No último jogo-treino antes do clássico, o Galo goleou o Betim (ex-Ipatinga), mas o futebol não empolgou. Antes que o Atleticano perca a noite de sono, peço para que fiquem tranquilos, pois, como destacou o zagueiro Réver, essa é a hora que o pé não chega na dividida e a velocidade não é a mesma. Tudo para evitar sustos no clássico.
Como Leo Silva foi poupado, Cuca escalou Gilberto Silva ao lado de Réver. Na linha de frente, o treinador repetiu a escalação com Araújo ao lado de Bernard, Ronaldo e Jô. No fim do ano, Ronaldinho disse que se sentia mais mineiro, e talvez por isso ele tenha ficado “quetim num canto” o tempo todo. Jô buscou jogo e conversou bastante com a turma de trás. Foi feliz em um passe para Bernard, que marcou o primeiro gol do Galo. Bernard também apareceu mais que nos outros jogos-treino. Como Araújo não decidia se ficava na direita ou na esquerda, Bernard achou melhor entrar pelo meio e pegou a zaga do Betim de surpresa mais de uma vez. Aliás, Araújo tem se esforçado para encaixar no time de Cuca. Corre, briga pela bola, chuta, passa, tenta de tudo, mas não acerta nada. Marcou um gol e só! Saiu ainda no primeiro tempo para a entrada de Alecsandro, que logo arriscou um belo chute, passando perto da trave. Alecsandro e Jô seguraram os zagueiros e volantes no centro, liberando as pontas para Bernard e Marcos Rocha subirem com perigo. Quando Marcos Rocha subia, Leandro Donizete fazia sua cobertura na direita. Se o ataque era do Betim, Marcos Rocha voltava para a direita e Leandro Donizete ia para o meio.
No segundo tempo, apenas Alecsandro continuou. E foi ele quem marcou o terceiro gol, um dos muitos que Cuca assistiu nessa pré-temporada. Temos um candidato a artilheiro no Mineiro.
Dessa vez, Rosinei e Morais não empolgaram como nos outros treinos. Aquela história de evitar susto antes do clássico não funcionou com Morais, que saiu com dores na coxa. O meia deixou o campo com muitas caretas, e enquanto recebia o spray milagroso, seu substituto Leleu marcou um golaço. Nos minutos finais, mesmo com um time menos inspirado, vale destacar que Richarlyson correu o tempo todo, procurando sempre organizar a saída de bola do time. Quando Eron entrou, Rickão foi para a zaga no lugar de Jemerson, que parecia uma geladeira em campo, sem chutão, tocando a bola, com toda a calma do mundo entre os profissionais.
Reforço a dica de dormirem tranquilos, pois temos um time entrosado e ciente do valor que um clássico tem para a Massa. Domingo o pé volta para a dividida, não há bola perdida com o grito da torcida empurrando e tudo leva a crer que o Betim não será a única vítima da semana com a mania de trocar de nome durante a história.
Fael Lima
ABRAÇO NAÇÃO!


