Portugueses voltam a Colonizar a América; Galo para trás?

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06/03/2021 - 19:19

Nitidamente há um movimento no futebol sul-americano no que se refere novamente à mudanças de estrutura, sejam elas técnicas ou táticas no âmbito esportivo. Há três anos os portugueses voltaram a colonizar o continente latino-americano, deixando seu legado mais precioso: não importa o jeito de jogar; importa o ímpeto de jogar. Pouco ou nada se dizia de Jorge Jesus em qualquer que fosse o time a ser dirigido até a chegada ao rival rubro-negro, em 2019 – neste ano o maestro orquestrou junto a Marcos Braz, quatro títulos decorrentes da era do Mister, como ficou conhecido pela Nação.

Entretanto, como toda paixão – além de tudo que move o futebol, –, a Era Mister havia sido fechada digna de uma chave não de ouro; mas de Minas de diamante e rubis. Assim, pelo mesmo time, veio o espanhol Domenec Torrent para suprir as necessidades de outrora. Infelizmente a saga chegara mais rápido; o legado de Mister deixava saudade no torcedor e, com uma troca obsoleta, Rogério Ceni assumiu o cargo.

Não obstante, no Palmeiras o alviverde contou com o português Abel Ferreira, que estava dirigindo o Parma à época. Sequer havia ganhado um título de expressão. A investida do alviverde repercutiu pela imprensa Rio-São Paulo e o treinador em sua primeira passagem pela América conquistou la glória eterna e tem a chance, frente ao Grêmio de conquistar a Copa do Brasil. O mesmo Palmeiras, com Luxemburgo no comando conquistaria no ano de 2020 o campeonato paulista. Sinais para uma possível tríplice coroa.

Mas aqui é o blog do Galo!

É justamente neste ponto que eu queria chegar. Será que só porque os demais clubes tendem uma tendência que o Atlético precisa necessariamente de uma contratação europeia? Para mostrar algo diferente ou podemos contar com peças do mercado brasileiro para uma remodelagem técnica? O pensamento vai de acordo com o a bandeira que o torcedor há de levantar (e não estou dizendo apenas desportiva).

Outro fator determinante para o modismo

Sampaoli deixará saudades e legado pelo jogo posicional. É fato que embora tenha lá seus problemas perto da área técnica fez um time diferenciado. O argentino demonstra, como tal, uma raça exorbitante e uma gana de vencer, porém, vencer já seria o nosso ideal conforme o hino alvinegro. O argentino Coudet, que assumiu o Internacional caso não havia sustentado o trabalho que gostaria, fez um bom trabalho com as peças que o colorado colocava em campo. A torcida o esmagou nas redes sociai e, eis que atualmente, trabalha com um poderio financeiro melhor, mas também em um time de expressão média. Em resumo o brasil – e a cultura brasileira – é resultadista. Não conseguem dar continuidade a algo que planejam certamente a longo prazo. Mas vale alegar que a carência, em específico do atleticano, rumo ao título brasileiro que não vem desde 1971, é imensa; a carência completa bordas de ouro; e, diga-se de passagem, de ouro os portugueses entendem.

O futebol do século passado era europeu; modificamos e estamos perdendo

Para terminar esta analogia, contudo, o livro pirâmide invertida exprime os esquemas táticos dos Ingleses e como tal poderiam ter sido mais enfáticos à época como hoje são. O problema não está na gana de vencer do brasileiro; está no gingado que o brasileiro perdeu, fazendo do país, o país do futebol. O brasileiro precisa, enfim, reinventar-se técnica e taticamente – senão irá propor a perda dos torcedores de Atlético, América e Cruzeiro para o Borussia, Bayern e Real Madrid.