou este título. Falar que saiu da fila, acabou o azar e etc. é muito pequeno perto do que é para o Atleticano vibrar com o Galo.

Eu ainda guardo na memória o que foi 2005. Sei exatamente como foi 99. Jamais vou me esquecer das tristezas, e é isso que faz o Atleticano valorizar tanto as alegrias. Os outros sabem que não conseguem entender, e é por isso que eles tentam desvalorizar. Mas que pessoa ruim pode ser essa que tenta desvalorizar o amor? Como é que se explica um sentimento que às vezes é maior do que podemos sentir? É tão forte que às vezes dói, machuca, mas nunca deixa de estar presente.

Eu e a língua portuguesa não temos palavras pra explicar o que aconteceu ontem com o charge doida 300x263 - O sabor da taçaAtleticano. Se foi a redenção, a glória, eu não sei. Ainda acho pouco. O que eu vivi ontem e vi na cara de cada torcedor é inexplicável em palavras. É incredulidade, mas não só. É alegria, mas não só. É choro, lágrima, mas não só. É muita coisa. É coisa demais.

Se alguma vez eu duvidei de você, Galo, me desculpa. Se alguma vez você duvidou de mim, eu também te desculpo. Você não me deve mais nada. Você me deu o que eu precisava e me ensinou o que é ser feliz. Por tudo que nós passamos, o nosso final não podia ser menos feliz. Por sorte que o nosso final é só o começo. É daqui em diante que nós vamos reescrever nossa história.

Mas valeu, Galo, eu te amo demais. Desculpe por não poder expressar isso da forma como deveria, pois amor ainda é uma palavra pequena...

Valeu 2000 e Galo!

Eduardo Araújo