Restam 90 minutos
A tarde de Páscoa poderia ter sido bem mais doce para nós atleticanos, mas não é porque não vencemos que vamos a “caça as bruxas”. O Atlético jogou bem, mostrou poder de reação e temos que destacar mais uma vez a excelente exibição de Fabiano. Do outro lado um América bem montado por Mauro Fernandes que aproveitou os trinta minutos iniciais para tentar sacramentar a vitória. Mesmo sem o nosso triunfo temos que ver com bons olhos o clássico de ontem.
Luxemburgo escalou o time com o que tínhamos de melhor a disposição, apesar de achar que o nosso melhor ainda tem que evoluir. As laterais ainda não rendem o esperado e o meio de campo não foi dos melhores ontem, mas não considero que tenha comprometido. Ainda bem que o elemento surpresa, o genro-artilheiro Fabiano, estava em tarde inspirada e em 14 minutos marcou seus três gols na partida, que nos colocaram em vantagem no placar. Parabéns ao nosso camisa oito, que agora é artilheiro do Galo no Campeonato Mineiro.
Depois do intervalo, Luxemburgo modificou e lançou Ricardinho. Este sim não teve uma tarde feliz. Mas não é para tamanha revolta como vi por aí. O campeão mundial em 2002 entrou em um campo pesado, em péssimas condições. Conhecido pela cadência de jogo e toques curtos, em um gramado como o de ontem, era óbvio que Ricardinho não renderia o que estamos acostumados, que o fizeram um jogador consagrado. Porém, independente deste aspecto, sem dúvida foi um dos piores com a camisa do Galo no clássico.
O que realmente nos revolta é a contusão de Obina. Um lance horroroso de se ver, um absurdo o zagueiro da Chapecoense não ter sido nem advertido pela entrada CRIMINOSA. Logicamente o temporal de ontem foram as lágrimas do bom baiano, chorando pela gravidade de sua contusão. Força artilheiro! Nossa torcida e apoio não faltarão em sua recuperação. Em tempo de Páscoa, só lhe digo uma frase: “Perdoe Obina... Perdoe! Eles não sabem o que fazem!”
Vamos juntos Galo!
Cézar Vouguinha Cunha
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